S. inácio
E todas as noites...
Ela ficava em seu canto
Sozinha!
E se cobria de encanto
Porque no fundo sabia
que para curar
todo o seu pranto ...
Bastavam-lhe apenas um papel
embrulhado
de poesia.
Às vezes
não é depressão.
É só alguém com mais
facilidade para tornar a vida
impossível do que se contentar
com pequenas coisas.
Às
vezes
não é pó
de estrela.
É só fagulhas
espalhadas no ar
como fogos de artifício,
dando show pra depois morrer.
A serenidade nasce quando deixamos de lutar contra o que é.
A aceitação não é rendição, é sabedoria.
O mundo muda quando paramos de exigir que ele seja outro.
A paz se instala onde há compreensão.
Tudo o que se resiste, persiste.
Tudo o que se entende, se dissolve.
E tudo se vai com o tempo, não vou mais ouvir os ventos que me diziam que tudo era eterno como seu suspiro.
Medo da noite
tive medo da noite
por sozinho escurecer
mas as estrelas com seu aboio
tange o sol pra amanhecer
e esse medo da madrugada
é um consolo por falta de um abraço
e o receio dessa lua amedrontada
me escurece, e me enloquece no gosto amargo
Passamos muito tempo sendo fortes, pois fomos ensinados a engolir o choro.
Muitas vezes guardamos sentimentos sufocados, pelo simples fato de sermos superiores e não darmos o braço a torcer.
Pura tolice!!!
O que nos faz grande é o fato de sermos nós mesmos sempre. E deixarmos os nossos sentimos a florir.
Tem coisa mais bonita do que essa capacidade do ser humano de amar outra pessoa mesmo com todas as suas improbabilidades e defeitos?
A vida é uma verdadeira obra de arte e como tal necessita de P A U S A S, para ser analisada e admiridada pelo seu principal artesão : V O C Ê!!! ... Pausas para rever o passado e extrarir dele lições que te engrandeçam; pausas para semear o presente e sentir que o seu trabalho está sendo bem esculpido, detalhado, caprichado; pausas para pensar e desejar o melhor sobre o futuro, pois tolo é o homem que diz a frase " eu vivo só o meu presente e o futuro a Deus pertence e o que tiver de ser , será". E esquece de planejar... ( Me lembra a fábula da cigarra e a formiga)...
Hoje estou precisando dessa pausa, e uma pausa por um tempo indeterminado, mas antes te convido para tomar uma dose diária de amor comigo. Aceitas uma xícara?
E seu escrever bobagens, me perdoe, estou sem rumo, perdi minha razão, é que a distância, chamou a saudade, e essa é carrasca, é guilhotina, pra minha, tão dependente de ti, inspiração.
Deposite toda a tua esperança em teu coração, pois é lá que Deus habita. Ore, acredite, e já podes sorrir. A vitória está por vir.
Será que vale mesmo a pena se diminuir para caber no mundo pequeno do outro?
Será que seu valor se resume em aceitar o mínimo pra fazer parte da vida de alguém?
Vale a pena lembrar que, se você precisa cortar um pedaço de si porque não se encaixa no quebra-cabeça de alguém, seu lugar não é ali…
Porque quando é o lugar certo, existe um espaço reservado pra você, no qual você se encaixa perfeitamente e inteira. Sem a preocupação de ser substituída, porque você sabe que aquele lugar é somente teu, pois quem te ama vai fazer questão de que você saiba disso, sem jogos mentais e emocionais!
Quem te ama, jamais se sentiria diminuído em demonstrar isso, pelo contrário, faria questão de não te deixar dúvidas.
Às vezes, o barulho do mundo é ensurdecedor e precisamos encontrar a nossa própria melodia para seguirmos em frente.
És tão bela!
Mas nem sequer olhas para mim!
Se me deixasses donzela, eu cuidaria de ti, com amor serias a rosa do meu jardim!
A loucura em sua plena lucidez é como um farol secreto. Ele só acende para quem enxerga além da superfície.
É muito louco olhar para dentro de si e conseguir decifrar o caos de sentimentos e transformá-los em palavras.
A loucura sempre vem de situações insuportáveis, e a lucidez chega quando precisamos decidir com firmeza.
No fim, viver é sempre um ato suave de desobediência.
Colheitas
Conduzo pela plantação
Lindas formas de ser
Extensão da aventura
Abraçando a singularidade
Intensa de acolher belos frutos.
Penso como adulta, vivo como adolescente, aconselho como velha, mas no final das contas sempre vou sonhar como criança.
Desconheço a autoria.
Você
Você é a canção doce de um amanhecer desconhecido – é o lamento dos pássaros que cantam, sinalizando, em meu coração descompassado, o amor. Amo-te assim, neste silêncio contemplativo, quase impassível, um tanto cálido, como o chão quente de quem pisa e sente. Esse menino espevitado, de sobrenome Diligência, escala os troncos das veias do corpo e, tenaz, na cavidade do peito, desembuça presença, agita tudo por dentro, na incoerência que desfaz a razão: ora paz, ora torrente, dias que me deixa dormente, sem mente para naufragar em outros barcos soltos no mar. Ávida por chegar aos braços do nada, desmancho-me, ancorada, entre fios de água que formam contas de terço, difundem-se em fé, correm pelas bocas castas como ladainha de beatas e rogam, como quem pede a santos, ateando-me nos braços da esperança, que vai de encontro à serenidade do seu corpo. E, assim, por fim, reencontro-me na lucidez do seu gosto e no chão firme da sua alma.
O tempo não espera, irmão.
E viver, viver de verdade! Tem preço alto.
A gente perde gente, perde sono, perde fé… e não dá nem tempo de viver o luto. Porque o boleto vence, o prazo chega, e o mundo continua girando sem perguntar se você quer continuar junto.
Mesmo quando dá certo, o cansaço vem.
Você vence, mas sai moído.
No dia de descanso, a mente não desliga: pensa, revisa, planeja, sofre.
Tudo que é bom evapora rápido — parece que um dia leve custa dois dias pesados. E aí, ser feliz começa a parecer coisa de luxo.
Resultado bom custa energia, e energia tem limite.
Quando descarrega, você olha pro lado e ninguém tá lá.
Todo mundo tem pressa, todo mundo quer resposta, e ainda esperam que você “recomece com motivação”.
E você vai lá e faz, mesmo sem vontade. Faz com raiva, faz com desgosto, faz sabendo que o esforço bonito de hoje vai ser esquecido amanhã.
A lágrima vem grossa, densa.
Leva embora um pouco do peso, mas não tudo.
Tem dor que não sai, tem lembrança que anda do teu lado.
E de tanto desconfiar, até o que era prazer começa a parecer castigo.
É como nascer de novo — sem manual, sem colo, sem força.
Mesmo assim, você tenta.
Dá o melhor, mesmo cansado, mesmo sem ver sentido.
E no fim, sobra saudade… de um tempo que ainda existe, mas se afasta todo dia um pouquinho mais.
~ “Lv7” 89994099249$.
A morte é o fim.
O fim é a morte.
E o que há entre a morte e o fim,
senão o lamento da falta de sorte.
Ninguém foi tão forte que venceu a morte
Nem Ele que diziam ser forte
Hoje escrevo por sorte,
Mas sei que terei morte.
As luzes vão se apagar
E nada terei a que temer
Hoje o que me dói de dilacerar
Nunca mais terei de sofrer
