Luis da camões

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Ouvi dizer que a vida depois da morte é tão chata que só parece uma eternidade. Mas me serve.

Luis Fernando Verissimo
Medo da loucura alheia. Rascunho, abr. 2016.
Inserida por pensador

⁠Fragmentos de um Evangelho apócrifo

27. Não falo de vinganças nem de perdões; o esquecimento é a única vingança e o único perdão.
30. Não acumules ouro na terra, porque o ouro é pai do ócio, e este, da tristeza e do tédio.
33. Dá o santo aos cães, atira tuas pérolas aos porcos; o que importa é dar.
41. Nada se edifica sobre a pedra, tudo sobre a areia, mas nosso dever é edificar como se fosse pedra a areia...

Jorge Luis Borges
Elogio da sombra (1969).
Inserida por marcosarmuzel

⁠Ao espelho

Por que persistes, incessante espelho?
Por que repetes, misterioso irmão,
O menor movimento de minha mão?
Por que na sombra o súbito reflexo?
És o outro eu sobre o qual fala o grego
E desde sempre espreitas. Na brunidura
Da água incerta ou do cristal que dura
Me buscas e é inútil estar cego.
O fato de não te ver e saber-te
Te agrega horror, coisa de magia que ousas
Multiplicar a cifra dessas coisas
Que somos e que abarcam nossa sorte.
Quando eu estiver morto, copiarás outro
E depois outro, e outro, e outro, e outro…

Jorge Luis Borges
Poesía completa (2011).
Inserida por marcosarmuzel

⁠Quando um cavalo endoidece, dá-se-lhe um tiro e tudo acaba, mas aos cavalos mansos, mata-se todos os dias.
- Nós matamos o cão tinhoso

Inserida por kalila

⁠Quem é chamado não tem escolhas, pois muitas das vezes você precisa ser motivado para motivar pense bem.

Inserida por bispoluis9_oficial

⁠Todas os meus poemas são feitos de verdades, mas nenhum deles tem as minhas verdades. Não creio que alguém queira saber da minha vida.

Inserida por MoacirLuisAraldi

Carazinho
⁠Gosto de estar na terra amada
sorver um chimarrão com os familiares
admirar a avenida e as Flores
abraçar os amigos pelos caminhos.

Manifesto de coração o que sinto
pois aqui nunca estarei sozinho
me encanto cada vez mais
com as belezas de Carazinho.

Cidade da hospitalidade
nas ruas que sempre passo
sempre vejo novidades
e as que ainda não passei
são as sinto mais saudades!

Terra que me deu vida
belezas naturais
agricultura pujante
Povo fantástico
sorridente e conciso
nasci aqui e de
mais nada preciso.

Inserida por MoacirLuisAraldi

⁠A vida traz o inesperado
- Gol olímpico –
Luas aluadas
Sombras que amanhecem

O rio sobe a montanha
em andaimes a espiá-la
e desliza em lágrimas

Vive e cultiva a flor
- Da pele -
Espinha e sente
o odor
da dor que dói
silenciosa

Acena ao divino
num flash de fé

Adormece leve 
escutando o coração

Em paz…

Inserida por MoacirLuisAraldi

⁠Lembranças enfileiradas,
balançadas
na cadeira de palha
de pernas quadradas.

O olhar fixo na estrada
Algum movimento...
- Vento – e mais nada!

O tempo não avança
nesta distância 
- Isolamento
Espera demorada.

O azul do céu 
- Nos olhos -
aguardando...

Inserida por MoacirLuisAraldi

⁠Para eu ser feliz
bastam-me bons amigos,
uma morada de versos
rodeada de inspirações...

Uma corda no violão,
canções de fé e otimismo,
uma vertente de benquerença
e apreços no coração...

O barulho da natureza,
o som da poesia em meus ouvidos
e a certeza de que as amizades
são abraços de gratidão.

Inserida por MoacirLuisAraldi

⁠Caminhando desatento
sem hora, sem rumo
lentamente;
O que importa?

Coração aquietado,
bolsos cheios de mãos,
preso ao desejo de assim não ser:

Silencioso 
Ausente
Invisível
Incrédulo

Não há vida
nas ruas...

Nem no íntimo
do andarilho.

Inserida por MoacirLuisAraldi

A imaginação atemática:
razão em equações enigmáticas,
versos perdem a rima,
grafias fonêmicas anímicas
sem acentuar nada da alma.
Sensibilidade dorme esquecida
Sem sonhos
Sem poesia
Sem vida

Inserida por MoacirLuisAraldi

⁠A estrela que não brilhou
A semente que não germinou
A flor que o veneno queimou

O ponto cego
O atoleiro inesperado
O vento frio da madrugada
A parte íngreme da estrada

O lixo que o cachorro virou
A carta que voltou
A luz que se apagou

O nada
A vaga negada
O intruso da fruta estragada

Nota destoada
O dente que dói
A mosca da feijoada

Ausência não sentida
Nascer nasceu,
mas nunca teve vida.

Inserida por MoacirLuisAraldi

⁠A crença é o ofício do pecador
repetida ecoa a prece
como se a salvação
estivesse ancorada na vida
e viver fosse razão...

A santidade é involuntária
bondade é obrigação
se acontece o milagre
ilumina-se o coração.

Inserida por MoacirLuisAraldi

⁠Do que vivi na casa antiga
restou distância
e o tempo escondido 
em momentos infantis

Daqueles amigos
dormem no peito
saudades e peraltices

Outros sonhos,
embarques sem fronteiras
tomados de esperanças
e desejos a realizar

A vida é um caminho
Alguns decolam fácil,
criando futuros novos,
oportunidades a mais

Foi ontem que nos despedimos
Em cada rosto vi saudade,
angústias de afastamentos,
certezas de esquecimentos

Cada um levou uma alma minha
A vida vai me dando outras
Mas as almas daquela época
foram-se todas (as que eu tinha).

Inserida por MoacirLuisAraldi

⁠Não há culpa
O tempo erra
e a vida segue

O que choramos 
não é a morte,
talvez a dor

Jeito de não ser;
Águas
sem rio,
Humanos sem brios.

Inserida por MoacirLuisAraldi

⁠A janela apoia meu peito
Vejo a multidão aglomerada
pelas calçadas
na rua Solidão

Em mim a comoção
Desejos de abraçar 
Enviar-lhes missivas de amor

A ternura enche-me o peito
faz brilhar meus pensamentos
Partículas doces de um sentimento

Jogo ao vento…

Inserida por MoacirLuisAraldi

⁠Há um nada que me segue
insistente, 
mesmo indolente
me flagela

Nada feito de vazios,
de carências ansiosas
- Vida morrendo de sede –
na enchente da modernidade

Vazio que nocauteia
Fímbria de maldições
Velas brancas acendem
para iluminarem-me o chão.

Inserida por MoacirLuisAraldi

⁠Aos olhos, as cores desbotam
sem brilho, viver não é sorrir
Se não está no olhar, onde estará?
Se a alma não voa
Viver é solidão
Se os olhos reprovam
- Pouco importa –
Quem avalia é o coração.

Inserida por MoacirLuisAraldi

⁠Sinto meu egoísmo
Minha voz me diz tanto
com tamanha segurança

Sou eu comigo
... Sigo

Me canso
Me abandono
Fico distante
Perco o sono
Sou eu assim:
às vezes comigo,
outras sem mim.

Inserida por MoacirLuisAraldi