Jean la bruyère
Aprendemos que a fonte da alegria não pode ser encontrada em outra pessoa e não devemos procurá-la em alguém.
No carro...
Lá estava ele, sozinho, dirigindo, pensando em tantas coisas que mal conseguia se focar na estrada, ele então desce o vidro da janela do carro, e pensa...
"Como seria olhar para o infinito ?
Como seria enxergar todas as estrelas em meio a vastidão do universo ? "
então, ele não sentiu, ele não ouviu, e em um piscar de olhos, ele nunca mais piscou...
O amor transcende o tempo...
Atravessa a janela, bagunça as coisas,
nos leva para cá e para lá.
Anda de mãos dadas com os recomeços, com os sonhos, com a vida...
O amor é passo, é caminho...
E vive me ensinando que, quanto mais te amo, mais sorrio...
Retalhos.
Cortando tecidos, fazendo retalhos lá vai seu Severino criando tapetes.
Com suas mãos firmes costurando tapetes, para reter as poeiras dos pés do mundo. 86 anos tem muita vergonha de mostrar sua arte costurando tapetes.
Tapetes baratos, por favor fique orgulhoso seu Severino criador de tapetes Pois só quem cria ganha a vida. Costurando tapetes.
Tem um monte de coisa que eu quero mudar lá fora, mas sei que a força necessária para isso eu só posso encontrar depois de uma boa faxina aqui dentro...
Tinha em sua mente
Que desde sempre vivera ali
Com a sua gente
Cidadezinha interior lá do sem fim
E de cavalo chega um rapaz
Ele disse
Você é quem eu procurava
Mamãe que disse pra mim
No meio do sertão está a princesa
Cheirava a jasmim
O cara lá de cima queria que nós nos encontrássemos, porque eu tô revisando aqui na minha mente uma explicação lógica para mim está naquele local naquela hora, mas não tem.
Uma hora alguém que se arrepende das escolhas e das pessoas legais que elas deixaram pra lá
Sempre no final se arrepende quando tudo deu errado com outra pessoa
Mesmo sendo tarde demais.
sei lá, mas para o momento devo dizer nada me basta,
e que a minha vontade perdeu o paladar.
Não sei se fico calado ou se apenas saiu de soslaio.
Se assisto Hanna Barbera ou apenas escolho " saída estratégica, pela esquerda."
mas se nada eu sei porque devo saber para que lado devo ir
Conheci um casal de idoso lá na roça..
Ela ama a cozinha e ele ama o jardim..
Se conhecem e convivem a mais de 50 anos e um dia tiveram a idéia..
Vamos trocar os afazeres?
Você fica com a casa, comida, roupa..
E eu com a jardinagem
Então no dia seguinte o velhinho foi pra cozinha, fazer feijoada, mas tinha a casa pra limpar, a vaca pra tirar leite, por o leite pra ferver, lavar as roupas, tudo antes do almoço..
E a velhinha foi pro jardim cuidar das flores, do jardim, da grama....
E o velhinho pensava credo! Como da conta de tudo isso?!?
E a velhinha pensou quero ver ele chegar aos meus pés...
Então algo chamou a atenção quando o velhinho gritou... Minha velha acode! O feijão queimou..
A vaca fugiu, o leite derramou no fogão, a roupa ficou tudo de uma cor só, e não limpei a casa...
E a velhinha disse se acalme meu bem...
A vida é assim mesmo, quando achamos que o afazer do outro é mais fácil... A vida mostra que cada um deve continuar no seu afazer...
Jamais se meta no que o outro está fazendo...
Aaah e a velhinha é claro deu conta de tudo!
"Não enrola!
se você a quer vai atrás,
busca fazê-la feliz nos dias
quentes e frios.
Faça ela sorrir quando ela menos espera,
Ela já sofreu o bastante nas mãos, na boca e no corpo de quem acreditou ser correspondida,
Ela é cheia de defeitos,
Errou muito confiando de olhos totalmente fechados
Enquanto ninguém mexia uma agulha no palheiro por sua felicidade.
Ela apenas busca amar o próximo como deveria ser amada, cuidada...
Ela nunca foi duas máscaras, as pessoas que enrolam as palavras, sendo que é tão simples
Ela apenas quer viver a vida dela intensamente mundo afora.
Quer ajudar os animais,
As famílias carentes, a ciência...
Ela quer ser de tudo um pouco
Pois merece ter o seu direito de ser feliz sem olhar a quem."
Um soneto a céu aberto
Da vida passando mal me lembro
Julho orquestra a geada lá fora
Pisco os olhos em dezembro
É o tempo maestrando a hora
Os planos que refaço em desgosto
São leões devorando a sobra
Entre meio janeiro é agosto
Desafiando o relógio e a obra
Livres são os amigos que partiram
Desacorrentados do ponteiro
Da prisão temporal eludiram
Silenciando o tic-tac sorrateiro
Sou náufrago no espaço-tempo
Rimando um teorema incerto
Em outro poema reinvento
Um soneto a céu aberto
Eu vim cá!
Sim vim! Naquele dia!
Mas para que seria!?
Que naquele dia… lá…
Eu vim lá e cá!
Sim! Lá e cá e em todo o lugar
Sim a Monchique e a Alvor, eu fui!
Sabeis, para que fim? Para amar!
Para ser, um para Deus, louvor!
E sabeis mais?! Sabeis?!
Eu o sou! Eu sou! Não o sabeis?
Eu não sou ele, não…
Mas amo-o tanto…! Tanto!...
Sou dele portanto!
Eu vim aqui para morrer!
Também, vim para sofrer.
Também, vim para fazer guerra!
Também, vim para ser amigo, do que erra!
Meu nome é sofrimento.
Filho do tempo e tormento.
Ainda filho do mundo e do vento.
Também é nada e tudo…
Pois eis que estou no mundo.
Para que então, nasci, lá!?
Para isso pois eu vim.
Eu em verdade! Sou alguém! Sim!
Mas também não sou ninguém enfim!
Eu sou vosso! Para me matardes!
Para não, me amardes!...
Para aguentar com tudo.
Como vosso peso imundo!
Sou tempestade e dor.
Mas também, calor e amor!
Confusão e depressão!
Mas, também homem de acção!
Enfim! Sou o que vós, não sois!
Sou eu; Só eu!...
Não há outro, igual pois…
Sou lindo! Lindo e feio!
Mas sempre forte, no que um dia veio!
Sabeis quem sou? O mal…
Mas também, o bem.
E assim vou indo, ao céu, no final.
Quer vós quereis, quer não!
Pois, meu nome é Jerusalém…
Terra de Melquisedeque, rei de Salém…
Há 14 anos, que os bispos de Fátima escondem relatórios de contas ao fisco…
Por acharem que lá do Céu não cai;
Todo o dinheiro, pelo Crente dado;
Só eles sabem do dar destinado;
A tal sem céu, que do bolso a tais sai!
Ai que pena tão tenho, pobrezinhos;
Desses alimentados pela Fé;
Que a todos tanto escondem, que assim é;
Até a esses do fisco, coitadinhos!
Que bons exemplos tais dão, a todos nós;
Fazendo-se, tão pobres os coitados;
Que a escravos, até pensam despedir!...
Para a esse dinheiro, tirarem voz;
Fazendo-se: mais que nós, desgraçados;
Para em sombra do tal, irem dormir.
Enfim!...
A palmeira e o céu
Um palmeira frondosa avistei lá no céu.
Sua beleza me encantou como a abelhas ao mel.
Suas palhas balançavam todas alegremente.
Livres, soltas, na direção do vento presente
Pensei em fotografa-la inconsequentemente.
Apenas para registar esse momento detalhadamente.
Para completar esse cenário pitoresco o céu azul ao fundo.
Vibrante e cheio de vida registrado por um olhar tão profundo.
Experimente resistir a alguma coisa, mas continue a conhecê-la... até um certo ponto em que você poderá entender algo que muda você pra vida inteira.
