José Echegaray
Quem vive no mundo, sem ter uma pessoa para amar, é como uma ilha inóspita perdida no meio do oceano.
Queria que meu pensamento fosse como um colírio para seus olhos e que você enxergasse o quanto eu a amo.
Os pessimistas acreditam que existe azar; os otimistas lutam porque a sorte, na maioria das vezes, é trabalho.
Se você ama uma pessoa, aos poucos a forma dessa pessoa desaparece e você fica mais em contato com o interior dela. E se você for mais fundo, até mesmo o interior da pessoa amada some e abre-se o além.
Essa pessoa era apenas uma porta, e através dela você encontrou o Divino.
Quando a gente não consegue amar, precisa de provas e rituais. Mas o ser amado está sempre próximo, é só deixá-lo revelar-se.
Sempre nos parece difícil estar em contato permanente com o Universal, ele não tem começo nem fim, ele é imenso. Mas o caminho para chegar até Ele é sempre através de uma pessoa.
Ame, portanto.
E que o amor não seja uma competição, mas uma profunda aceitação do outro. Convide-o então, ao amor, para que penetre e mergulhe em você, sem qualquer condição.
Você vai ver: de repente o outro desaparecerá e Deus estará presente. Por que, se o amado não puder tornar-se Divino, então nada no mundo poderá tornar-se Divino e toda religião será absurda.
Isso pode acontecer em relação a uma criança e até a um cão, por exemplo. Se você estiver mergulhado num relacionamento profundo com alguém ou com alguma coisa, essa coisa se tornará Divina. A chave básica é deixar que o outro penetre no seu âmago. As pessoas se aborrecem umas com as outras e sempre ficam esperando algo de bom ou mau da outra pessoa.
Não espere nada de ninguém, tente apenas encontrar no outro aquilo que está oculto.
Muitas vezes não sabemos o que dar de presente de Natal para as pessoas que amamos, passamos por inúmeras vitrines com os olhares perdidos na dúvida do que mais agradaria a quem tanto prezamos.
Paulo coelho nos conta uma lenda medieval que diz que no país que hoje conhecemos como Áustria, a família Burkhard – composta de um homem, uma mulher, e um menino – costumavam animar as feiras de natal recitando poesias, cantando baladas de antigos trovadores, e fazendo malabarismos para divertir as pessoas. Evidente que nunca sobrava dinheiro para comprar presentes, mas o homem sempre dizia a seu filho:
- Você sabe por que a sacola de Papai Noel não se esvazia nunca, embora haja tantas crianças neste mundo? Porque embora ela esteja cheia de brinquedos, às vezes existem coisas mais importantes para serem entregues, os chamados “presentes invisíveis”. Em um lar dividido, ele procura trazer harmonia e paz na noite mais santa da cristandade. Onde falta amor, ele deposita uma semente de fé no coração das crianças. Onde o futuro parece negro e incerto, ele traz esperança. No nosso caso, quando Papai Noel vem nos visitar, no dia seguinte estamos todos contentes de continuarmos vivos e fazendo nosso trabalho, que é de alegrar as pessoas. Jamais esqueça isso.
O tempo passou, o menino transformou-se em rapaz, e certo dia a família passou diante da imponente abadia de Melk, que acabara de ser construída. O jovem pela primeira vez manifestou sua vocação escondida, que era tornar-se padre. A família entendeu e respeitou o desejo do filho. Bateram na porta do convento, foram acolhidos com amor pelos monges, que aceitaram o jovem Buckhard como noviço.
Chegou a véspera do natal. E justamente naquele dia, um milagre especial aconteceu em Melk: Nossa Senhora, levando o menino Jesus nos braços, resolveu descer à Terra para visitar o mosteiro.
Orgulhosos, todos os padres fizeram uma grande fila, e cada um postava-se diante da Vigem, procurando homenagear a Mãe e o Filho.
No último lugar da fila o jovem Buckhard aguardava ansioso. Seus pais eram pessoas simples, e tudo que lhe haviam ensinado era atirar bolas para cima e fazer alguns malabarismos.
Quando chegou sua vez, os outros padres quiseram encerrar as homenagens, porque o antigo malabarista não tinha nada de importante para dizer, e podia desmoralizar a imagem do convento. Entretanto, no fundo do seu coração, também ele sentia uma imensa necessidade de dar alguma coisa de si para Jesus e a Virgem.
Envergonhado, sentindo o olhar reprovador dos seus irmãos, ele tirou algumas laranjas do bolso e começou a jogá-las para cima e segurá-las com as mãos, criando um belo círculo no ar, igual ao que costumava fazer quando ele e sua família caminhavam pelas feiras da região.
Foi só neste instante que o Menino Jesus começou a bater palmas de alegria no colo de Nossa Senhora. E foi para ele que a Virgem estendeu os braços, deixando que segurasse um pouco a criança, que não parava de sorrir.
Medite sobre essa lenda e procure dentre de si mesmo, em meio às sua virtudes e qualidades únicas o tesouro da Luz interior, sua Essência Divina sabe qual é o melhor presente.
Feliz Natal
“Na época do Natal, há fortes vibrações da Consciência Crística no ar, disse o Mestre. Aqueles que estiverem sintonizados, por meio de sua devoção e da meditação científica praticada profundamente, receberão as vibrações divinas.
É da máxima importância espiritual para todo homem, qualquer que seja sua religião, que ele experimente em seu interior, esse nascimento do Cristo universal.
O cosmos é o corpo do Cristo. Presente n’Ele, em toda parte, está a Consciência Crística. Quando puder fechar os olhos e, pela meditação, expandir sua percepção até que sinta o universo inteiro como seu próprio corpo, Cristo terá nascido dentro de você. Todas as nuvens da ignorância serão dispersadas, quando você contemplar, por trás da escuridão dos olhos fechados, a divina luz cósmica.
Cristo deve ser adorado em verdade: primeiro em espírito, por meio da meditação, e, em seguida, na forma, percebendo sua presença até mesmo no mundo material.
Você deve meditar no verdadeiro significado da vinda de Cristo e sentir a consciência dele atraída ao seu interior pelo ímã da devoção. Esse é o verdadeiro propósito do Natal.”
Não deixe escapar por entre os dedos da falta de tempo esta bela oportunidade de se beneficiar das vibrações sutis que envolvem o planeta nesta época.
Comece desde já, e não deixe para o próximo Natal: não espere mais um ano para receber a Paz e a Luz em sua vida.
O autoconhecimento é uma viagem sim, talvez a caminhada mais esperada por nossa Essência, onde nos esgueiramos por entre sombras e medos recolhidos ao longo de nossa vivência.
E quando conseguimos atravessar algum vale mergulhado na inconsciência de nossos temores, deixamos para trás um indesejado pedaço de nossas dores emocionais, que por vezes nos faz sentir a sensação de uma cirurgia. Mas o que fica para trás não é um pedaço de nós, e sim algo que nos impedia de sentir quem somos.
É um movimento que vai nos levando a nos aproximarmos de nosso verdadeiro Eu. Por isso podemos ter momentos reflexivos, sonhos que brotam de nosso simbólico universo com mensagens muitas vezes incoerentes, mas que mais adiante irão fazendo sentido em nosso sentir, alargando nossa consciência, e revelando-nos mais leves, mais “em nós mesmos”. Um sentido de segurança diferente do desejado pelo ego, pois vamos nos sentindo bem, independentemente do que acontece à nossa volta.
Siga conforme sua vontade, a vontade de seu Coração, e a cada dia mais você se expressará com a coragem de Ser quem você é.
No dia de hoje poderemos ser colocados frente a um dos grandes desafios ao nosso desenvolvimento individual: a escolha do amor.
Não se trata simplesmente de escolher entre pessoas, mas uma reflexão sobre valores.
Nossas escolhas refletem quem queremos ser, e não podemos escapar das consequências.
Se até hoje o resultado de nossas escolhas não nos agradaram, não adianta culpar o destino ou os outros, precisamos refletir sobre a qualidade dos valores que tínhamos ao decidir pelo que decidimos.
Por isso, hoje aproveite para analisar com mais atenção e carinho as ideias que andam influenciando suas escolhas, e não se deixe levar pelas compulsões dos instintos e carências.
Os cães uivavam no alto do morro, a luz da lua transpunha a resistividade das nuvens e lá embaixo, a carruagem passava sob o clarão do luar.
(José Nilton de Faria)
Quando a luz da lua conseguiu transpor a resistividade das nuvens, percebia-se que a nossa bandeira ainda continuava de pé.
Não se pode modificar ou alterar o visual, a paisagem de um pôr do sol, mas nem é necessário, pois a natureza é sábia.
Na quarentena, a gente percebe como as flores nascidas na adversidade e que não precisam ser irrigadas são as que se tornam mais belas.
