Caçador
Frase do caçador antes de morrer na selva amazônica, quando um leão sai de dentro de uma mata: Ei-lo que surge por entre as matas da Amazônia, com o peito em festa e o coração a gargalhar.
Não te culpes por não ter um amigo de 4 patas ou uma boa arma... pois um verdadeiro caçador só precisa de usar a mente.
Porém, como sempre... Sempre me perdendo nessa busca de me encontrar. Como diria o poeta: Eu caçador de mim...
Não te como não se apaixonar pelo olhar de um experiente caçador. Todo lobo tem o dever de enxergar a beleza da vida em todas as criaturas e assim poder escolher a melhor presa.
Mesmo que a preza seja o coração da amada loba arredia que rejeita seus uivos de amor !!
É normal que o caçador de leões volte com leões para casa.
Cada um encontra o que procura.
O Mundo pode ser diferente se procurares por coisas diferentes.
"A verdade é que sou de fato um caçador,
de palavras é certo
ainda assim, enfrento, selvas, mares bravios,
mundos distante e ocultos,
e se a caça está sempre fugindo se escondendo,
despertara em mim ainda mais,
o desejo de capturar,
caçar mais e mais palavras."
CAÇADOR
Alma inquieta que busca conquistas
Insensata busca a conhecer novos corpos
Cede incabível de fontes intocáveis
Movido pelo desafio de se saciar
Atinge o alvo sem piedade ou dó
Lábaro prazeres noturnos trazem fogueiras
Vividas brasas nas luzes do amanhecer
Manjar dos deuses a se deliciar
Tem quem venha
e tudo tenha
os que passam e tudo passa
neste passado, caçador e caça
os que deixam marca
e o não marcado, embarca
pra não mais, os sem valia
também tem, ainda bem
são os que ficam na poesia...
© Luciano Spagnol
15/05/2016
Cerrado goiano
Poeta mineiro do cerrado
Caça e caçador
O veneno destilado
dos deuses enfurecidos
me instiga a delirar
entre copos de torpor...
me faz ser o viajor
no que se diz ser pecado;
ser cordeiro desgarrado
e ser, só de mim, senhor...
de meus rincões, o estridor
sem o tino, ensandecido,
não dá, às razões, ouvidos,
me abre ao prazer e a dor...
sou o caçador sendo a caça;
vencido sou o vencedor ...
A Revolta dos Gatos
QUANDO A CAÇA SE TORNA CAÇADOR...
A revolta da tribo dos Gatos do Parque. Cansados de serem perseguidos pelos cães, alguns gatos se reuniram e passaram a conjecturar como seria possível se proteger diante dos frequentes ataques dos cães. Um Gatinho sugeriu que houvesse uma lei, obrigando os donos a colocarem guizos nas coleiras de seus cães. Um Gato Marrom ponderou que havia muitos cães sem dono, os temíveis Vira-latas. Outro Gato Cinza descartou a ideia, justificando que não havia Gatos vereadores para aprovar tal projeto de lei. Um Gato rajado acrescentou: " - E além do mais, mesmo que tal lei fosse aprovada e sancionada, iria demorar muito para ser aplicada." A cada instante mais gatos chegavam e a reunião se transformou em uma Assembleia dos Gatos. Muitos oradores se manifestaram. Democraticamente quem quisesse miar, perdão, digo, se pronunciar podia ocupar a tribuna, improvisada em cima de uma barrica. Após muitas horas de assembleia, um Gato Preto subiu a tribuna, exigiu silêncio e dissertou sobre a importância de treinar artes marciais para enfrentar os cães. E ao final concluiu: Devemos andar em grupos e atacar em conjunto cada cão vadio que se aventurar em nosso território. " - Eu declaro aqui e agora GUERRA AOS CÃES VADIOS. Os cães domésticos serão poupados, vamos nos concentrar nos cães sem dono." O Gato Preto foi ovacionado e sua proposta aprovada por unanimidade. A partir de então, muita coisa mudou naquele distante vilarejo, situado a meio caminho de onde Judas Perdeu as Botas.
(Contos Inacabados - © J. M. Jardim - Direitos reservados - Lei Federal 9610/98)
Nem todo mundo à espera de sua presa é caçador, pode ser um marido à espera de sua mulher presidiária.
