Almeida garrrett
Fundir
Que fazer sem tuas mãos percorrendo meus caminhos
Quentes no meu corpo tão seu
O arrepio frio do desejo do teu cheiro
Da tua boca do beijo teu
Queima sua língua na minha e quero rápido
Você em mim bem junto
Dentro fundido
Entrando
Misturando
Amando
Amando
Amando
Amando
Sentimentos
No momento nem eu mesma sei o que realmente estou sentindo, é uma mistura de sentimentos, saudade, tristeza e culpa... Sim, isso mesmo, culpa!
Muitos devem perguntar: - Mas por quê culpa?!
Culpa por ter errado tanto com quem não merecia, palavras ditas no momento de raiva, que toma toma de você sem ao menos você perceber, e quando percebe já é tarde demais.
Culpa também por ter feito as coisas chegaram à um ponto que ninguém se entende mais, as conversas já não são mais a mesma, o silêncio toma de tudo... E no momento que você percebe o mal feito, já sabe que não há mais volta.
A culpa é um sentimento tão ruim, você percebe que errou e pensa: - E agora, o que eu faço?!
Você fica sem saber o que fazer, fica perdido dentro de si mesmo.
A tristeza é um dos sentimentos que mais machuca o ser humano, em primeiro lugar é a saudade.
A tristeza faz com que você largue tudo, é um desânimo que toma conta de você, e você não consegue reagir, porque é mais forte que você, e não tem o que fazer.
Ah, a saudade... Essa sim é tirana, te pega de jeito, seja aonde você estiver.
Esse sim é o sentimento que mais machuca, e não é só em alguns, é em todos... Ninguém escapa!
Todos são dependentes da saudade, seja por um irmão, um avô, ou até mesmo por um grande e verdadeiro amor...
A saudade nos fazer enxergar coisas, faz você ficar dias e noites pensando naquela pessoa, pelo qual seu coração sofre de tanta saudade. Como seria bom se pudéssemos estar perto de quem amamos, sem de estar sofrendo tanto por causa da tal saudade.
As coisas mudam muito rapidamente, quem não sente falta daquele carinho ao acordar com voz de " preguicinha ", ou aquela brincadeira que te faz doer o rosto de tanto dar risada, que jogue a primeira pedra.
A saudade é isso, é sentir falta de quem tanto ama, sem ao menos poder estar perto, é sentir falta de um tempo que jamais irá voltar.
Aproveite enquanto há tempo, para depois não ficar debruçado sobre a janela com o coração cheio de saudade esperando a vida passar...
A fofoca é como um tanto de lama jogada no muro, pode ate não ficar grudada pra sempre mas com certeza deixará marcas.
Acho que o que acaba com um relacionamento são os erros lembrados e jogados na face diante de uma discussão.
Será possível hoje em dia viver em harmonia?
É... Com quem não repeita seus medos e alegrias?
Cada sorriso meu parece que só faz incomodar, pesando os pés e o fazendo trotar.
Deixando claro a insatisfação...
Me causa espanto, saber que tá esperando meu pranto,
Pra se sentir feliz em algum canto,
Do pensamento afetado.
Não sei o que pode se passar de fato nessa mente.
Enquanto isso eu me divirto,
E sinto a orelha arder,
E os olhos do dito cujo ferver,
Numa vermelhidão que não me assusta,
porque fuzilam querendo chorar.
Faz cara de indiferente, achando que eu tô crente que isso tudo é pra valer.
Me "dói" ver essa insistência em viver de aparência.
Mostrando uma deficiência em viver em comunhão.
Sempre tem algo pra apontar,
Um defeito pra arranjar.
E quando amanheço, no calor de cada manhã me lembro do bem que fiz em me afastar.
Hoje sei amarrar meus sapatos sem gritar mamãe. Não tenho mais janelinha no sorriso. Deixei de plantar feijão no algodão. Nem me preocupo com os monstros embaixo da cama, tão pouco insisto pra dormir de luz acesa. Larguei as canetinhas de colorir pra pegar caneta em punho e escrever minha história, de prantos e gargalhadas. Desse jeito mesmo, bem esdruxulo, com um mar de palavras que me oceaneam de sentimentos bons. Sinto falta da minha lancheira de elefante, mas continuo o mesmo falante, sonhador, carente e pequeno notável de sonhos e vontades gigantes.
DO AMOR QUE DESCONHEÇO.
Vou ver se adormeço,
Pra ver se esqueço
Essa loucura e apreço
Que sinto desde que te conheço.
Confesso ter sido travesso
E tentado a todo preço
Conhecer o seu coração.
Mas não sei se posso.
Aliás o meu à tempos lhe ofereço
E você não parece interessado.
Mas não me aborreço.
Tu me negas e assim eu te conheço.
Um novo você, um novo começo.
Hoje sigo mas ainda permaneço
Sentindo que só eu me mereço.
Mas sei muito bem e reconheço
Que todos esses versos são pra ver se te esqueço
Ou se mudo meu amor por você de endereço
Um olhar curioso, atento que desabrocha em sorriso só de pensar no quanto ainda tem pra desvendar. Dia lindo pra começar... Das coisas que fiz para o meu amor passar, aprendi a me amar.
A luta é contínua, não tem fulano que venha pra cá. Nem de carro, quem dirá a pedalar. Mas quem é daqui sabe o quanto precisa do extra do Natal, larga a família com os vizinhos e vai atrás de mais um real. Vai lá irmão garantir mais um dia com pão, ou que seja então uma onça a menos no bolso do patrão.
Não é tão difícil quanto parece, depois que eu entendi que tudo aquilo só me enlouquece, eu fechei os olhos para então em prece agradecer por todo o estresse que hoje me amadurece. Anoiteci corroído lembrando de algumas coisas que já vivi, coisas que inevitavelmente tinha que ser parte de mim. Doeu um pouco no corpo lembrar de certas histórias tanto é que o olho encheu, mas não transbordou, ficou ali inerte embaçando minha vista, minha vida. Tratei logo de limpar, pra ver um pouquinho da dor cessar. Parece que dá certo, por mais incerto que seja meu desejo de esquecer tudo que estruturou o meu novo jeito de agir. Sei lá só queria desabafar, não podia deixar de falar do quanto hoje foi intenso.
Eu to falando, volta, num saí não
Lembra o que eu disse, escuta meu coração.
Você teima demais continua errando,
Passa o dia bebendo e andando
Por aí como se não tivesse boca pra alimentar
Roupa e sabão pra comprar.
Fica aí na bebedeira esquentando a garganta
E eu aqui ouvindo nossos filho chorando atrás de janta.
Não aguento isso não, todo dia é a mesma situação
Você chega louco me mata com palavras fortes
Isso se não me ameaça de morte
Com o olho roxo e o coração destruído
Penso se você é mesmo meu marido
E imploro aos céus o dia
Em que tudo voltaria a ser como antes
Sem suas bebidas, seus desaforos e suas amantes.
Não sei se te deixo ou vou eu mesma embora
E sigo minha vida livre mundo á fora.
Mas a vida é traiçoeira e numa noite
Calma e faceira você sai e não volta mais
Me abandona mais uma vez, vira noticia no jornal
Como mais um freguês daquele bar.
Que agora na porta estão o IML e a Policia Militar.
