đđ» acc6.top đđ» Letstalk chuyá»n quyá»n sá» hữu tĂ i khoáșŁn
Não levou muito tempo para eu perceber que o tempo passa em pouco tempo, e em todo tempo só não passa a eternidade; passa o tempo com o vento e também a tempestade, passam as coisas passageiras, a mentira, mas não passa a verdade; passam as coisas tão ligeiras, que me passa até a vontade; bobeira é passar a vida inteira morando numa só cidade; bobeira é ficar de bobeira e deixar passar a oportunidade, afinal, o tempo passa à vontade; passa só p'ra cozinheira auxiliar que tem vontade; passa o trampo p'ra empreiteira, que o pedreiro tå na maldade; passa o cargo p'ro palhaço que tem mais humanidade, pois, na påtria jå passaram a rasteira, passaram o rodo; passa a Mangueira, passa a Vai-Vai, passa a Mocidade... Olha só! à carnaval! Estão sambando na cara da sociedade... Enquanto tudo passa mal, por onde passa a honestidade?
Ninguém sabe o q tem no meu coração, serå q tenho coração não sei...mas eu só tenho a certeza q estå tudo bem com vc é jå estå de bom tamanho.
As vezes a nossa vontade Ă© sĂł de ficar sĂł, esquecer um pouco os problemas, as pessoas, viajar em outro planeta onde tudo fosse calmo e tranquilo.
Deixa essa ventania passar e levar tudo!
Quando o vento fraco retorna ele te trarĂĄ nĂŁo sĂł as folhas caĂdas ao chĂŁo,
Mas sim tudo de verdadeiro e singelo que a ventania nĂŁo conseguiu arrastar! âïž
Publicação nas Redes Sociais
O que Ă© ao pĂșblico, Ă© pĂșblico.
O que Ă© a amigos, sĂł eles tĂȘm acesso.
O que Ă© privado, diz respeito sĂł a mim e divido com quem eu confio. Nem tudo deve ser postado, muito menos compartilhado.
Mais a grande verdade que sĂł vamos conseguir realizar os nossos sonhos, concretizar nossos projetos, com a ajuda de outras pessoas â sozinhos, isolados, separados Ă s coisas ficam muito mais difĂceis.
SĂł em ti viajo
Entre carĂcias, desejos
Com todo o meu ser.
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Eu vou me afundar, sĂł nisso que ando pensando ultimamente. As vezes acho que a culpa Ă© de alguĂ©m ou de algo. Mas nĂŁo. A culpa Ă© minha. NĂŁo ando feliz. Ponto. NĂŁo acredito em nada. NĂŁo acredito em famĂlia. Amor. Amizade. Deus. Natureza. Paz. Vida. Vida, acho que nem isso eu tenho mais. NĂŁo me sinto viva, nĂŁo sinto nada. Foi onde cheguei a conclusĂŁo de que, todos me ajudam, mas ninguĂ©m vai entender o que eu quero de verdade. Ficar sĂł. Por que sou uma bomba, se acabar explodindo mato quem estiver por perto e Ă© assim que eu me sinto ultimamente. Eu quero me afundar. Eu quero nĂŁo sentir nada e viver pra nĂŁo sentir. Eu quero ficar sĂł sim. Por que sĂł assim, eu nĂŁo preciso me preocupar com os sentimentos de alguĂ©m. A Ășnica pessoa que eu achei que nunca deixaria de amar, jĂĄ estĂĄ sem esse sentimento. Vejo todo o sofrimento dela e nĂŁo sinto nada. O que mais me dĂłi Ă© nĂŁo chorar, se nĂŁo choro, Ă© porque nĂŁo sinto de verdade. Vivo me perguntando pra onde foi esses sentimentos. Mas quanto mais me pergunto, mas sem eles eu fico.
Nossa vida sĂł existe em Deus. Por isso que sĂł podemos existir nEle. Por isso que sĂł podemos criar, pensar, amar, decidir, nEle. Nos mover nEle. Respirar nEle. Tudo Ă© nEle, vocĂȘ negando ou aceitando. NĂłs sem Ele somos nada, e o nada que somos com Ele Ă© Tudo.
Quanto maior vocĂȘ se faz gigante, maior serĂĄ sua projeção para queda, sĂł quem se torna gigante sabe a importĂąncia da estrutura de um prĂ©dio
O encontro do menino apaixonado com dona morte
Caros colegas de classe
NĂŁo sou do sertĂŁo nascida
Por isso peço licença aos mestres
Para falar da cultura escolhida
Vou lhes contar sobre uma arte
Que também imita a vida
Essa arte com o tempo
Vem sofrendo mudanças
O cordel da nossa lembrança
JĂĄ estĂĄ nos livros e no computador
E até nas universidades,
Na mesa do professor doutor!
Mas muita gente ainda canta
Muita gente ainda gosta de pendurar
Suas histĂłrias em um varal
Pra o povo poder comprar
E quem duvida pode ir buscar
Na terra de painho que vai encontrar
Em toda minha pesquisa
Pra fazer essa lição, surgiu uma questão
Se o sapo pula nĂŁo Ă© por boniteza
E sim por precisĂŁo
E se o povo ainda canta
à porque não se cala o coração
Se num mundo com tanta tristeza
O sapo continua a pular, tenho algo a declarar
Como diria um grande mestre
Que também é grande artista
Se nĂŁo acreditĂĄssemos num futuro melhor
Ninguém iria ao dentista.
E foi pensando nisso que eu decidi contar
A histĂłria de um menino
Que botou dona morte pra correr
Lhe contanto das maravilhas
Que a vida pode ter
Magro, franzinho, briguento e calado
De cara fechada, sozinho e invocado
Vivia no sertĂŁo e morava na estrada
Brincava de bola com os meninos da vila
E quando se machucava fingia que nĂŁo doĂa.
O menino era forte, corria em disparada
Se a bola ia descendo os barrancos da chapada
Era um menino sozinho, o menino do agreste
Que conhecia todos os passarinhos
Que cantavam nesse nordeste
Ele se exibia dizendo:
Quiriri, SabiĂĄ azulĂŁo e maguari
JaçanĂŁ, Tuim, Beija flor e SaĂ
Bico-chato-de-orelha-preta
BiguĂĄ e bem-te-vi
Talhamar , Xexéu, Sacua, Siriri
Pica-pau , Mão da lua, Savacu e Sanhaçu
.
Tinha boa memoria, gostava de lembrar
O nome das belezas da natureza do seu lugar
Ele mesmo nĂŁo tinha nome
E por ser magro e nanico,
Chamaram o menino
De zézinho tico-tico
NĂŁo tinha outro nome
EntĂŁo ficou assim mesmo
Brincando na estrada,
Andando a esmo
Sonhar enquanto trabalhava a enxada
Era seu jeito de espantar o medo
NĂŁo tinha chinelo de dedo
Mas ia pra escola sem ninguém mandar
Achava ruim bronca de professora
Sem saber o que o futuro iria guardar,
Até que o menino sem pai nem mãe
Foi de vez pra roça trabalhar
Acabou-se a brincadeira nessa vida sofrida
Ele trabalhava pra ganhar
Um prato de comida
E um teto pra dormir
Com um buraco pra ver as estrelas
Depois que a noite cair.
Um dia sozinho, andando no mato
Muito cansado pelo dia de trabalho
O menino viu uma dona de preto
E como menino, se viu sozinho e com medo
A dona morte se aproximou
E de espreita ao menino perguntou:
âAinda nĂŁo estĂĄ cansado da vida?
Trabalha, trabalha e quase nĂŁo tem comida!
O que o mundo tem pra te dar
Se Ă© sozinho sem famĂlia e sem lar?
Achei boa hora vir te buscar
Anda, conhecer o lado de lĂĄâ
O menino pensou bastante
NĂŁo sabia por que vivia,
Porque ir adiante? Se nada de bom acontecia?
Mas então lembrou do céu de estrelas
No buraco em cima da cama
Tinha coisa mais bonita
Do que o céu que a gente ama?
âDona morte eu nĂŁo quero
Tem alguém a me esperar
As estrelas em cima da minha cama
Que eu tenho que espiar
E de dia tem os passarinhos e as belezura do sertĂŁo
A gente pensa que tĂĄ ruim
E depois que olha fica bĂŁo
A vida eu vĂŽ levando
Acho que tĂĄ meio cedo pra eu morre
Quero ver mais um pouquinho
As estrelas e o sol nascer
Tudo tem sido ruim
Mas eu sei que vai miora
Até jå me disse um conselheiro
Que o sertĂŁo vai virar mar
Parece que hoje em dia
TĂĄ mais pro mar virĂĄ sertĂŁo
E eu nem sei como ajudar
No meio dessa confusĂŁo
Só lhe peço dona morte
NĂŁo me leve agora nĂŁo
Eu ainda tenho que namorar
As estrelas do sertĂŁo
Te peço de coração
pois minha vida tem valor
Que ver eu lhe provar?
Posso lhe dizer com amor
As beleza desse lugarâ
E o menino pois se a falar
Do pé de laranjeira boa de chupar
Falou do buriti do caju e do sapoti
Do pequi do bacuri do umbu e do oiti
Falou da fruta pĂŁo, da manga, do cajĂĄ
E também do caju, fruta boa pra amarra
Falou da cana caiana
e da mandioca que dĂĄ farinhada
do milho do arroz e da fava
Dos coqueiros e das palmeiras
Onde a sabiĂĄ cantava
Contou do babacĂĄ e da carnaĂșba
Do tucum preto e da macaĂșba
Do voo do bem-te-vi
Que descansa e cantarola
Na palha do miriti
Ao som de sanfona e viola
O menino explicou pra morte
Que tinha muito pra aproveitar
E que nessa terra tinha sim
Uma famĂlia para cuidar
E que estava ameaçada
Precisando dele com certeza
Pois sua mĂŁe de verdade era mĂŁe natureza
Que muito tinha o ajudado
Até a mostrar pra Dona Morte
As belezas desse seu lado
âTe peço nĂŁo me leve embora Dona Morte
Pois amanhĂŁ cedo tenho que estar acordado!â
Dona morte foi-se embora
Pois descobriu o menino apaixonado
Pelas riquezas da natureza
E pelas belezas do seu estado
E hoje ele agradece por ser nordestino
E viver seu destino, nesse chão abençoado
Essa foi minha narrativa
De vocĂȘs eu me despeço
Como a mensagem positiva
De um menino muito esperto
Espero que a gente
Sempre possa valorizar
O privilégio que é a vida
Amando e cuidando do nosso lugar
Tive as piores dores...tenho os melhores conselhos.
SĂł nĂŁo acredito mais ao ponto de me entregar, mas acredito nos relacionamentos dos outros.
Muita vezes olhamos para alguém
e tomamos por julgĂĄ-la e depreciĂĄ-la.
Mas, sĂł realmente quem sabe o que
passa, ou o que sente Ă© que tem o
direito de opinar sobre si.
Se ela prefere o silĂȘncio Ă© por que
nĂŁo quer ser cansativa em narrar
sobre suas cicatrizes ou problemas.
Afinal de contas Ă© ela que terĂĄ de resolve-los.
