Luiz Guilherme Todeschi
Como eu faço para ver o “big bang” ou a grande explosão que teria dado origem ao universo? Na ciência não se admite a crença: uma experiência precisa ser provada em qualquer tempo ou lugar.
Gostar e amar
Gostar está associado a um desejo, em geral um objeto, e esse desejo, em relação a esse objeto, se esgota com a sua realização. Amar está associado a uma pessoa e é um sentimento perene, que não se exaure com a realização do desejo.
Ao contrário da poesia, amor não é fogo nem paixão que arde, mas sentimento sublime que se perpetua no tempo e no espaço. Paixão é o desejo que arde e como fogo, se apaga, tão rápido quando a satisfação do desejo, que nunca acaba, apenas muda de um objeto para outro.
Tudo o que você lê no mundo exterior são informações, a verdade só vai existir dentro de você, quando for capaz de processá-las, transformando-as em conhecimento.
Se deixarmos de lado a discussão da fé e a religiosidade, poderemos observar que as igrejas prestam algum tipo de serviço social, como outras entidades sem fins lucrativos e clubes associativos. A construção do local de reunião e a contribuição para manutenção das suas atividades básicas não representam um desperdício, ao contrário da remuneração dos dirigentes, isso sim é jogar dinheiro pelo ralo. As igrejas se tornaram um negócio lucrativo, com a mercantilização da fé. Mas nem pense em mudar isso, essa praga já se alastrou por todo canto e tem raízes em todos os poderes. A liberdade de culto e de expressão tem um preço, e muitas entidades religiosas, antes sem fins lucrativos, agora não passam de empresas geridas por alguns gatos pingados.
A disciplina é uma das principais chaves que abre a porta do seu destino, use-a e o sucesso será questão de tempo.
O amor, às vezes, pode ferir, mas é na dificuldade que esse sentimento nos mantém vivos. O amor sobrevive nas lembranças, ainda que o coração sofra, ainda que o tempo passe e os olhos teimem em irrigar-nos a face.
A fé individual e a sua intermediação
A fé é um conceito individual e não é possível imaginar a convivência pacífica entre os povos e entre as pessoas, sem respeitar a crença de cada um.
É preciso crer, segundo a fé individual, na superação dos limites, na valorização da família, na produção do conhecimento através da formação, e na geração de riqueza através do trabalho.
Querer que todos tenham as mesmas crenças é o mesmo que desejar extirpar a raça humana. Cada um crê naquilo que julga conveniente e isso tem muito a ver com a formação cultural.
O erro não está na fé em si mesma, mas no abuso dela, através da sua mercantilização. O crime, e não ha outra palavra para definir isso, é abusar da fé alheia, cobrando por um serviço de intermediação que não existe, vendendo promessas vazias ou poesias mal feitas.
A morte é a perda da fé e da esperança e a vida é o reencontro delas: Qualquer um pode reviver depois de morto, depois de perder a fé e a esperança. Nós podemos alimentar a fé ou o medo, se escolhermos a fé, o medo haverá de perecer.
Há quem diga que Deus não precisa de nada, apenas do homem, para existir. O homem, por sua vez, precisa de tudo: até os ateus, os céticos e os hipócritas precisam de Deus para sobreviver, apenas não tem consciência disso.
O mal de qualquer grupo: seja de ateus, céticos, crentes, fanáticos ou hipócritas é querer convencer os outros, pela força. Pouco importa se existe céu ou inferno, se existe outra vida além dessa. O que importa é que se Deus existe, só pode ser dentro do coração do indivíduo. E isso precisa ser respeitado. Se os ateus querem ser respeitados, que respeitem aqueles que acreditam. E aos que exploram estes ou aqueles, o nosso repúdio e desrespeito.
A crença ou fé não deixa de ser uma abstração da realidade. A falta delas, talvez seja um realismo absoluto, mas torna a vida sem sentido. É uma música sem melodia, sem poesia.
Amor é como fogo morto, não se pode juntar as brasas, nem soprar as cinzas, sob o risco de incandescer.
Metade de mim é amor, a outra é desejo, saudade, medo, ansiedade, mais amor, mais medo, mais desejo, nem sei.
O amor é um desequilíbrio emocional ou uma loucura socialmente aceita. Logo, os relacionamentos são um campo minado ou um campo de batalha das interações humanas.
Viver com alguém sem amor é conviver por amizade, interesse ou comodidade. Feliz é quem tem alguém que é a razão de viver, que motiva voltar pra casa todos os dias. Alguém de quem não dá vontade de se ausentar e, se tiver que ir, dá vontade de voltar, antes mesmo de partir.
A verdade jamais pode se apresentar vestida a nós conforme a mentira sempre o faz, paramentada; Que ela nos venha como deve vir, com toda a franqueza, nua e crua.
A MULHER DE LÓ OLHA PARA TRÁS E VIRA UMA ESTÁTUA DE SAL.
VEJA UM EXCERTO DA HISTÓRIA:
(...)
Os anjos disseram a Ló:
- Depressa! Tome sua mulher e suas duas filhas, e saia daqui!
Ló e sua família demoraram-se um pouco, de modo que os anjos os pegaram pelas mãos e os levaram para fora da cidade. Um dos anjos disse:
- Corram para salvar a vida! Não olhem para trás. Corram para os morros, para não morrer. (...)
Minha interpretação:
Há nessa história duas metáforas:
Primeira: Estátua não se locomove. O momento em que a mulher de Ló olha para trás quer nos dizer que, enquanto estivermos com os pensamentos presos às coisas do passado, não teremos condições de crescer material ou espiritualmente. Guardar raiva e ódio do próximo é pecado.
Segunda: Ela havia se atrasado para sair da cidade e pensou que as filhas estivessem para trás, do mesmo modo que bens materiais. Isso nos remete ao apego ao materialismo, fato esse, também, reconhecido como pecado.
Portanto, não fiquemos com os pensamentos preso às coisas do passado, para que não venhamos cair em pecado.
Todo dia é dia de semear e de colher, que as horas são as mesmas para todos e que o tempo é o nosso silencioso e inflexível julgador. O futuro nos espera. Um grande beijo em seu coração. Perazza.'.
