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cĂȘ tem seus ex, eu tenho minhas ex... que sĂł dura uns mĂȘs
somos colecionadores de decepção
Ă© nossa vez, respeite minhas leis, respeito suas leis
jĂĄ era, tranquilo, tamo junto, e tĂĄ firmĂŁo
Olha aqui seu robĂŽ idiota ninguĂ©m acaba com as fĂ©rias da minha famĂlia...... sĂł eu, ou talvez meu garoto!
Pegada nĂŁo se explica, se sente. NĂŁo Ă© sĂł aquele abraço, mas sĂŁo os trĂȘs segundos a mais no final em que o abraço fica mais apertado. NĂŁo Ă© sĂł aquele beijo, mas Ă© a mordida final nos lĂĄbios da pessoa que demonstra o algo a mais que vocĂȘ quer. NĂŁo Ă© sĂł aquela mĂŁo na cintura da mulher, Ă© o aperto com jeito que a deixa toda arrepiada. A pegada nĂŁo Ă© sĂł fazer, Ă© fazer com vontade e intensidade. Ă deixar a mulher com vontade de querer mais. E nĂŁo sĂł o abraço, nĂŁo sĂł o beijo, nĂŁo sĂł a mĂŁo na cintura, mas tudo o que ela quiser de vocĂȘ.
Quero dizer que te amo só de amor. Sem idéias, palavras, pensamentos. Quero fazer que te amo só de amor. Com sentimentos, sentidos, emoçÔes. Quero curtir que te amo só de amor. Olho no olho, cara a cara, corpo a corpo. Quero querer que te amo só de amor.
SĂŁo sombras as palavras no papel. Claro-escuros projetados pelo amor, dos delĂrios e dos mistĂ©rios do prazer. Apenas sombras as palavras no papel.
Ser-nĂŁo-ser refratados pelo amor no sexo e nos sonhos dos amantes. FĂĄtuas sombras as palavras no papel.
Meu amor te escrevo feito um poema de carne, sangue, nervos e sĂȘmen. SĂŁo versos que pulsam, gemem e fecundam. Meu poema se encanta feito o amor dos bichos livres Ă s urgĂȘncias dos cios e que jogam, brincam, cantam e dançam fazendo o amor como faço o poema.
Quero da vida as claras superfĂcies onde terminam e começam meus amores. Eu te sinto na pele, nĂŁo no coração. Quero do amor as tenras superfĂcies onde a vida Ă© lĂrica porque telĂșrica, onde sou Ă©pico porque Ă©brio e lĂșbrico. Quero genitais todas as nossas superfĂcies.
Não hå limites para o prazer, meu grande amor, mas virå sempre antes, não depois da excitação. Meu grande amor, o infinito é um recomeço. Não hå limites para se viver um grande amor. Mas só te amo porque me dås o gozo e não gozo mais porque eu te amo. Não hå limites para o fim de um grande amor.
Nossa nudez, juntos, nĂŁo se completa nunca, mesmo quando se tornam quentes e congestionadas, Ășmidas e latejantes todas as nossas mucosas. A nudez a dois nĂŁo acontece nunca, porque nos vestimos um com o corpo do outro, para inventar deuses na solidĂŁo do nĂłs. Por isso, a nudez, no amor, nĂŁo satisfaz nunca.
Porque eu te amo, tu nĂŁo precisas de mim. Porque tu me amas, eu nĂŁo preciso de ti. No amor, jamais nos deixamos completar. Somos, um para o outro, deliciosamente desnecessĂĄrios.
O amor Ă© tanto, nĂŁo quanto. Amar Ă© enquanto, portanto. Ponto.
O nĂŁo que tinha alma de sim
SĂł quem tem o poder de te fazer sentir viva, pode fazer vocĂȘ se sentir morta.
SĂł quem arrepia cada centĂmetro do seu corpo e faz vocĂȘ sentir o sangue bombear num ritmo charmoso, Ă© capaz de estragar o mundo quando parte.
SĂł quem tem o poder de tornar o mundo leve e fazĂȘ-la flutuar, tambĂ©m pode afundar sua noite e fazer com que seu corpo se arraste pelos restos que sobraram da festa.
Aonde estå a força de negar um desejo se enquanto ele não é saciado continua existindo?
Desejos nascem, ocupam lugares interessantes do seu corpo, e nĂŁo morrem antes de um formigamento exausto de prazer, uma manhĂŁ de arrependimentos e clicks que a vida nos dĂĄ, tambĂ©m chamados de momentos de verdade, que em muito se parecem com toques de mĂĄgica para vocĂȘ sair do estado encantado e falso da imaginação.
O tempo nĂŁo se encarrega de matar desejos, apenas de substituir os personagens.
VocĂȘ pensa que Ă© forte sendo moralista, respirando fundo, contando atĂ© mil, rezando, desviando sua atenção, mas o desejo estĂĄ lĂĄ, num bar com amigos, te olhando de longe.
Ele estĂĄ no vazio que deixou, na dĂșvida de como poderia ter sido, na esperança do prĂłximo encontro, na consciĂȘncia leve pela negação e pesada pela cobrança de um tesĂŁo ainda latente.
Pecados existem, não os julgados por Deus, não as pecuinhas julgadas pelos humanos. Pecados existem dentro dos coraçÔes traidores.
Mas se antes meu coração ardeu e se assustou de pecados, agora ele chora de saudade, de covardia e de aceitação. Ele estĂĄ puro e nem por isso tranqĂŒilo.
Esse Ă© o maior problema dos desejos, eles nĂŁo aceitam nĂŁo como resposta. VocĂȘ sĂł coloca um ponto final nele se for atĂ© o fim. E o fim pode ser um simples enjĂŽo ou, na pior das hipĂłteses, a morte.
Mas vocĂȘ viveu. Para matar um desejo Ă© preciso viver, nem que depois vocĂȘ morra junto com ele.
Indo embora para casa, segurei o peito, que parecia solto, e abafei uma lĂĄgrima. Como eu queria agora estar com ele. Por aquelas horas de delĂcias e mais meia de arrependimento na hora de se vestir. Por aqueles segundos de esquecimento, mais meses de lembrança. Por algumas palavras idiotas, mais muitas contidas para nĂŁo parecer idiota.
O desejo me acompanhou até em casa. Muito, muito mais forte que minha nobreza em ter dito não.
Ele estĂĄ lĂĄ. No seu coração, na sua mente, no cheiro que vocĂȘ carrega junto com seu passado. Ele estĂĄ em cada batimento cardĂaco contraĂdo da sua vagina, em cada torção contraĂda do seu estĂŽmago, em cada momento descontraĂdo de seus hormĂŽnios.
VocĂȘ estĂĄ aqui. Em cada linha que eu escrevo tentando ser boa redatora, em cada momento correto que eu me agarro para nĂŁo deixar vocĂȘ errar, em cada provocação estratĂ©gica para vocĂȘ nunca desistir de insistir em errar.
VocĂȘ estĂĄ aonde eu quero chegar, em tudo que eu quero negar, muito presente.
NĂŁo quero uma sĂł uma escapadinha, nĂŁo quero uma vida ao seu lado. NĂŁo quero nunca mais te ver. Queria ter dez minutos com vocĂȘ, o bastante para nĂŁo mudar minha vida em nada. Quero outra vida. NĂŁo estou nem aĂ pra vocĂȘ. SĂł penso em vocĂȘ. VocĂȘ Ă© meu amigo, vocĂȘ Ă© um conhecido, vocĂȘ foi a melhor noite da minha vida. Mais do que qualquer certeza, confusĂŁo Ă© paixĂŁo.
Quis demais que vocĂȘ fosse embora, quis demais que vocĂȘ ficasse pra sempre, quis nĂŁo pensar, me agarrei numa lĂłgica fria que berrou no meu ouvido que toda ação tem sua reação.
Toda traidora tem seu dia de enganada. Entenda cada som, de cada letra, de cada palavra, de cada frase, de cada sentença, de cada idĂ©ia carregada de desejo, como um grito de cada parte do meu corpo que ficou lacĂŽnica quando sua presença fĂsica abandonou a brincadeira.
O desejo era tanto, que travei. Tive medo que vocĂȘ tirasse minha maquiagem e a roupa que vesti para seduzi-lo. Tive medo da hora de ir embora, a maior solidĂŁo Ă© nĂŁo poder dormir nos seus abraços, pois ele Ă© meu apenas por horas.
Tive medo de ser sĂł desejo, porque para mim jĂĄ Ă© mais. Prefiro ser perseguida pelo meu desejo, que nĂŁo tem dia para acabar, do que ser abandonada mais uma vez pelo seu, que dura no mĂĄximo algumas horas.
Acredito mesmo que a gente sĂł aprende â ou nĂŁo â dando cabeçadas na vida. Que a gente sĂł aprende com as prĂłprias experiĂȘncias. Acredito tambĂ©m que quanto mais a gente vive, menos tolerante se torna. Acredito que as atitudes contam muito mais do que as palavras. Acredito que cidadĂŁos que bancam os bons moços tĂȘm muito mais chances de te decepcionar. Acredito que mentira tem perna curta, como dizia minha avĂł. Acredito que a gente deve conhecer uma pessoa antes de se apaixonar (e nĂŁo o contrĂĄrio). Acredito que tudo que vem rĂĄpido demais vai embora com a mesma velocidade. Acredito que a gente sĂł tem uma chance na vida de fazer uma grande merda. Acredito que perder a confiança Ă© como quebrar um vaso: vocĂȘ pode atĂ© conseguir colar, mas vai ser sempre um vaso colado. Acredito em duendes, gnomos e em papai-noel. Mas nĂŁo acredito nos homens. NĂŁo mais. Duvido atĂ© de mim mesma agora.
Estou absolutamente cansado de literatura; só a mudez me faz companhia. Se ainda escrevo é porque nada mais tenho a fazer no mundo enquanto espero a morte. A procura da palavra no escuro. O pequeno sucesso me invade e me pÔe no olho da rua. Eu queria chafurdar no lodo, minha necessidade de baixeza eu mal controlo, a necessidade da orgia e do pior gozo absoluto. O pecado me atrai, o que é proibido me fascina.
Quando sua lĂngua quente me penetra,
Parece que existe um vulcĂŁo interno em mim
Que sĂł quer expelir
Todo desejo, todo prazer
Que sĂł vocĂȘ me proporciona
A gente nunca sabe. Se a hora Ă© certa. Quando o encontro Ă© errado. Se tudo Ă© sĂł uma simples hora em que Ă© sim puro acaso. A gente nĂŁo entende a razĂŁo de querer estar junto. E que pode tambĂ©m ser melhor ser separado. A diferença que pode fazer desencontrar para sempre por segundos ou ter a sorte de ficar junto por anos. Nunca vemos que pode atĂ© existir uma certa razĂŁo ...no que nĂŁo queremos ou planejamos. Que no que insistimos por pura teimosia pode nĂŁo ter sentido nenhum. A gente nunca vai certamente saber. O que vem depois. O que precisava ter vindo antes. O agora. Ou aquilo sem o que poderĂamos realmente existir melhor e diferente. A gente pensa que sabe, porque sĂł quer saber se for pra ser assim. Tudo isso faz parte de aprender a existir aqui. Confiar sem saber Ă© que Ă© o complicado. Mas se alguma coisa me cabe, acho que prefiro decidir que vou confiar sim. VirĂĄ sempre, na hora certa, o que for melhor pra mim.
Por melhor que seja a experiĂȘncia, ela Ă© sĂł um reflexo do passado, contudo, Ă© o que nos caracteriza.
O que di fato eu nĂŁo suporto e falsidade entre pessoas que sĂł querem ter uma oportunidade de se beneficiar Ă custa de pessoas de bem nada, mas que interesse de se levar vantagem a todo custo.
Conheci uma pessoa tĂŁo pobre que no aniversĂĄrio do filho nĂŁo tinha nada para dar, sĂł amor! Algumas pessoas nĂŁo percebem quĂŁo ricas sĂŁo.
A evolução só é possivel,,,se a sua mente tiver a capacidade de abrir novos horizontes e aceitar cada ser humano como ele é,,mais antes precisa aceitar a sà mesmo
NĂŁo tem nada a ver comigo. Ă sĂł sobre vocĂȘ. E sempre Ă© sobre vocĂȘ. O que vocĂȘ precisa e o que vocĂȘ quer. Quer saber? Parece que vocĂȘ sĂł me quer quando nĂŁo pode me ter. VocĂȘ gosta de correr atrĂĄs e Ă© sĂł isso. EntĂŁo vocĂȘ sabe que nĂŁo pode ter.
