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Só fique triste o tempo suficiente para que tuas lågrimas reguem teu coração para nascer mais flores, mais amores.
Ninguém precisa de gente fingida, negativa ou de pouca fé, só se for para lembrar de como tudo poderia ser pior se fossemos como eles.
Posso lhe contar que o dia era sĂł mais um. Mas nĂŁo foi.
Aquela mulher era de uma beleza perturbadora. Ela não é do tipo gostosa. Essas nunca me agradaram (além do sexo). Ela é doce e intrigante. Traz um mistério por trås dos cabelos presos e uma nostalgia por trås do óculos. O sorriso é brilhante. Os passos são firmes e seguros. O andar é meigo e gentil.
Ela, com certeza, deve ter um namorado. Eu nĂŁo me atreveria a perguntar-lhe, seria um insulto fazer parte da vida dela.
Mas se não tivesse, não era por falta de opção.
Ela se despediu da amiga, e ao passar por mim, disse meu nome. Meu nome nunca havia sido tĂŁo lindo antes.
Fiquei pensando sobre ela ter decorado meu nome... Eu devo ter feito alguma merda que deve ter chamado sua atenção. Justo ela, a menina que devia ter homens belos, inteligentes, que com certeza sabem falar e enamorar uma mulher, fala meu nome.
Deve ter sido por educação ou boa memória. Algo marcou.
O que não me sai da cabeça, é o meu nome saindo da sua boca.
O que não me sai da cabeça, é a sua boca saindo com meu nome.
Mais um dia amanhecendo. A insÎnia apareceu aqui. As ideias e a vontade de viver tudo de uma só vez, também.
Ao mesmo tempo de tudo, nĂŁo sei se quero os amores. NĂŁo sei qual querer e o que decidir. As consequĂȘncias de um desabafo, nĂŁo me incomodam em nada. Exatamente nada.
Repassei minha histĂłria de vida, na conversa com um amigo. Percebi que era tĂŁo simples quando amar era somente sorrisos. Verdadeiros sorrisos.
Hoje, amar, Ă© discussĂ”es, sofrimento, algema, cadeia... E que Ă© difĂcil se manter sĂłbrio perante a vida. Perante ao amor.
Sempre nos falaram que amar Ă© o Ășnico sentido da vida. Ou que tudo vale a pena... Ou que temos uns aos outros... NĂŁo temos nem a nĂłs mesmos, amigo.
Essas briguinhas, das paixÔes, desgastam toda a corda que poderia sustentar o amor, que vem pesado e cheio de malas.
Um inĂștil, me sinto assim.
Sem capital. Esquecendo, muitas vezes, de comer. Rodeado pelo ĂĄlcool e pelos cigarros - esses que sĂŁo meus companheiros, jĂĄ me olham com cara de pena.
Realmente, digno de pena. Uma mente cheia de papeis amassados.
As lixeiras daqui, jå transbordaram. Ninguém passa para recolher o lixo. A rua é deserta, e os vizinhos (que não sei se existem) nunca atenderam aos meus pedidos de socorro.
Um homem sem esperanças, nĂŁo Ă© digno de seu tĂtulo.
Desculpa, pai e mĂŁe, mas a dor Ă© grande demais aqui. A angĂșstia de pensar, machuca o peito. Nos olhos, as lĂĄgrimas - que nunca caem - me dificultam ver a vida.
Me pego num momento em que nĂŁo sei o que sinto pela vida. Mas sim o que sinto pela morte.
Ainda bem que nem tudo faz sentido, só assim podemos refletir para nos tornar melhor e inicarmos o maravilhoso processo de mudança interior.
Estamos todos embarcados no trem da vida! Felizes os passageiros que sĂł desembarcam dele, depois de curtirem todas as paisagens e com elas tendo aprendido alguma coisa!
odair flores
Todos desejam viver por muito tempo, mas ninguĂ©m quer ficar velho, a velhice sĂł incomoda aqueles que esqueceram de cultivar a alma, regue seu espĂrito e colha os frutos, e depois distribua com vocĂȘ e seu ego, seu corpo agradece:
Hoje estou completando mais um ano de muitas bĂȘnção.
Poetize-se.
Te conto um conto, sem pontos,
Pontos dĂŁo fim,
E aqui nĂŁo hĂĄ fim,
HĂĄ sĂł a imensidĂŁo de um poeta amador.
Que clama por amor, atenção, carinho e afeto.
Afinal, nĂŁo Ă© dessas carĂȘncias que tĂȘm a nação?
Acredito num princĂpio bĂĄsico.
A mim, sĂł consegue dar quem tem.
Antes de me propores o amor ou a verdade (lealdade), terĂĄs que ter essas coisas ou pelo menos conhecer o que isso significa.
Ofélia
Tudo em ti reluz como as joias da coroa do Rei,
tudo em ti Ă© serena e calma manha,
os sonhos dos homens sĂŁo como a areia junto ao atlĂąntico
e tu és eterna entre os låbios dos poetas mesmo que adormecidos...
HĂĄ noite, tu deitastes e a lua resplandece sobre teu corpo,
de dia o sol és tu mesma quando passas,
porem nĂłs homens nos perdemos nas sombras
e falamos apenas com o coração.
OfĂ©lia doce madrugada dos apressados e dos caĂdos,
OfĂ©lia das aguas lĂmpidas e das lĂĄgrimas sinceras
porque em teu rosto existe o sonhos
dos que ainda amam e choram por ti.
Tu pode até me olhar, pensar o que quiser, mas não irå me conhecer só me olhando da cabeça aos pés.
