Calado
O LOUCO
“Parado...feito pedra,
Calado, surpreso...feito gente,
Num canto qualquer
Deste covil de lobos,
Neste ninho de cobras.
Medos...como num barco à deriva,
Num mar de impossibilidades
Sozinho...solitário.
Não existem mais crenças,
Nem sentenças a serem proferidas,
O vazio...sem dimensão.
O poder se foi com os diamantes,
Agora... não se tem mais sorrisos.
Como ser respeiado?
Como ser compreendido?
Sorrisos, que um dia mascararam
A verdadeira essência humana,
Compreensão, respeito,
Que um dia nos tornaram
Mais dependentes que já somos.
Não me salves...
Ainda não estou perdido,
Não me perdoes,
Mais te amarei por me aceitares
Eu...
E minha loucura”.
um velho moço, em pé sentado, assim calado dizia: o mundo é uma bola quadrada, que gira parada nas campinas oceânicas... Ser ou não ser ... eis a questão"
cOnscienCia Leve...Nada cOncente CaladO!!!
a vIsãO extraoRdinárIa dO alheiO Trata-te mAl a sI se NuM convÉm o pensamentO incerteIrO,sofRe depOis de taL maneiRa, pOis naum erEs ninguéM pra jUgar O q vê."
nao é calado que nos resolvemos as coisas juntos
e nem parado q que a gente iremos mudar mas sim junto contigo que vc vai mi diferenciar...
Aprendo a Amar
Nada alimenta um coração calado
O amor distante almejado em dor
Seria o egoísmo do ardor da paixão instantânea,
Ou quiçá a coletânea de felicidade momentânea
Que se esvai no rio desesperador?
E que rio é esse jovem poeta?
É chuva de lágrimas advinda do amor?
É a vida em incessante corrente que nos leva à dor, ao amor, à dor...
A morder nossas entranhas na falta da flor?
Nada alimenta um coração calado
Aquele que se cerca
Não nada a vida
Nada vive
Morre nada
Nada alimenta um coração calado
Nunca cale seu coração, poeta
Mesmo que poeta ele não seja
O amor nos traz a vida em poesia
E por vezes nos traz e toma a alegria
E bebe o sangue da melancolia
Então vive jovem poeta,
Cerre os olhos. pare o tempo
E seja eterno em seu sentimento
Recolha as pétalas da flor
Que como lágrimas
Permeiam o rio do amor
Viva jovem poeta, viva
Vá atrás de sua flor
Efêmero é o tempo que se percebe
Efêmera é a vida na falta do amor...
Viva...
DanAlone - 04/11/2007
Estava eu em uma rua reta,cheia de curvas,guando sentei-me em pé e dise-me calado,prefiro morrer do que perder a vida!
Os "eu-te-amos" falados nunca me encantaram, eu admiro o "eu-te-amo" calado, aquele que não faz mover apenas os músculos do rosto, mas sim, todo o corpo..., principalmente o coração...
Uma atitude vale mais do que mil eu-te-amos.
“Sem ação”
Quando te vejo fico calado
Sem voz, sem jeito, sem gesto...
Fico sem ação, todo embaraçado!
Ao te sentir perto, me arrepio,
Sinto calafrios, fico enfeitiçado!
Ao te tocar, me dar deleite,
Mas fico tímido, acanhado!
Tenho vontade de beijar-te,
Mas não sei como, em que parte,
Sua mão macia, sua face...?
Tento falar do meu amor,
É em vão, não sei como começar.
Se com simples palavras,
ou uma belo discursar.
Você me faz ser quem não sou,
Mas eu gosto de ser assim,
É quando sinto o amor
Sinto uma felicidade sem fim.
11/03/2011
Parece tudo tão triste
Tudo tão pálido
Mas meu coração insiste
Em ficar calado...
Vou subindo a escada
Vendo as imagens apagadas
As árvores desfolhadas
E a minha vida, pura mágoa...
Parece tudo tão sombrio
Sinto medo de continuar
Estou começando a sentir o frio,
De quem perto do fim está...
Vou sonhando acordada
Para meu coração confortar.
Aprendendo a superar a dor
Da vida triste que tento não levar...
O preto e o branco,
O sonhador e o aprendiz.
Não desista dos seus sonhos,
Do modo como eu fiz...
O fim da caminhada está próximo
Não dessita logo aqui.
Muitas coisas não tem volta.
Me arrependi do que não fiz...
Sou uma grande sonhadora
E uma pequena aprendiz
Do sonho ganhei a vida,
E da coragem tudo o que fiz...
O verdadeiro Sábio fica calado, espera todas as atitudes. Ao serem terminadas ele apenas move um dedo, em uma direção, o ser humano normal diria, - este dedo aponta para minha cabeça. E o Sábio retorna, - não, este dedo aponta ao coração.
É nessas horas que você precisa de alguém que te ouça calado, que tente te entender e que não use nada do que você disser contra você mais tarde. É agora que eu queria sair, caminhar sem rumo como eu fazia quando me sentia livre, torcer para que chova e sentar num banco qualquer só pra sentir a chuva mais perto, mais em mim. Agora eu quero sorrir um pouco, relaxar os ombros, e chorar, se for preciso. Eu quero ouvir o mar, ver a lua e acreditar que agora eu finalmente estou bem.
Sabe quando você já estava acostumada com a solidão? Quando ter alguém por você é incrivelmente estranho? Quando você custa a acreditar que a felicidade te escolheu e custa mais ainda quando ela diz que dessa vez é pra sempre?
E aí você sente essa vontade louca de sair, de respirar um ar um pouco mais puro, de parar e ouvir o mar – ele parece dizer as coisas mais sensatas - , de ver a minha vida como está agora.
Eu amo ouvir aquela música do Lulu que diz:
“Não existiria som senão houvesse o silêncio, não haveria luz senão fosse a escuridão, a vida é mesmo assim... Dia e noite, não e sim. Cada voz que canta o amor não diz tudo o que quer dizer, tudo o que cala fala mais alto ao coração, silenciosamente, eu te falo com paixão: eu te amo calado, como quem ouve uma sinfonia de silêncios e de luz; nós somos medo e desejo, somos feitos de silêncio e som. Tem certas coisas que eu não sei dizer.”
Já percebeu como somos inspirados pela dor? Mas... A felicidade nos ocupa e nem sempre se tem tempo para colocar no papel tudo o que se passa aqui dentro. Quando a felicidade do amor chega, ela traz o silêncio, e a luz, e as cores... E isso não pode ser escrito.
Por isso tantos textos sem coerência, só quem escreve entende e sabe. Só quem ama entende e sabe. Mesmo que não seja o amor que todo mundo pinta.
Ele chegou pra mim tão calado, tão imperceptível.
Perda
Sofro calado a tua ausência, mas sei que te tenho,
por promiscuidade ou pura ilusão,
sofro só tua ausência, pois na certeza cêga te
carregarei, que te tenho ou não,
sou um cêgo, mas tateando te acharei,
entre guias ou sarjetas; aí serei a pessoa mais feliz; por te ter!
Morte no silêncio
A noite segue emudecida,
E a manhã custa chegar.
Eu calado aos prantos, me deito.
Prefiro não ver no que vai dar.
Ao deitar, vejo os anjos no obscuro,
Parece me privar de algo.
Tento dialogar...
Mas tudo é inútil.
Inutilidade no silêncio,
Paralisam meus pensamentos.
E fico sem reação,
Na fria noite do silêncio.
De fato um estranho silêncio.
Parece vir de uma coisa oculta.
A ele sinto uma calma.
Agora vivo numa irreconhecível serenidade.
A manhã se aproxima,
E o silêncio vai me deixando,
Aos poucos as coisas perdem o sentido.
E ao meu corpo, vou abandonando.
Sem desespero, do mundo real me desligo.
Minha alma nos céus sobrevoa.
E meu corpo volta pra terra.
Em um mundo oculto, vivo livre a viajar.
