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VocĂȘ jĂĄ reparou que mil elogios podem ser anulados por uma Ășnica crĂtica?
Ă sĂł chegar uma pessoa e dizer que deverĂamos ser assim ou assado (ainda que dito de forma bem delicada) e aquilo bate forte no nosso peito. Ficamos sem chĂŁo, nos sentimos ofendidos e, na hora, adotamos uma postura defensiva. Ă impressionante como somos vulnerĂĄveis.
SĂł de imaginar que vai ser criticada, vocĂȘ jĂĄ muda a maneira de agir, jĂĄ nĂŁo faz as coisas como queria, nĂŁo se coloca na vida como gostaria de se colocar.
Tem gente que gasta a vida inteira adotando posturas falsas para evitar crĂticas.
Mesmo que vocĂȘ abra mĂŁo de ser espontĂąnea para assumir os modelos, jamais agradarĂĄ a todos. Isso Ă© impossĂvel.
E digo mais: vocĂȘ sempre serĂĄ criticada.
Aonde eu quero chegar? Na verdade, as crĂticas nĂŁo terĂŁo esse efeito arrasador a partir do momento que vocĂȘ nĂŁo der tanta importĂąncia a elas. Se fĂŽssemos um pouco mais inteligentes, nĂŁo escutarĂamos crĂtica alguma. AtĂ© poderĂamos, desde que fosse com um filtro.
Assim: o fulano me disse tal coisa. SerĂĄ que isso Ă© verdade?
Vou investigar e tiro minhas conclusÔes, baseado em minha própria observação.
E sempre com a mente tranquila e os pés no chão.
O problema da crĂtica nada mais Ă© do que dar muito crĂ©dito aos outros.
Ou seja, vocĂȘ sempre se coloca em segundo plano, dĂĄ lugar aos outros (nĂŁo importa se estĂĄ supercansada), nĂŁo machuca os outros (nĂŁo importa os prĂłprios sentimentos).
Isso entra de tal forma que temos um departamento na nossa cabeça chamado âos outrosâ.
E, como vocĂȘ estĂĄ sempre em segundo plano, vai ficando lĂĄ no fundinho da fila.
Por isso a crĂtica pega tanto. O segredo Ă© um sĂł: aprenda a se colocar em primeirĂssimo lugar.
NĂŁo estou estimulando o egoĂsmo, mas sim a autovalorização.
à dar importùncia aos seus dons, sentidos, opiniÔes, emoçÔes e sentimentos.
Quando vocĂȘ se dĂĄ valor, todos tambĂ©m dĂŁo. Acredite! O sucesso Ă© nĂŁo ouvir as crĂticas.
A lei Ă© essa: sĂł se dĂĄ valor a quem o tem.
Por isso, toda vez que se deparar com uma crĂtica, pare e reflita:
âO que importa Ă© o que eu sinto e nĂŁo o que a pessoa sente. O essencial Ă© o que eu penso, nĂŁo o que pensam. A natureza me fez responsĂĄvel por mim. Me dou valor e assim sereiâ.
Se for paixão, uma hora passa. Se for amor, voltarå a dar certo. Só espere, só ore, só creia em Deus. Ele muda tudo, até mesmo os coraçÔes
NĂŁo sei dizer o que hĂĄ em ti que fecha e abre
SĂł uma parte de mim compreende que a voz dos teus olhos
Ă mais profunda que todas as rosas...
Ninguém, nem mesmo a chuva, tem mãos tão grandes...
Amemo-nos sem termo nem medida,
pois que sĂł para o amor temos nascido...
Vive por nosso amor! - Ă© o meu pedido,
pois sem tal bem, que valeria a vida?
E se depois da vida jĂĄ perdida
ainda se amasse. . . Eu, tendo jĂĄ morrido
pediria outro amor - o bem querido -
para poder seguir gozando a vida.
Gozemos pois, tal como certamente
o primeiro casal no éden, ao ser
aconselhado assim pela serpente.
Que nos perdemos por amar se diz...
Tolice! Outra Ă© a verdade, podes crer:
SĂł quem nĂŁo ama sente-se infeliz!
Pois a sua ira sĂł dura um instante, mas o seu favor dura a vida toda; o choro pode persistir uma noite, mas de manhĂŁ irrompe a alegria.
(...) o trabalho que deixou de ser o que havia sido, e nĂłs, que sĂł podemos ser o que fomos, de repente percebemos que jĂĄ nĂŁo somos necessĂĄrios no mundo...
ando sĂł
pois sĂł eu sei
pra onde ir
por onde andei
ando sĂł
nem sei por que
nĂŁo me pergunte
o que eu nĂŁo sei
pergunte ao pĂł
desça o porão
siga aquele carro
ou as pegadas que eu deixei
pergunte ao pĂł
por onde andei
hĂĄ um mapa dos meus passos
nos pedaços que eu deixei
desate o nĂł
que te prendeu
a uma pessoa que nunca te mereceu
desate o nĂł
que nos uniu
num desatino
um desafio
ando sĂł
como um pĂĄssaro voando
ando sĂł
como se voasse em bando
ando sĂł
pois sĂł eu sei andar
sem saber até quando
ando sĂł
Eu ando em uma estrada solitĂĄria, a Ășnica que eu sempre conheci, nĂŁo sei atĂ© onde vai, mas sou sĂł eu e eu ando sĂł... Eu ando nessa rua vazia na avenida dos sonhos despedaçados, onde a cidade dorme, e eu sou o Ășnico Ă andar sozinho.
A juventude quer divertir-se, a velhice, trabalhar. NinguĂ©m se casa sĂł para ter filhos, mas, uma vez que os tem, eles o modificam e, no fim, ele percebe que tudo, com efeito, acontecera somente em função deles. Isso prende-se ao fato de que a juventude, sem dĂșvida, gosta de falar da morte, mas nunca pensa nela. Com os velhos, dĂĄ-se o contrĂĄrio. Os jovens julgam que vĂŁo viver eternamente; daĂ, poderem reportar a si mesmos todos os seus desejos e pensamentos. Ao contrĂĄrio, os velhos jĂĄ perceberam que, num ponto qualquer, existe um fim e que tudo o que alguĂ©m tem ou faz sĂł para si mesmo, acaba por cair no vazio e por ter acontecido em vĂŁo. Assim, necessitam de outra eternidade, bem como da crença de que nĂŁo estĂŁo trabalhando unicamente para os vermes. Para isso existem mulher e filhos, atividades e cargos e pĂĄtria: para saber-se por quem Ă©, afinal de contas, que suportamos a lida e o desgaste e as afliçÔes cotidianas.
Pra que desistir, persistir, insistir, só basta cumprir o que Deus uniu, ninguém poderå quebrar, tirar, rasgar, magoar e nem atrapalhar
MĂĄscaras de Deus, sĂł existimos,
enquanto Deus em nĂłs se representa.
O Bem e o Mal são condiçÔes do palco
e cessam ao término do espetåculo.
O pecado Ă© pensar que existimos
nos papéis que nos foram destinados.
No pior vilĂŁo, no excelso herĂłi,
o mesmo Deus se exalta como ator.
Sabe o que eu mais queria na vida?
Queria, durante uma semana, sĂł ler notĂcias boas...
Nem precisava que elas fossem tĂŁo boas; bastava que nĂŁo houvesse nenhuma ruim.
As manchetes dos jornais nĂŁo precisariam falar de coisas muito importantes.
Poderiam contar que neste ano estão crescendo flores, misteriosamente, em todos os canteiros de todos os prédios, e que até as vielas das favelas estão floridas e coloridas.
AlĂ©m disso, por um capricho da natureza, elas estariam mais cheirosas do que nunca, e que esse fenĂŽmeno estĂĄ fazendo com que as pessoas estejam mais gentis, mais delicadas, mais felizes. E os traficantes, no lugar de traficar, levariam grandes buquĂȘs para suas namoradas, que retribuiriam com beijos e palavras amorosas.
Os jornais diriam que nossos deputados e senadores se renderam Ă beleza que tomou conta do paĂs, e durante esta semana esqueceriam de seus interesses particulares e sĂł votariam projetos a favor do bem-estar geral.
E isso lhes faria tanto bem que eles sairiam do congresso a pé, falando com todas as pessoas com quem cruzassem na rua, sorrindo, simpåticos, como faziam quando estavam em campanha.
Eles também colheriam e levariam flores para suas mulheres, com um carinho que elas jå haviam esquecido que existia.
As rådios só tocariam cançÔes de amor, e as televisÔes mostrariam praias, montanhas, lugares lindos onde se poderia passar uns dias só sendo feliz, mais nada.
Algumas pessoas nĂŁo seriam citadas no noticiĂĄrio desta semana, e seria proibido falar de qualquer partido polĂtico, jĂĄ que eles sĂł nos trazem desgosto. Responda rĂĄpido: algum deles lhe trouxe alguma alegria nos Ășltimos tempos?
Nessa semana, sĂł uma coisa seria proibida: tirar fotos com o celular.
Para que as pessoas soubessem que os momentos de verdadeira felicidade sĂŁo guardados dentro do peito, deles nĂŁo se esquece, e para isso nĂŁo precisamos de nenhuma maquininha.
Barraquinhas ofereceriam ågua de coco gelada e pão de queijo fumegando, de graça, como se estivéssemos numa quermesse...
Ninguém teria a menor preocupação com coisa alguma, ninguém falaria de doenças nem de tragédias, até porque ninguém estaria doente e nenhuma tragédia teria acontecido.
TerĂamos a ilusĂŁo, durante uma semana, de que a vida seria assim, para sempre; e Ă noite, quando aparecessem os primeiros vaga-lumes, a certeza de que todos nossos sonhos iriam se realizar.
AliĂĄs, uma semana seria demais; bastaria que fosse assim por um dia.
SĂł Hoje
Composição: Fernanda Mello e Rogério Flausino
Hoje eu preciso te encontrar de qualquer jeito
Nem que seja sĂł pra te levar pra casa
Depois de um dia normal...
Olhar teus olhos de promessas fĂĄceis
E te beijar a boca de um jeito que te faça rir
(que te faça rir)
Hoje eu preciso te abraçar...
Sentir teu cheiro de roupa limpa...
Pra esquecer os meus anseios e dormir em paz!
Hoje eu preciso ouvir qualquer palavra tua!
Qualquer frase exagerada que me faça sentir alegria...
Em estar vivo.
Hoje eu preciso tomar um cafĂ©, ouvindo vocĂȘ suspirar...
Me dizendo que eu sou o causador da tua insĂŽnia...
Que eu faço tudo errado sempre, sempre.
Hoje preciso de vocĂȘ
Com qualquer humor, com qualquer sorriso
Hoje só tua presença
Vai me deixar feliz
SĂł hoje
(solo)
Hoje eu preciso ouvir qualquer palavra tua!
Qualquer frase exagerada que me faça sentir alegria...
Em estar vivo.
Hoje eu preciso tomar um cafĂ©, ouvindo vocĂȘ suspirar...
Me dizendo que eu sou o causador da tua insĂŽnia...
Que eu faço tudo errado sempre, sempre.
Hoje preciso de vocĂȘ...
Com qualquer humor, com qualquer sorriso!
Hoje só tua presença...
Vai me deixar feliz.
SĂł hoje (repete 2x)
... acaso os lĂĄbios tocariam levemente a pele antes de encontrarem a ĂĄgua, e, sendo a sede muita, sofregamente iriam recolher no cĂŽncavo as Ășltimas gotas, acordando assim, quem sabe, uma outra secura.
Eu voltei pra minha sina, contei pra uma menina, meu medo sĂł termina estando ali.
Ela Ă© suave assim e sabe quase tudo de mim, ela sabe onde eu queria estar, enfim.
VocĂȘ nĂŁo consegue ver alĂ©m do chĂŁo, porque vocĂȘ acha que as coisas sĂł tem um lado, esse que o seu olho sujo vĂȘ. VocĂȘ Ă© exatamente igual a esses cinzentos todos que estĂŁo lĂĄ fora. A gente sĂł consegue ver o que estĂĄ dentro da gente. E vocĂȘ sĂł consegue ver o sujo, o feio e o doente das coisas. Tudo isso estĂĄ dentro de vocĂȘ, na sua mente, na sua cuca. Aqui. A sua cuca Ă© que Ă© feia, suja e doente. Nada Ă© horrĂvel, nada Ă© maravilhoso. O seu olho daqui Ă© que transforma tudo. O seu jeito de olhar. O que acontece Ă© que vocĂȘ ainda nĂŁo aprendeu a olhar
