Jean la bruyère
JANELAS PARA Á MINHA PRIMAVERA
POESIA
Eu o vi no canto de lá,
Uma alma iluminada,
Tão iluminada quanto á minha áurea
Eu o vi ás verdes pastagens,
Sobre os meus vales de sonhos.
Eu o vi á sua alma de luz entrelaçar,
Sobre o ventre do meu rico solo.
E logo me surgiu, ás suas cortinas de cores.
Imponente,
Nostálgica,
Soberana e inspiradora.
Vinha-se ela com o seu olhar cintilante,
Como dona e deusa,
De minhas estações de anil.
Eu o vi atalhado em seu corpo,
Um mundo revestidos de pétalas,
Agregado á sensibilidade e á autenticidade da vida que me á.
Aos olhos de minha vaga imaginação,
Abracei-o. como se abraçastes á minha própria razão de ser.
Mas logo renomeie-lhe com um tema.
Cujo tema:
Janelas para á minha primavera.
No canto de lá,
Sobre o leito dos meus rios de sonhos,
Soavam-se entre ás sinuosas curvas,
de seu destino e do tempo que lhe á,
Cantos dos meus sabias,
Melodias dos brandos ventos de sua aurora,
E ás boas novas de suas aves migratórias.
Que sobre ás galhas de minhas doces roseiras,
E das copas dos meus verdes arbustos, vinha-se elas pousar.
Eu o vi o branco dos lírios anunciar,
a nobre chegada de minha imponente primavera.
Eu o vi em festa,
No canto de lá,
Toas ás almas da vida se renovarem,
sobre um inusitante cenário de cores.
Ilhas de flores,
Pomares frutíferos,
E inúmeras revoadas de andorinhas,
Entre um horizonte á outro, á proclamarem,
Ás boas novas da proa de minha primavera.
Eu o vi, o porto soberano de seus vastos canteiros,
A bailar entre ás asas dos sopros de sua nova aurora.
E assim,
Meus olhos o contemplavam, o inovo de cada vida,
A natureza em raras formosuras.
sobre á:
Janela de minha primavera
.
E quando penso eu que tudo nessa vida está pedido, e ai que la no fim do túnel eu enchego uma perquena luz
A vida é agora. Não adianta lá no fim você olhar no retrovisor da sua estrada e ver tantas coisas que podia ter feito, e não fez.
O menino caminha em direção ao castelo de sonhos. Lá, o Velho e Bom Senhor o Aguarda. Visitam aposentos, revivem memórias, abraçam amigos que foram morar do outro lado da montanha. A distância enfim, findou-se. Não há mais lágrimas, saudades. Apenas a certeza de que agora os entardeceres serão meras nuvens coloridas. Porque os dias não mais terão fim. (Do outro lado da Montanha - Victor Bhering Drummond)
NO QUILO
Estou no quilo
por aquilo
que eu comi
lá no almoço.
Dias dóceis
dias de sal e outros
mas muitos desses
... São insossos.
Estou no quilo
desse grilo
que me íntica
até o pescoço.
Lá em cima
é só desvio
e para baixo...
A sobra é osso.
Antonio Montes
Mora em mim um anseio,
uma procura pela palavra exata...
Não depende de mim apenas
trazê-la à tona...
mas, de alguma forma,
ela tem vontade própria:
Desafia-me em lugares onde não há lápis
e foge quando, diante do papel, a busco !
Cika Parolin
O princípio de conquista é uma atitude ilícita.
Sua omissão á coragem pode não torna-la(o) especial.
"Eu mergulho la bem
fundo de mim
me conheço
me reconheço
me aceito
me transformo
me melhoro
me sinto pleno
PURO."
Sabe aquele "depois" que vem na ponta da língua ?
Depois passo lá.
Depois ligo.
Depois visito
Depois digo que amo
Depois abraço
Depois, depois , depois
São tantos depois que chego à perder a conta!
Tanta coisa para fazer !
O trabalho que excede o tempo
Tenho que levar o menino na escola....
Depois vou
Já não resta mais tempo....
Pluft! Acabou o dia....
e mais uma vez ficou para depois aquele abraço
Aquele, eu te amo....
Aquele, você faz falta
Aquele, melhore logo para voltar para casa
Aquela, palavra amiga
Aquela presença ....
Não deixe para depois
pois o depois
Aquele depois
Pode ser tarde
A realidade dos problemas é que não importa o que você faça para esquecê-los, amanhã eles estarão lá para serem resolvidos.
