Frases de Caio Fernando Abreu

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Quando desvio meu olho do teu, dentro de mim guardo sempre teu rosto.

As palavras traem o que a gente sente.

Só quem já teve um dragão em casa pode saber como essa casa parece deserta depois que ele parte.

Quando não há música, canto.

E de repente me sentia protegido, você sabe como: a vida toda, esses pedacinhos desconexos, se armavam de outro jeito, fazendo sentido.

Amigos são, sim, para trocar abismos? Então me escreva 10, 100 páginas, e eu responderei com toda amizade que realmente sinto por você.

Não diz nada, você não diz nada. Apenas olha para mim, sorri. Quanto tempo dura?

Certo, muitas ilusões dançaram. Mas eu me recuso a descrer absolutamente de tudo, eu faço força para manter algumas esperanças acesas.

É esse gelo por dentro que eu não consigo entender. Você se doou tanto quando eu não pedia, e no momento em que pela primeira vez pedi, você negou, você fugiu. É esse seu bloqueio de aço eucouraçando o silêncio, eu não consigo entender.

Meu coração é um mendigo mais faminto da rua mais miserável.

Pensando melhor, continuavam sem saber, fazia muitos anos, se a realidade seria mesmo meio mágica ou apenas levemente paranóica, dependendo da disposição de cada um para escarafunchar a ferida.

É como um anjo que veio me dar harmonia nesses dias meio remotos, o sorriso é tão aberto, me transmite tanta paz, é como um vento forte e gostoso no rosto da gente… É, eu amo ele profundamente.

É preciso que você venha nesse exato momento. Abandone os antes. Chame do que quiser. Mas venha. Quero dividir meus erros, loucuras, beijos, chocolates… Apague minhas interrogações.

É esse gelo por dentro que eu não consigo entender.

Viver é bom demais, dear Deep. E veloz, meio gincana, às vezes. Pegue tudo a que você tem direito, e nós temos direito a absolutamente tudo de bom.

Queria ser o tipo de pessoa que consegue disfarçar ao invés de deixar transparecer sempre que algo me aborrece ou entristece.

Os dragões não querem ser aceitos. Eles fogem do paraíso, esse paraíso que nós, as pessoas banais, inventamos - como eu inventava uma beleza de artifícios para esperá-lo e prendê-lo para sempre junto a mim.

Quando eu escrevo, eu consigo ordenar tudo aquilo que eu penso. Agora, quando eu falo ou quando eu sou, simplesmente, não consigo ordenar nada. Eu sou da maneira mais caótica possível.

E eu serei forte, mesmo se tudo der errado mais uma vez.

‎Mas tudo bem, estou calmo e ponderado, embora a vontade seja de agredir algumas pessoas, dizer meia dúzia de verdades e sair pisando duro. Mas não vou fazer nenhuma loucura.