Ferreira de castro
Na vida, quando estamos prestes à esquecer um amor e conserta-la, vem a pessoa e bagunça tudo de novo. Não sabemos se o sentimento bagunçado é bom ou ruim, o que nos vem à mente é aquele medo de sentirmos magoados, estragar toda uma vida em apenas um momento, momento que não se sabe oque mais realmente sentimos, ódio, amor, ou medo de nos entregar novamente e não saber se a pessoa é ou não a pessoa certa para nos fazer feliz novamente.
Amor:não só um uma palavra, Amor este é o sentimento mais forte, o sentimento mais prazeroso cujo homem pode sentir.
A melhor forma de filtrar os teus amigos
é sendo você mesmo...
Te seguem aqueles que se identificarem!
Desventuras diárias
Era como um novo dia, mas igual, meio cinza e tal
não queria levantar pra não perder a preguiça
mas tinha que estudar pra passar no exame final
''foda-se a escola'' acho que dormir um pouco mais é oque ele precisa
pra que sair mais um dia esperançoso,
pra fingir manter-se mortal
e sobreviver vagaroso ?
enfim algo curioso,
parado no farol da avenida principal
agradecia a sorte de ter que sair cedo de casa e poder ver o sol nascer
e oque lhe fazia mal
poderia naquela hora desaparecer ?
se por um acaso a vida o presenteara com um surpresa
sempre levava a esperança de comprar um anel de cristal
pra selar a uni~so com a dona da mais pura beleza
mas a vida é sábia e doente mental
''quando nada mais satisfazer, nem o carinho
e todo caminho indicar o fundo
muitas outras, pra não sentir-se sozinho
te acompanharão ate o fim do mundo''
sorria um sorriso cansado
não era aquilo que sonhava
mas achava engraçado
o fato de ser o único q ela não amava
e assim o dia passava,
pra casa ele voltava
ainda não acreditava
oque sera que faltava,
pra ser ideal?
ele carregava o dom de sentir-se feliz.
[mesmo
porque as estrelas continuavam brilhando,
e o amor que escapou por um triz
pra elas estaria olhando!
é difícil à noite dormir
quando todos pensamentos vem,
sozinho tenta sorrir
lembrando que mais um dia vai nascer, amém!
Adulto reinventado.
Essa semana foi o aniversário da nossa filha, Sofia.
9 aninhos.
A pedido dela fizemos uma "tarde na piscina".
Ela não queria festa em Lugar alugado. Quis apenas brincar com seus amiguinhos de sala de aula.
Pra variar, cheguei atrasado, após o início da festa, por estar trabalhando.
Mesmo assim, consegui entre um e mail e outro, uma ligação e outra e ainda tendo que sair da festa por duas vezes, observar minha filha.
Brincava com sua irmã e amigos de forma absolutamente a vontade.
Assim são as crianças. Sem mascara, sem comportamento dúbio. Externam sua contrariedade sem preconceitos, nem máscaras.
Quando não gostam de algo, fecham a cara, reclamam e pronto! 5 minutos depois a raiva já passou, pois não engoliram o que lhes fazia mal.
Na contramão dessa externalização, nós, adultos, sabedores das regras sociais que nós mesmos criamos, insistimos em "ensina-las" a se comportar.
Aceitamos o que não devíamos aceitar. Sorrimos mesmo contrariados. Nos relacionamos com quem, as vezes, não gostamos.
Repetimos: filha, sente-se direito, fale mais baixo, não aponte o dedo, abrace a sua irmã, beije seu irmão.
Ora, reservados os poucos e bons conselhos que damos, nós, adultos, temos muito mais a aprender com elas do que o contrário.
Você conhece crianças com gastrite nervosa?
Doente por stress?
Entrando em conflito longo com alguém?
Pois é...
Queremos ensinar, mas ao mesmo passo, não queremos aprender.
Pouco observamos de nós e consideramo-nos ser um livro pronto, sem páginas em branco.
Considero que as crianças e os velhinhos são os seres mais próximos de Deus.
São mais genuínos, mais francos, mais amorosos.
Os velhinhos tem a sabedoria da vida
As crianças, a sabedoria da inocência, do amor puro, simples, desinteressado
E ambos, não aceitam o que lhes faz mal.
Nós, adultos, que rotineiramente, engolimos doses diárias de frustração e desamor.
Nossa frieza ante o sofrimento alheio não existe na tenta idade, nem no outono da vida.
Uma criança quando vê alguém pedindo ajuda, simplesmente vai lá e ajuda. Não vira a cara e finge não ver.
Os velhinhos fazem bingos solidários, correntes de oração, bazares beneficentes...
Regras de conduta?
Ah, meu amigo, quem somos nós para querer ensinar nossos filhos...
Não! Eu não prego a permissividade alucinada. Não defendo que façamos vistas grossas à descortesia, ou alta de respeito.
O que chamo a reflexão aqui (a quem se der ao trabalho de ler) é que aprendamos na mesma medida com que queremos ensinar.
Seremos melhores pais, melhores mães, melhores como "gente".
Apregoo que tenhamos, ao máximo possível, uma só cara, um só comportamento e que passemos a nos importar com o próximo, na mesma medida em que esperamos a consideração alheia.
Que nos comportemos na rua e no trabalho, como nós comportamos em casa, com
Esposa e filhos.
Nosso fígado agradeceria e os corpos assolados por psoriases nervosa,s também...
O que proponho é que nos reinventemos.
Que desconstruamos o adulto, para remonta-los seguindo o manual que vem de fabrica.
O manual que vem direto de Deus.
O manual do Amor ao próximo.
Feliz aniversário minha Sofia!
Caso um dia venha a ler esses pensamentos, perdoe seu pai por ter brincado tão pouco no seu aniversário de 9 anos.
Um dia virei a ser seu filho.
Me tomará pela mão e me explicará coisas que eu teimarei em não aceitar ou entender.
Me levará a missa, ao medico, ao parque...
E, se Deus tiver por mim misericórdia, você minha filha, terá em seu comportamento, a paciência e inocência da criança que é hoje.
Tentarei todo dia me REINVENTAR, segundo o seu manual.
Eu te Amo!
FUGA (01/01/2013)
Rodeia-me o espanto de poder estar errado.
Entre seus braços, estive certo que era o lugar correto.
Quis-lhe tanto e me devora o medo de te querer
Fujo, por todo motivo,
por todo os cantos.
E sofro.
E te faço sofrer.
a cada sofrimento, um descobrimento e um temor
(...)um peso, uma pedra,
uma peça, uma dor.
Vou-me mais uma vez
espero que o caminho seja farto.
Se miserável, quero apena ser dono de minhas vontades.
TRANCADO
Abrigo-me à casa
Tranco-me ao mundo
Sou companheiro da solidão.
Tudo que na rua passa.
Passa em poucos segundos.
Nada para! Salvo eu.
E é tão bom.
Penso ao longe,
ouço um pouco de rádio
(...)danço, canto e como de tudo.
Enriqueço a sós como o tempo.
Perderei mais algumas horas.
Mas é tão bom me trancar aqui.
DOMINGO A NOITE
Sozinho, domingo a noite em casa.
Pego-me pensando na inútil vontade de nos contemplarmos com um outro ser. É tão vazia a conclusão de onde esse perigoso caminho pode nos direcionar.
Se penso que a vida são momentos, corrijo-me; sendo que a vida é planejada para grandes momentos. Sei que é preciso abrir mão dos pequenos para construir os grandes.
Mas para que mais um ser? Geralmente estamos fartos de tantos que nos rodeiam; nem tempo temos para dedicarmos a outro. Mesmo assim, amamos loucamente outros seres.
Essa regra foge ao jogo que desembaraça a vida e faz com que ela fique dançante.
Perdoem-me a confusão que rondam minha cabeça juvenil, sem alguns neurônios.
Eu, que deixei nos papéis vergonhas do meu ser
Escrevo oque quero, com fantasias e não discrepância.
Critico homens e louvo deuses.
Atrito-me com homens e quero deles.
PREÇO DO ÁLCOOL (02/03/2014)
Há um mistério no álcool,
um prazer carnal, coletivo, indiscreto
(Mazelas que matam o corpo,
aos poucos, sobem a mente).
Incorreto negar que os prazeres que me proporcionou
foram em vão.
O corpo faz, a cabeça aprende.
O corpo repete, a cabeça sente.
Bebemos as cervejas que nos entregam,
misturamo-as todas substâncias ilícitas.
Tudo é droga, e é disso que me mato.
Se não saio, me prendo.
Se me solto... enlouqueço.
Há consequências brutas.
Tudo tem preço.
Dou o melhor de mim, estudo, leio. Tento seguir todas as regras que o sistema moderno nos intitulou.
Morre um poeta
De alma pura
Sua partida
É sublime
Viaja como um passarinho
Livre ao encontro de Deus
Aqui deixo meu Adeus
A Manoel de Barros.
Me tornei um grande escritor, comecei com palavras simples e usadas no dia a dia, não era um intelectual, era considerado como esquisito, estranho e uns diziam que terminaria a minha vida numa clínica para loucos. O sonho de se torna alguem importante no mundo, quando era moleque, ele revive, fazendo me despertar para algo grandioso, viver uma vida de conhecimento em uma grande universidade conceituada no mundo, viver grandes amores, viver intensamente cada momento, com cada pessoa que estivesse ali. A idéia de mudar o mundo, fazer com que todos vivam igualmente, não era só um sonho de criança, era um sonho da vida toda. Eu não tinha esse poder de mudar o mundo, não o mundo, porque ele não precisa ser mudado, nós que precisamos mudar, eu mudei, talvez ainda sejoestranho, esquisito, louco, mas consegui colocar em crônicas, romances, poemas e fazer grandes artigos que pudesse de alguma forma mudar, não o mundo, mas as pessoas que nele vivem.
Um caminho, não é só um caminho.
É antes de tudo, uma ESCOLHA.
Quais as suas?
Não há escolha fácil.
Mas, qualquer que seja a sua,
haverá sempre quem lhe aponte o dedo em desdém,
e quem lhe aponte o rumo em apoio...
Escolha suas companhias com sabedoria.
Elas vão dar o tom e o compasso da sua jornada.
E sempre, sempre, confie Naquele
que movimenta o universo a seu favor.
Mesmo uma escolha aparentemente equivocada,
pode trazer nova paisagem e mudar nossa perspectiva.
Trouxafobia: medo de encarar novos relacionamentos, com base nas experiências negativas que já passou, em que fez o papel de trouxa.
