Novembro azul
Somos apenas alguns dos tantos outros pontinhos que já pisaram e que ainda pisarão na Terra. Ela própria, inclusive, é outro pontinho azul, no meio do nada e rodeada por uma infinitude de outros pontos.
Só uma vida
Só o amor
Um par de pês
Muita Melancolia
Minha querida
Foi você que me salvou
Você que me afundou
Uma bela visão
Uma coisa vivida
E uma composição
Um sofrimento
Uma ilusão
Um pensamento me fugiu
Uma vida
Um sentimento
Um amor
Um sofrimento
Um céu azul
Uma estrada
---MUNDO DE MENTIRAS---
Novamente chega a dor
Olho alto e penso
Que mundo tão belo!
Desmoronam minhas esperanças;
Que mundo tão belo
Mas cheio de mentiras
Por que há tanta maldade?
Quero minha inocência de volta
Dos dias de escola
Procurei achar o bem
Afundar o mal
Fazendo-o nalfragar
No oceano do esquecimento;
Porém ele não é tangível.
É como a raposa
Que corre ao perigo próximo
E assim surge com suas garras
Sobre os insensatos ignorantes.
O meu céu está azul
Deveria eu estar alegre?
Ainda assim um frio me cerca
Dentro desse azul.
No céu limpo, ecoa o aflorar
Da tempestade, os ventos
Soam como as ondas inquietas do mar.
Eu não me sinto da mesma forma que eu era, a diferença está na atmosfera! O céu é mais cinza do que azul agora, mas me preocupo com isso outra hora... Agora eu só quero tentar , para de novo eu não errar
Noite de melancolia
etéreas nuvens vestindo o infinito
um canto ecoa na imensidão
sombras indefinidas vagando pelo azul
um leve clarão de saudade
devagar a divagar a alma flutua
nos versos translúcidos de céu e mar.
Quem diria
Brinquei muito e me perdi
Certo ponto não sabia mais
O que era brincadeira ou paixão
A imensidão do mar azul me afogou
Mas me afogando sorri e quis mais
Quis me afogar nos beijos e abraços
Cheios de amor que nunca se puderam dar
A solidão de estar com você me confunde
Não sei se o perigo me ilude
A adrenalina me deixa sem saber
Se navego novamente ou no porto paro de te ver
Não sei se vou navegar novamente
Mas sei que não vou seguir a mente
Vou apenas seguir em frente
Sem olhar pra trás, sem pensar de mais
Moça, sai do telhado, não vê que é muito nova pra brincar de morrer?
Diga-me o que se passa aí dentro, o que te aborreceu dessa vez?
Desce daí e venha aqui, tenho um ombro pra lhe oferecer. Pode não ser muito, mas sei que é o que procura.
Há um Deus lá no céu que tudo vê, não se esqueça. Ele é como a mãe da gente, que nos obriga a levar um casaco pra rua porque sabe que vai chover.
Ele sabe bem o que faz, foi Ele que me trouxe aqui.
Então por favor, desça daí que a vida é uma só.
Não desperdice seu tempo com joguinhos banais, que não vão acabar com a tua dor. Isso é ilusão. Não se corte mais.
Eles tentam fazer você acreditar num mundo melhor, onde a dor não exista. Mas eu te digo aqui, “No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo”.
Então venha, eu quero te ouvir.
Não olhe pra baixo, aí é muito alto.
Desça que vou tentar te convencer, que a vida é Deus.
Ele nem sempre nos dará o que pedimos, mas nos concederá o que precisamos.
E tudo bem ser assim. Estaremos no lucro.
Sua alma é linda demais pra brincar de morrer.
Venha viver, a vida pode ser melhor. Desça pra crer,
Moço, não sou de ferro, ninguém é de ferro. Talvez eu esteja mesmo programada pra cair.
Borboleta
as circustâncias a tornaram venenosa
contra seus medos blindou-se
aparentava tranquilidade
intimamente havia ambiguidade
inerte e solitária tornou-se
reconheceu iludida em sua casa
decidiu correr o risco
rasgar sua pele para amar-se
determinada a romper o casco
radicalmente transformada entrega-se
aprendeu com sua metamoforse
criou asas para uma nova fase
Amadureceu para ser amada enfim
deslumbrante tornou-se
no primeiro voo libertou-se
Beijou o amor em seu jardim
O brilho do sol no céu
borboletou-se linda e azul
Garoto das Mãos azuis
Há algumas curiosidades que talvez você não tenha notado.
Não espero que você entenda mas...
Ok
Se você não observou direito, sou composto pelas cores primárias.
Minhas mãos são azuis, pois estão sempre frias.
Minha pele é amarela. Gosto de amarelo. Na verdade sempre gostei de amarelo. Então, sou amarelo.
Meu cabelo é vermelho. Também gosto de vermelho. Das coisas vermelhas eu nunca me esqueço me chamam muito a atenção.
Tenho olheiras e olhos fundos. Olheiras são normais. Quem não tem olheiras não é verdade?
Nenhuma cor além do preto ficaria melhor nesse fundo. Foi a melhor opção.
Não olho pra nada. Meus olhos são escuros e avermelhados meio cor de vinho se você observar melhor e chegar mais perto.
Sou estranho e sinistro. Meio bizarro eu até diria.
Sou despreso e desespero.
Sou mentira e agonia.
Sou medo e também angústia.
Sou indecisão.
Eu Sou vergonha.
Sou esperança.
Sou um tédio imenso
Não explicarei o resto se não se importa.
Sempre quero ir pra casa
Sempre quero Esquecer de tudo e tirar da minha cabeça.
Quero cair no chão e dormir
Sonhar um sonho bem doido
Um dos mais viajados que já tive
Agora observe e enlouqueça. Tente entender onde quero chegar.
Relembro o que passei nos primeiros momentos
Tenho saudades daqueles tempos
Eram bons tempos
Sabia o que estava acontecendo
Não dá pra voltar atrás
Eram momentos em que nada importava
Nada além do necessário me incomodava
Mas agora, estou no tempo em que estas coisas já se passaram e foram embora pra bem longe
Hoje, vivo tentando respirar, tentando lavar meus olhos e pensamentos de coisas que não me levam a nada, não me trazem alegria e nem felicidade, mesmo eu não existindo.
Elas pioram cada vez mais. Cada vez que vivo. Cada vez que penso no sentido das coisas.
As cores saem de mim de uma forma estranha e confusa.
Não há porquês nestas cores. Não devem haver Por quês. Quem sou eu para isso?
A vida é cheia de surpresas. Ninguém sabe quando acontecem estas surpresas. Ninguém tem uma reação muito boa enquanto a elas, ou quase não se tem reação. Ora..São surpresas!
Há comoção, tristeza, alegria, saudade, solidão ou até felicidade, mas nunca certeza de que acontecerá.
Por que as consequências tem que ser tão difíceis?
Lidar com tudo isso é um pesadelo.
Tento chorar, o choro não vem. Não há sorriso. Em tudo tem falsidade. Queria me esconder agora em um buraquinho bem pequeno e apertado, escuro e sombrio que ninguém me acha.
Como? Se sou feito de tinta misturada?
Entreguei tudo o que tinha.
Que burrice a minha de pensar que poderia esperar algo.
Fiz coisas tolas, não deveria ter feito. Não tenho coragem agora para lidar com isso.
O que há de errado comigo? Eu nem existo.
Isso não passa. Não sei o que fazer. Alguém por favor me escute. Não era isso que eu queria dizer. Eu sei que eu não existo pra você. Só quero entender. Me diga o que há de errado.
Minha cabeça lateja e se desespera.
Não dá pra entender. As vezes sou uma coisa confusa.
Por favor me dê só um minuto, preciso pensar.
Penso, penso, penso, penso, penso e não chego a lugar nenhum. Foi tudo em vão.
Me ouça uma única vez, depois nem precisa olhar mais pra mim. Ou muito menos lembrar que existo.
Calma, o que está acontecendo? Fugimos totalmente da realidade.
Me enxergue uma única vez, não pelo que faço, mas sim por um mínimo de humanidade que você tem. É difícil eu sei. Como posso cobrar algo que pra mim é impossível? Como posso ter esse egoísmo de querer trocar reciprocidades com simples seres humanos? Não existe reciprocidade.
Não existe preocupação. Não existe coração. Não existe paz. Não existe paciência. Não existem pessoas. O amor não existe. Não existe consideração.
Há exagero. Há fingimento. Há mentira. Há um silêncio muito profundo.
Preciso de ajuda e não sei como buscá-la.
Não sei mais com quem falar ou como expressar.
Uma única vez quero ser invisível. É impossível.
Queria ser quem deveria ser. Alguém totalmente diferente disso. O oposto disso.
Puts grilo! Como não penso nas consequências?
Como faço uma coisa tão estúpida?
Não pensei nas consequências. Na verdade não pensei em nada. Nada!
Não foi uma coisa simples. Pra mim não foi. Com certeza não foi. Nunca é nada.
Tenho a respiração pesada.
Calma, mas eu nem existo. Como assim? De novo!
Tenho medo. Ouço com atenção mas não guardo nada. Detesto isso. É frescura minha. Chega! Para de pensar bobagens. O caminho é esquecer e não dar bola.
Lembre-se disso: NÃO-DAR-BOLA.
Pra não precisar lidar com nada daquilo, simplesmente fuja e se isole.
Isso é covardia.
Não sou livre. Muito menos útil.
Quem sou eu pra questionar isso não é mesmo?
Preciso fazer alguma coisa certa uma vez na vida.
Por incrível que pareça, algumas vezes tenho uma cachoeira lavando meus olhos e não tem o que pare a não ser a vida.
Calma, mas eu nem existo. É impossível!
Cada vez que olho para o celular apagado, olho pra uma aberração.
Tenho as mãos congeladas. Sempre esqueço de que não posso ser normal.
Isso você não poderia mesmo esperar de mim nunca na vida.
A normalidade.
Há uma loucura lacrada de tamanha anormalidade em mim, a ponto de eu pensar em uma única coisa apenas, durante dias, meses, anos... até chegar um ponto de eu mesmo falar: "Chega já!"
Essas coisas são vermelhas.
Então, quando isso acontece, tudo derrete e desaba.
Fico observando cada detalhe atentamente. Leio e releio a descrição com a esperança de perceber algo que eu não tinha percebido antes.
Mas, nada muda. A doença incurável cresce monstruosamente a cada minuto.
Chega!
Não estou entendendo mais nada.
Simplesmente não entenda. Acabou.
Sou apenas o garoto das mãos azuis.
Há coisas que esqueci.
Há coisas que fiz.
Há erros que cometi. Muuitos e muitos erros que cometi.
Há escolhas que fiz.
Há coisas que pensei e acabei não fazendo.
Há coisas que fiz mas que não eram pra ter sido feitas.
Há coisas que deixei de fazer e eram pra ter sido feitas.
Há coisas que perdi e que ganhei
Há atitudes egoístas e também sinceras
Algumas até involuntárias
Decisões difíceis que pareciam ter só um único caminho. O caminho da decepção, angústia e tristeza.
E, todas essas coisas se resumiram a uma única coisa. Uma coisa muito simples. Se eu te dissesse o quão simples...
Mas, você não entenderia. Eu sei disso pois, até agora você não entendeu. É complicado.
Não posso simplesmente...
Busco incessantemente entender essa única coisa. Essa coisa contraditória, que é simples e também complicada.
Essa coisa resumida está sobre tintas e tecidos. Está sobre brancos, amarelos, vermelhos, azuis e pretos. Mãos insensíveis, grandes e suadas, pinceladas delicadas e também apressadas. São dias diferentes e cansativos, mas calmos...são os meus prediletos.
Astronauta Perdido
O universo do meu verso
São as estrelas sentinelas
Que revelam as minhas preces
E calam as minhas dores
Choque cósmico, é uma explosão
Meu coração em pedaços
Perdido sem deixar rastros
Pronto para partir em vão
Foguete, me tire desse pesadelo
Me leve para a terra dos sonhos
Onde não há flagelo, onde não há duelo
Escondido nesta poeira cósmica
Vejo apoiado neste raio solar
Este pálido ponto azul, nele a esperança de um novo lar
Não me vou livrar disso - dessa mentira envenenada dos venenos que podem aniquilar-nos - queria estar na minha Primavera e o céu ser apenas azul claro.
