đđ» acc6.top đđ» Letstalk chuyá»n quyá»n sá» hữu tĂ i khoáșŁn
Amei-te e por te amar
SĂł a ti eu nĂŁo via...
Eras o céu e o mar,
Eras a noite e o dia...
SĂł quando te perdi
Ă que eu te conheci...
Quando te tinha diante
Do meu olhar submerso
NĂŁo eras minha amante...
Eras o Universo...
Agora que te nĂŁo tenho,
Ăs sĂł do teu tamanho.
Estavas-me longe na alma,
Por isso eu nĂŁo te via...
Presença em mim tão calma,
Que eu a nĂŁo sentia.
SĂł quando meu ser te perdeu
Vi que nĂŁo eras eu.
NĂŁo sei o que eras. Creio
Que o meu modo de olhar,
Meu sentir meu anseio
Meu jeito de pensar...
Eras minha alma, fora
Do Lugar e da Hora...
Hoje eu busco-te e choro
Por te poder achar
NĂŁo sequer te memoro
Como te tive a amar...
Nem foste um sonho meu...
Porque te choro eu?
Não sei... Perdi-te, e és hoje
Real no [...] real...
Como a hora que foge,
Foges e tudo Ă© igual
A si-prĂłprio e Ă© tĂŁo triste
O que vejo que existe.
Em que Ă©s [...] fictĂcio,
Em que tempo parado
Foste o (...) cilĂcio
Que quando em fé fechado
NĂŁo sentia e hoje sinto
Que acordo e nĂŁo me minto...
[...] tuas mĂŁos, contudo,
Sinto nas minhas mĂŁos,
Nosso olhar fixo e mudo
Quantos momentos vĂŁos
Pra além de nós viveu
Nem nosso, teu ou meu...
Quantas vezes sentimos
Alma nosso contacto
Quantas vezes seguimos
Pelo caminho abstrato
Que vai entre alma e alma...
Horas de inquieta calma!
E hoje pergunto em mim
Quem foi que amei, beijei
Com quem perdi o fim
Aos sonhos que sonhei...
Procuro-te e nem vejo
O meu prĂłprio desejo...
Que foi real em nĂłs?
Que houve em nĂłs de sonho?
De que NĂłs fomos de que voz
O duplo eco risonho
Que unidade tivemos?
O que foi que perdemos?
NĂłs nĂŁo sonhamos. Eras
Real e eu era real.
Tuas mĂŁos - tĂŁo sinceras...
Meu gesto - tĂŁo leal...
Tu e eu lado a lado...
Isto... e isto acabado...
Como houve em nĂłs amor
E deixou de o haver?
Sei que hoje Ă© vaga dor
O que era entĂŁo prazer...
Mas nĂŁo sei que passou
Por nĂłs e acordou...
Amamo-nos deveras?
Amamo-nos ainda?
Se penso vejo que eras
A mesma que és... E finda
Tudo o que foi o amor;
Assim quase sem dor.
Sem dor... Um pasmo vago
De ter havido amar...
Quase que me embriago
De mal poder pensar...
O que mudou e onde?
O que Ă© que em nĂłs se esconde?
Talvez sintas como eu
E nĂŁo saibas senti-o...
Ser é ser nosso véu
Amar Ă© encobri-o,
Hoje que te deixei
Ă que sei que te amei...
Somos a nossa bruma...
Ă pra dentro que vemos...
Caem-nos uma a uma
As compreensÔes que temos
E ficamos no frio
Do Universo vazio...
Que importa? Se o que foi
Entre nĂłs foi amor,
Se por te amar me dĂłi
JĂĄ nĂŁo te amar, e a dor
Tem um Ăntimo sentido,
Nada serĂĄ perdido...
E além de nós, no Agora
Que não nos tem por véus
Viveremos a Hora
Virados para Deus
E n'um (...) mudo
Compreenderemos tudo.
SĂł lutamos por aquilo que amamos, sĂł amamos aquilo que respeitamos e sĂł respeitamos aquilo que conhecemos.
Tu e Eu
Somos diferentes, tu e eu.
Tens forma e graça
e a sabedoria de sĂł saber crescer
até dar pé.
En nĂŁo sei onde quero chegar
e sĂł sirvo para uma coisa
- que nĂŁo sei qual Ă©!
Ăs de outra pipa
e eu de um cripto.
Tu, lipa
Eu, calipto.
Gostas de um som tempestade
roque lenha
muito heavy
Prefiro o barroco italiano
e dos alemĂŁes
o mais leve.
Ăs vidrada no LobĂŁo
eu sou mais albĂŽnico.
Tu,fĂŁo.
Eu,fĂŽnico.
Ăs suculenta
e selvagem
como uma fruta do trĂłpico
Eu jĂĄ sequei
e me resignei
como um socialista utĂłpico.
Tu nĂŁo tens nada de mim
eu nĂŁo tenho nada teu.
Tu,piniquim.
Eu,ropeu.
Gostas daquelas festas
que começam mal e terminam pior.
Gosto de graves rituais
em que sou pertinente
e, ao mesmo tempo, o prior.
Tu és um corpo e eu um vulto,
Ă©s uma miss, eu um mĂstico.
Tu,multo.
Eu,carĂstico.
Ăs colorida,
um pouco aérea,
e sĂł pensas em ti.
Sou meio cinzento,
algo rasteiro,
e sĂł penso em Pi.
Somos cada um de um pano
uma sĂŁ e o outro insano.
Tu,cano.
Eu,clidiano.
Dizes na cara
o que te vem a cabeça
com coragem e Ăąnimo.
Hesito entre duas palavras,
escolho uma terceira
e no fim digo o sinĂŽnimo.
Tu nĂŁo temes o engano
enquanto eu cismo.
Tu,tano.
Eu,femismo.
Ele nĂŁo Ă© sĂł um cara...
Esse sim, esquenta as suas mĂŁos e escuta os seus impropĂ©rios e gracinhas com o mesmo apego. Ele nĂŁo te deixou apodrecendo ali onde vocĂȘ nĂŁo pudesse incomodar. Ele Ă© diferente de tudo o que Ă© errado em seu mundo e em outros mundos.
VocĂȘ diria que ele salvou sua vida se nĂŁo soasse tĂŁo dramĂĄtico. Ele nĂŁo faz planos ou promessas, sĂł surpresas, te ensinou a gostar de surpresas. Ele Ă© diferente. Ele nĂŁo Ă© sĂł um cara.
Ele te ouve como se te entendesse, fala como quem soubesse o que dizer e nĂŁo diz nada muitas vezes, porque ele entende os silĂȘncios. Ele existe. VocĂȘ sabe que seriam bons amigos, bons parceiros, bons inimigos, mas vocĂȘ prefere ser a garota dele.
E sabe que serĂŁo importantes na histĂłria um do outro para sempre, independentemente de tudo que estiver pra acontecer. Porque ele nĂŁo Ă© sĂł um cara. VocĂȘ nĂŁo quer mais sĂł um cara. E ele Ă© tudo que vocĂȘ quer hoje.
HĂĄ quem me julgue perdido, porque ando a ouvir estrelas. SĂł quem ama tem ouvido para ouvi-las e entendĂȘ-las.
SĂł dĂȘ ouvidos a quem te ama. NĂŁo te preocupes tanto com o que acham de ti. O que te salva nĂŁo Ă© o que os outros andam achando, mas Ă© o que Deus sabe a teu respeito.
Eu te amo, nĂŁo sĂł agora mas sempre, e sonho com o dia em que vocĂȘ vai me abraçar novamente.
Chore, grite, ame.
Diga que valeu, que doeu, que daqui pra frente sĂł vai melhorar.
Perdoe, insista, ame novamente.
Não leve a vida tão a sério.
Descomplique.
Quebre regras, perdoe rĂĄpido beije lentamente.
Ame de verdade, ria descontroladamente e nunca lamente nada que tenha feito vocĂȘ sorrir...
SĂł se pode viver perto de outro, e conhecer outra pessoa, sem perigo de Ăłdio, se a gente tem amor. Qualquer amor jĂĄ Ă© um pouquinho de saĂșde, um descanso na loucura.
A viagem não acaba nunca. Só os viajantes acabam. E mesmo estes podem prolongar-se em memória, em lembrança, em narrativa. Quando o visitante sentou na areia da praia e disse:
âNĂŁo hĂĄ mais o que verâ, saiba que nĂŁo era assim. O fim de uma viagem Ă© apenas o começo de outra. Ă preciso ver o que nĂŁo foi visto, ver outra vez o que se viu jĂĄ, ver na primavera o que se vira no verĂŁo, ver de dia o que se viu de noite, com o sol onde primeiramente a chuva caĂa, ver a seara verde, o fruto maduro, a pedra que mudou de lugar, a sombra que aqui nĂŁo estava. Ă preciso voltar aos passos que foram dados, para repetir e para traçar caminhos novos ao lado deles. Ă preciso recomeçar a viagem. Sempre.
Perder dĂłi! NĂŁo adianta dizer nĂŁo sofra, nĂŁo chore; sĂł nĂŁo podemos ficar parados no tempo chorando nossa dor diante das nossas perdas.
NĂŁo se drogue por nĂŁo ser capaz de suportar sua prĂłpria dor. Eu estive em todos os lugares e sĂł me encontrei em mim mesmo.
