Jean la bruyère
Par de olhos
Por lá andava eu,
Solene com a mente em dispersão,
A cada nova e temerosa respiração
Tecendo um caminho não mais meu.
Um único par de olhos que se fizeram bastar,
Junto a linha do horizonte a luz terrena jazia
A lua inerte e vazia.
Quase tanto quanto eu.
Prosto-me sobre ouropéis.
Grama fria e orvalhada,
Amaldiçoada por desejos infiéis.
Era errado o meu certo.
Mas possuías total mérito,
De se fazer presente sem merecer.
A vida é uma dádiva de Deus e todos os homens devem ser eternamente gratos por tê-la, pelo que o dom da maternidade faz da mulher um ser especial, acima de qualquer censura social.
Musiquinha de acordar do Sapo Gaudério
Na noite fria
lá no cemitério,
canta solito
o sapo gaudério.
(faz barulho de sapo)
Uma vaca muge
outra coruja canta,
mas quem acorda todo mundo
É o sapo gaudério,
aquela anta.
Na noite fria
lá no cemitério,
canta solito
o sapo gaudério.
(faz barulho de sapo)
Não tenha medo
não tem mistério,
que este som feio
é só o tal do sapo gaudério.
Na noite fria
lá no cemitério,
canta solito
o sapo gaudério.
(faz barulho de sapo)
Sonha minha prendinha,
dorme meu amiguinho
que lá no céu nos cuidando,
tem um balaio de anjinhos.
Sinto alegria em cantar
Sinto raiva em ouvir
Sinto alegria em correr
Sinto raiva em andar
Sei lá, eu sou um pouco louco...
Adoro ouvir os pássaros
Odeio os pássaros
Adoro o mar
Odeio nadar
Eu disse, sou louco...
Amo você
Odeio...
Enfrentando a Vida!
Não se esconda da vida...
Esteja sempre disposto a enfrenta-la.
Mesmo quando tudo parece desabar,
mostre a ela que você e capaz e corajoso.
Porque maior que as lutas é o Deus que está
conosco!
E lá vem o mundo e nos prega peças. Mordemos a língua, aceitamos situações que antes repudiávamos. Simplesmente esquecemos os preconceitos em nome do amor. Tudo sem esperar nada em troca, apenas pelo prazer que dá ver o outro feliz.
Alguma coisa sempre muda lá no fundo. Bem no fundo desse poço. Eu sei. Você sabe e sabemos que nada será como antes. Há coisas que se vão e não tornam, nem retornam, viram memória, lembrança, saudade nessa tênue linha do tempo.
Sei lá, eu poderia escrever coisas, falar como me sinto, ou o que penso. Mas acho que está passando aquelas palhinhas dos filmes de faroeste na minha cabeça nesse exato momento.
ouço a chuva lá fora
Todos já foram embora
Fecho e abro os meus olhos
Quando o vazio ecoava
E nada mais evocava
A sair de total clausura,
Eis que surge um desconhecido
De um sonho mais que merecido.
Adveio de um mundo sobrenatural
E tornou-se alguém especial.
A sua voz tornou-se amada
Alegro-me de seu sorriso,
A fala é calam e pausada
Que acalanta meu espírito.
Um abraço forte e apertado
O rosto amigo ao meu colado
As mãos agora entrelaçadas
Quente, dessa pessoa amada.
Não vá, fique, gosto deste carinho
O sonho está só começando
O meu coração é seu abrigo
A vida, está se renovando.
Sim, um beijo
Não há outro jeito,
precisar ir, hummmm...
... delicioso ...
sentimento verdadeiro.
Não sejas covarde. Enfrentas aquilo que te opõe. Mostras tua fortaleza. Por que preferes derramar lágrimas e sucumbir, quando se tem o poder nas tuas mãos? Mostras teu vigor, tua vontade, tua vitalidade e não dês ouvido aquele que diz que não és capaz. Porque esse já é ignorante. Tu és capaz. Nós somos capazes...
"deixa pra lá o que é que tem"
A vida quando é bem vivida e levada na retidão exige, às vezes, um pedido de desculpas e, até mesmo, um pedido de perdão! Os exageros existem e todo mundo causa... O que a vida não exige (nem permite), é que a abrace e saia dançando por aí aceitando tudo, atropelando valores próprios e de outros, só pra ficar bem na fita, usando de atitudes simuladas, se oprimindo em falsas verdades, na base do "deixa pra lá o que é que tem"! Pra gente que só usa franqueza e tenta ser do e de bem, neste mundo de desvarios isso, simplesmente, não dá... Difícil de aceitar e, vou mais além, de acreditar também!
O REFLEXO DA ESTAÇÃO
Enquanto cai a chuva de outono lá fora eu ouço, e seu som traz musicas repetitivas e lembro-me de cada momento poético que me inspirou na vida.
Então eu olho na janela do meu quarto e lá está o meu reflexo.
Como sempre em todos aqueles momento de outrora,
tanto o quanto agora...caindo e escorrendo sobre a vidraça.
Então eu me pergunto; "Seria de fato, todos os meus melhores momentos terem sido assim? ... desde a infância, até agora?"
Então eu abandono o interior do meu quarto e deixo que as lagrimas caiam sorridentes la fora.
Na esperança de que as lagrimas do céu tomem o seu lugar e tragam por fim uma outra poesia para o meu coração, agora.
No reflexo da estação. :'(
Estou sonhando no cèu
Là em baixo vejo um vèu
Uma moça que ira casar
E o buquê de rosas jogar
O bolo é de tres camadas
Com tulipas de doce amarradas
Com uma cereja em cima
Com uma camada de glace fina
O bolo queria comer
A doçura aproveitar
Mas vejo logo
Que jà é hora de acordar
Se uma porta se fecha, eu tento abri-la de novo. Por que vou entrar pela janela se mereço entrar pela porta?
