Almeida garrrett
Mamãe
Mamãe você foi embora
Desse mundo pro além
E apesar dá saudades
Nós aqui estamos bem
Mamãe eu ainda canto
Sua canção preferida
Mãezinha como faz falta
Seu amor na minha vida
Eu sei que você cumpriu
Na terra sua missão
A morte é inevitável
Mas dói a separação
Vou levando minha vida
Até meu dia chegar
E quem sabe novamente
Eu possa te abraçar
Esse poema esta no meu livro Poemas Variados
Não espere muito das pessoas, elas não têm o poder de adivinhar a mente, espere isso de Deus, pois Este sim conhece o seu levantar e o seu repousar!
Você disse que me quer bem e que desejas o melhor pra mim, então é só ficar comigo,pois tu és meu melhor!!
Seria sonhar demais
Passear de mãos dadas
Um beijo na despedida
Uma lágrima amparada
Um suspiro de saudade
Um sorriso no reencontro
Explosão de desejos
Exaustão no depois
Esperança nos dias ruins
Felicidade a todo instante
É de mais pedir assim?
Uma vida...
... um amor pra dividir?
O coração às vezes parece ter uma janela, que podemos fechá-la ou deixá-la aberta.
Existem sentimentos que por mais que saibamos que ele precisa dar as mãos ao tempo e partir, pois está arrancando mais lágrimas do que nos fazendo sorrir, mesmo assim a gente reluta em abrir a janela e deixá-lo ir, ver um sonho, uma esperança se desmanchar como poeira no ar, porque no fundo o destino esperado era um abraço amparado, um beijo demorado, encontro de vidas, porém nem todas as histórias tem final feliz.
Não existe mais o arco-íris e nem vai existir, a tempestade há tempo já passou, o céu está azul sem nuvens, é hora de abrir as janelas, deixar o sol entrar e a vida continuar.
Horário de verão. O garoto com dreads acorda mais cedo que eu para ver o nascer do sol, ele anda por uma pequena mata, chega ao lugar mais alto, respira o ar e expira, desfrutando o prazer da solidão necessária. Uma parte de mim parece segui-lo, parece estar com ele, pois posso vê-lo sozinho meditando, enquanto a brisa esbarra em seu corpo. Mas não estou naquele lugar decorado por folhas secas, estou simplesmente no lugar mais distante, não posso mais vê-lo; ele começa a desaparecer e uma tristeza me invade quando percebo que tudo isso é só minha imaginação, pois nunca presenciei o seu amor pelo sol. "Poderei um dia estar aí contigo?" Não sei, mas o convite que ele me fez, não esquecerei, pois foi tão marcante quanto suas tatuagens.
Talvez um botão de rosas surgindo de dentro do seu abrigo verde;Talvez uma prosa silenciosamente,ou um lindo cavaleiro indo ao seu encontro,talvez ele se coloque ao seu lado como um velho amigo tranquilo; Até que um arrebento de luz revele todo o ritmo da musica..naturalmente.
Nunca trate uma pessoa mal, às vezes essa pessoa te ver uma única vez e leva para a vida toda aquela imagem de você.
Pessoas ausentes, estranhas, vazias. Distraídas com o umbigo de fora alheio enquanto atravessam a rua ou até mesmo quando esperam a porta do ônibus abrir só pra acelerar a chegada em casa... "..Com licença vai descer no próximo? " Eu diria o mesmo.
Era segunda - feira e ela fazia bico enquanto mexia a cadeira, ao atravessar a rua. Mexia tanto que parecia cobra a rastejar, era um rebolado que não deixava a desejar. No seu olhar algo que dizia "Como eu amo o fim do dia." Me deixou mesmo intrigado aquele rebolado e a cabeça que mexia para todos os lados. Ah sim agora tá explicado não era qualquer rebolado era de uma negra mulher que confiada andava sem olhar pro lado. Ao terminar sua travessia percebi que a mulher sorria como quem dizia "Como eu amo o fim do dia."
Bora ali desentupi o esgoto perto da casa da vózinha. Sem ganhar nada, nem uma moedinha. Corre anda logo ela tá sozinha, se não vai alagar toda a cozinha. Trás rodo, vassoura, pá e luvinha, que o esgoto entupiu com uma lata de sardinha. Pega, segura, anda que a chuva tá forte e se tivermos sorte ninguém vai perder o chinelo nem a ficar esperando o suporte da prefeitura que na nossa luz deu corte. Mas depois eu te levo pra conhecer a vózinha, ela é pequinininha... Velhinha tadinha. Corre gente que a chuva vai encher a casa da vózinha.
Sem massagem, dó, nem piedade a água leva embora tudo. Sua mesa, seu amor até a sua vontade. Vontade de permanecer em pé, empurrando a água pra fora, lutando contra a vilã que mata afogada de madrugada as esperanças de quem não tem mais nada. O céu azul engana e traz um conforto parecendo que não existe mais aquele muro torto pertinho de desabar, e levar embora o que já não se tem, mas deixa a preocupação de se amanhã esse pesadelo vai acabar.
De braços abertos a espera do vento, esperando ele chegar pra abraçar meu corpo e levar embora o calor em que me encontro. Aos pouquinhos, bem devagarinho vou aprendendo a manusear essa brisa leve que me toca sorrateiramente. A decisão de fazer diferente aconteceu simplesmente porque o sistema nervoso acelerou de um forma diferente. Aqueceu o corpo e a mente assim de repente. Ouvi dizer que é raiva mas imagina só minha gente se eu perderia meu tempo me bagunçando totalmente por conta de um estressezinho bobo. Fiz o que deveria, liguei o ventilador uma vez que o vento não entrava na sala, dançava do lado de fora e ora ou outra na janela batia. Me refresquei enquanto pensava em lavar os pratos da pia uma vez que o calor não cessava e nem o vento abaixava o calor que eu sentia. Num momento eu me senti num deserto, acabou água e não tinha ninguém por perto. Foi aí que aproveitei, coloquei uma música e relaxei. Num grau tão intenso que hoje de manhã quando acordei me perguntei. Ué, onde esta o meu estresse? Onde foi que deixei?
Gostar de alguém tem peso um pouco indiferente se for comparado com o quanto é frequente o meu hábito de misturar tudo na minha mente. Minimamente garanto não sofrer com desilusões só não sou capaz de garantir deixar de amar, mesmo que isso machuque e gradualmente esteja a me matar. Fecho os olhos e me vejo lá no lugar onde quero estar, do seu lado, no nosso lar. E quando acordo quero te perguntar se você gostaria de estar comigo lá. O desafio é pra quem perguntar. O coração congelado nem insiste nessa ação. Grita, bate mais forte e machuca as veias entupidas desse sentimento, tudo em vão. Sinto o coração se transformar em concreto porque quando me abraça eu fico quieto. Querendo sair do seus braços e correr só pra não ter que passar mais uma vez pelo amor e não deixa-lo permanecer. Pra não acontecer de amanhã eu acordar com a sensação de vazio sem nem saber porque.
Por gentileza meia dúzia de bom senso, duas doses de sinceridade e um kilo de sensibilidade pra quem tiver vontade de gastar solidão ao meu lado. Naquele banquinho largado. Não tem muitas exigências, só irei pedir paciência pra não fazer confusão. Afinal nessa onda de gastar solidão é o meu coração que fica a mercê de machucar de novo em vão.
Foi estranho não me encontrar lá.
Como se até o respirar estivesse diferente.
Reparei nos olhos, na reação ao que trazia em mente.
E menti.
Dizendo que sabia quem estava vendo,
E sabia o que estava fazendo.
Era uma dor insuportável a de estar sob o mesmo convívio.
Só que agora é pior por ter que disfarçar.
Sim. Minha não vontade de aqui ficar.
Na mesma solidão inerte.
E sempre procurando algo que diverte.
Pois uma hora vai que eu concerte o anel de vidro que tu NÃO me deste.
Além do mais sei que o amor que tu me tinhas acabou.
Não porque era pouco mas por não sabermos amar.
Por isso essa mudança.
Deixei ela tomar meu lugar.
Mudar o pensamento e o jeito de andar.
Ela sabe o que faz.
Quando olhei no espelho ela parecia mais capaz.
Deixei.
Mas passou, que nem aquele papo de amor que acabou.
Assim ela fez, sumiu.
Mas vez ou outra aparece no pensamento,
Controlando o lamento e falando mal do amor.
Foi estranho porque ela falava no ouvido e eu tentava não escutar
Desde que aprendi que o tempo é marcado em horas, dias, meses e.... Me esqueci de esquecer o tempo. O estranho senhor chato que não quer nada com nada. O tempo não passa de um patrão padronizador de vontades. Organizador de loucuras, que nos prende em pequenos espaços de tempo destinados a cada coisa. E o pior é que este ladrão nos roubou a noite e a destinou para dormir ao invés de contemplar a beleza do rubro céu vez em quando estrelado, coberto de nuvens ou limpo exibindo a Lua nas suas diversas fases. A cada momento se torna mais legítimo meu amor pela luz da noite, seja a alva da lua ou a dourada dos postes, sempre acompanhadas pela brisa leve característica da noite. Eu não quero uma boa noite de sono eu quero uma ótima noite bem aproveitada sob o luar incandescente e o senhor tempo que não venha me incomodar contando os minutos que tenho pra descansar!
Prosa na rede, falando de amor e da gente, ou melhor de nossa gente que causa briga, churrasco e sorriso sem dente. Me deixem aqui pra sempre na cia. dessas loucas guerreiras compartilhando vivências, indecências e agradecendo aos céus por cada penitência.
