Ferreira de castro
Eu te vi ir embora e não pude fazer nada. Eu apenas assisti enquanto meu coração se quebrava. Por que bateu a porta desta forma? Eu ainda estou parada aqui, te esperando voltar. Não posso me culpar por sua partida, pois sei que dei o melhor de mim para te fazer sorrir. Volte aqui, eu supliquei durante noites. Meu travesseiro sabe quantas lágrimas derramei pela sua partida. Eu tentei, mas não bastou. Meu coração está se curando das dores que sua ausência o causou, e quando isso finalmente acontecer, não ouse voltar se lamentando.
Dizem que os olhos são o espelho da alma, mas a verdade é que dentro de mim não existe mais nada a ser transmitido em um olhar. Talvez minha alma tenha deixado de existir ou talvez tenha se contido de tamanha forma dentro de mim, que já é quase impossível encontra-la.
Não perdemos a vida quando morremos. Em verdade, perdemos a vida quando não sentimos mais prazer em viver. Eu perdi minha vida. Mas como pode ser, perder a vida e continuar vivendo? Existe um abismo de diferença entre viver e sobreviver. Minha mente se tornou um campo de guerra, onde frequentemente brigo com meu subconsciente para que ele pare de me dar idéias de como tirar minha própria vida. Diariamente tento encontrar algo que me faça sentir viva, uma faíscas de emoção que seja, mas nada acontece. Talvez eu esteja predestinada a ser o zero a esquerda, aquele que não modifica ou altera nada.
A política é uma dádiva e ao mesmo tempo uma maldição. Para Aristóteles, "o homem (ser humano) é um animal político", isso necessariamente não o torna mau ou bom. Ele também diz que o cidadão é político, pois participa na elaboração e execução das leis, porém nem todos são cidadãos. Trazendo esse pensamento para os dias atuais, onde existe uma grande descrença em políticos, por termos a simples ideia que política se remete apenas a eleição, e não a organização social e do estado. Tiro a conclusão (talvez inexorável) que a política é uma dádiva, olhando pela capacidade que cada cidadão tem de expor e solidificar sua opinião, através de um caminho visando um "bem".
Esse bem não se trata do correto ou do errado, mas algo necessário a ser finalizado para um "todo". Uma meta, como grosso modo poderíamos dizer: a reforma da educação e sua universalização, quanto a unificação da policia para que possamos ter um policia mais centrada e eficiente, assim como investimento a tecnologia e a pesquisas, e poderemos citar diversas áreas que podem ser melhoradas e traçadas metas.
Entretanto, para o cidadão político, esse também tem uma maldição, principalmente hoje, em um tempo que a política e os políticos estão desacreditados. Onde se tem uma desconfiança desenfreada, gerada por situações que vem se agravando a cada dia, que é a corrupção. Uma pessoa dizer "ser político" é um ato de coragem, de contravenção, talvez até de subversão.
Quando uma pessoa se apresenta como político, existem três reações mais presentes, uma delas é a desconfiança, primeiro a pessoa acredita por um enraizamento cultural que "todo político é corrupto", isso fecha a oportunidade de cidadãos que não são corruptos mudarem o quadro que se encontra a política. Algo comum também, seria o pensamento individualista e imediatista, onde a pessoa ao invés de pensar no coletivo, pensa apenas em si, se vende ou até mesmo tenta barganhar com o político em questão, independente de seu pedido.
E por fim, algo não tão comum, ou até mesmo, que eu consideraria mais propicio e que recomendaria que ocorresse, seria o pensamento coletivo, o pensamento para um fim, visando algo que não mantivesse o mesmo sistema e também não fosse individualista. Nesse caso especifico podemos citar algumas ações e pensamentos que traria beneficio, não só para a política, mas para um todo, para a sociedade, que seria a ajuda mútua, onde os cidadãos questionassem primeiramente porque de sua desconfiança, buscasse conhecer, interagir e assim contribuir para a construção e execução de ideias para beneficiar a todos. Voltando assim, a questão do "cidadão" de Aristóteles, dito no inicio.
Então eu fui deixando de fazer tudo aquilo que eu amava... Mas não de vez, foi aos poucos, uma pecinha de cada vez... É como rir de bobagens, eu ria, e de repente não estava mais rindo das mesmas bobagens... Eu precisava de muito mais...
Eu não sabia mais dizer do que sentia falta, se era de algo ou de alguém... Ou mesmo de alguma época que eu havia vivido... Eu sentia saudade apenas, mas não sabia do "quê".
Eu apenas queria voltar a fazer aquelas coisas, mas eu não sei se as amo mais... Eu apenas queria rir daquelas velhas bobagens, mas talvez eu não veja mais graça...
É difícil querer algo que talvez não possamos ter mais, que talvez tenhamos deixado de lado, tão ao lado que acabou de fato ficando para trás, ficou de tal forma que hoje eu o apelido de "passado".
Talvez tudo seja saudade, ou talvez eu tenha desaprendido a amar...
Mas talvez nunca respondeu nenhuma pergunta, não é mesmo?
Era uma vez uma menina frágil, que cresceu e disse: - foda-se mundão! E enfim, viveu feliz para sempre...
Namore alguém que saiba confiar em Deus nos tempos difíceis, pois quando o dia mau vier, você vai precisar de alguém que segure a onda com você e não fique reclamando que as coisas não estão como vocês queriam.
Eu já quis morrer e não morri. Já quis pular de um prédio, mas não pulei. Já quis entrar na frente de um carro qualquer que passava na rua, mas não entrei. Já quis pular de um ônibus em movimento, mas enfim, não pulei. É só que a gente tenta acabar com a dor de todo jeito, qualquer jeito.
O dia em que eu desapareci...
É engraçado todo esse movimento num instante você está ali e de repente "puf" sumiu... Eu me lembro dos dias em que estive bem ali, eu olhava e de fato observava alguma daquelas coisas e pessoas que estavam por minha volta bem no meu "ali", eu me lembro de pensar um tanto de diversas coisas misturadas com hipoteses e indagações, mas a minha prisão sempre foi a mesma seu nome era "dúvida"... Como é apavorante viver nessa prisão num mundo onde você sempre é cobrado por suas certezas... Eu estava no meu "ali" cheia com essas dúvidas, e aos poucos até o que antes era certo e me mantinha em algum lugar "puf" e "puf" e assim foi, um atrás do outro e "puf"... eu desapareci!
E isso não acontece de um dia pro outro, isso não é como morrer ser velado e depois enterrado, não... É como um desaparecido que ninguém sabe o que aconteceu e todos estão á sua procura, e quando se procura por muito tempo sem algum sucesso as pessoas desistem da hipótese de um dia achá-lo... Então, esse "puf" é exatamente assim, conforme eu fui sumindo eu queria desesperadamente achar-me, eu estava a procura de tudo o que estava emitindo o som "puf" em minha vida; sumir era tão assustador, e a minha principal indagação era: aonde eu devo procurar? Pois, certamente se eu procurasse a minha chance de achar seria muito maior... Agora a primeira pergunta a ser respondida era: aonde? E se não fosse lá? Então, aonde seria? A questão não é a pergunta, mas sim acertar a resposta, não seria o suficiente simplesmente responder, o necessário seria acertar!
Quando se desaparece e ninguém sabe, onde, como ou mesmo quando, sempre se torce pelo melhor... Um dia eu encontro, ainda está lá eu apenas preciso achá-lo... E assim se vive de uma esperança real até que então ela se torne falsa... E "puf" mais uma coisa desaparece...
Em alguns momento eu soube, eu tive certeza, eu fui e eu fiz, eu concluí, mas de repente por razões inesperadas "puf, puf, puf".... E cá estou aqui, uns juram que eu não sumi, mas só eu sei que de repente de um dia para o outro eu desapareci...
Não entre na vala comum do radicalismo. Construa pontes e aponte soluções por meio de posicionamentos ricos em temperança.
BENDITA A PATERNIDADE
Bendita a Paternidade, imprescindível à vida, não sem causa o Criador chama a si mesmo de Pai.
Bendita a Paternidade, efetiva à maternidade na acolhida da vida.
Bendita a Paternidade, fundamental na construção do caráter que determinante a ética e a moral que nos governam na vida.
Bendita a Paternidade, essencial na constituição da família como instituição sacerdotal que nos apresenta ao divino.
Bendita a Paternidade, referencial de autoridade que dá equilíbrio às relações sociais apontando para os limites da vida.
Bendita a Paternidade, fiel da balança entre a firmeza e a ternura vitais ao bom humor que dá suporte e leveza à vida.
Bendita a Paternidade, biológica ou adotiva, o que importa é que seja participativa e presença do Pai Eterno, Deus em nossa vida.
FELIZ DIA DOS PAIS!
Eu aqui, longe de você, sonhando em como seria estar ao teu lado, mesmo sabendo que para sermos um casal arriscaríamos nossa linda e louca história de amizade.
Lembro exatamente do nosso primeiro abraço, dos momentos mais simples, que se tornaram mais que importantes. O que passamos juntos desde que nascemos, cada sorriso, cada segundo, será que está tudo sendo jogado fora? Por qual motivo? O que é maior que anos de convivência?
O amor que vc sentiu, foi verdadeiro? Se foi , ele ficará para sempre em você, não como uma lembrança, mas como um pedaço de você que será eternamente dominado por alguém.
Desisti, voltei atrás, tentei uma, duas , três vezes.. poderia continuar tentando mas eu cansei, eu acho que deve ter algo melhor lá na frente, quem sabe você mesmo seja algo melhor, mas pra isso tem que 'se permitir', tem que nascer denovo (por dentro).
Queria pelo menos conseguir te esquecer, e por um ponto final nesse turbilhão de pensamentos ilusórios, e tudo voltar ao normal.
