Sinclair lewis
O tempo,
que um dia foi quente
como o abraço de uma mãe,
aprendeu a ser frio —
uma noite de inverno
sem estrelas para guiar.
Sempre soube:
não existe para sempre.
Mas não imaginei
que o fim chegaria tão cedo,
nem que a solidão
soubesse meu nome
tão rapidamente.
Era o mesmo lugar,
a mesma paisagem,
mas o mundo muda
quando as estações mudam
e as pessoas também.
O que antes era riso
agora pesa no peito,
memória que fere,
sorriso que dói.
Disseram que
o “felizes para sempre” acaba.
Eu ouvi,
mas não acreditei.
O frio tocou meu rosto
como um despertar brusco,
um tapa da realidade.
Acabou.
De verdade.
E só então entendi:
promessas sem ação
são vazias,
e ninguém vence
uma guerra
lutando sozinho por amor.
Achei que eu estivesse apaixonada
Eu realmente achei que te amava
Mas a cada palavra dura que você soltava
Eu lembrava do porquê minhas dúvidas ficavam
Eu mandava mensagem primeiro
Você respondia sempre com tédio
Eu tocava, buscava o jeito
E você parecia em constante receio
Me disseram que intensidade não vale a pena
Mesmo assim, jurei que você fosse minha princesa encantada
Por que eu não notei antes?
Dizíamos ser amantes
Mas éramos tão distantes
Eu me perdi focando em poucos instantes
Eu não te odeio, de verdade
Só não reconheço quem você foi pra mim
Achei que você fosse meu recomeço, minha chance
Mas me iludi — e esse foi o fim.
Percebi minhas pupilas dilatarem
sempre que penso em você,
sinais que o corpo tentou me dar
e eu fingi não perceber.
Meu corpo arrepia ao te ver,
mesmo tentando disfarçar,
eu deveria ter entendido
antes de te deixar escapar.
Era amor no que eu não disse,
no que deixei pra depois,
achei que o tempo esperava,
mas ele nunca esperou nós dois.
Agora resta essa aflição
de um amor que acordou tarde demais,
eu te perdi antes de você saber
e não voltará jamais.
Às vezes me pego rindo pro nada —
é que pensei em você, pode ter certeza.
Pensei em como é linda,
como um quadro renascentista.
Depois, lembrei da sua voz,
mais doce que qualquer melodia de Cazuza.
Aí vieram nossas conversas,
e um frio bom percorreu minha barriga.
Soltei uma risada tão genuína
que pareci criança vendo o coelhinho da Páscoa.
No fim, percebi: você não sai da minha cabeça
Eu te odeio.
Odeio seus olhos — esse brilho indecente,
como se não tivesse feito nada,
como se eu não fosse o acidente.
Odeio seus cabelos — leves, ao vento,
caindo no lugar com perfeição,
enquanto em mim só sobrou desalento
e um nó permanente no coração.
Odeio seus lábios — precisos, cruéis,
sussurrando promessas rasas demais,
palavras bonitas, verdades infiéis,
que ficaram presas nos meus finais.
Eu te odeio,
porque tudo em você ainda encanta,
mesmo depois de ferir.
E talvez esse ódio que eu canto
seja só amor
que eu não consigo admitir.
Por que você não ficou?
Você prometeu…
Prometeu que não ia desistir,
que ia lutar, que ia insistir.
Prometeu que não ia me deixar,
que ia ficar, que ia me amar.
Eu tentei tanto te fazer voltar,
mas foi você quem decidiu soltar.
Eu fui tão irrelevante assim?
Foi por isso que escolheu esse fim?
Você me magoou, eu sei,
mas mesmo assim você prometeu —
e eu acreditei.
Eu ainda te quero,
me sinto patética, confesso.
Ainda sinto sua falta,
mesmo você deixando claro
que não sente a minha.
Não importa quantas pessoas eu beijei,
com nada isso se compara, eu sei.
Caminhar de mãos dadas com você
era tudo o que eu queria reviver.
Eu também errei, eu sei,
mas quem viu as noites que chorei?
Quem ouviu meu peito em dor?
Quem sentiu o peso do amor?
Você realmente se importa?
Ou tudo isso foi só uma história torta?
Sonhei com um amor sereno, quase cais,
encontrei ondas cruéis, altas demais.
Tentei ficar, tentei não me perder,
mas amar virou aprender a morrer.
Entre versos, naufrágios e solidão,
só o tempo me salva desse mar no coração.
Viva, viva o meu mundo sem cor,
a minha existência só me trás dor .
Nasci em um mundo que tinha o dever de me fazer feliz,
mas tive a má sorte de nascer de um jeito que eu quis.
O mundo até que me deu oportunidade de ser feliz com os meus defeitos,
mas eu tenho medo de fazer amizade e, em algum momento descontraído,
eu ouvir eles falarem mal do meu jeito.
Tive uma outra oportunidade de ser feliz com uma pessoa incrível,
mas minha falta de autoestima desconfigurou o nosso destino.
Talvez seja melhor eu viver em um quarto trancado,
sem falar com ninguém,
até porque eu sou um lixo, também não vou me importar com mais ninguém.
Já amei muitas pessoas ao decorrer da minha vida,
mas entre tantos, eu sou como uma cadeia vazia,
sem nada de interessante para prender alguém na minha vida.
As pessoas me trataram como uma bengala de um cego,
quando elas não precisaram mais de mim, me jogaram no ferro-velho...
Só quem pode amar e ser amado é gente que é considerada atraente, porque a aparência conquista o nosso coração e engana a mente. Quem é considerado feio ainda é obrigado a viver sorrindo, mesmo com tristeza nos olhos de um amor não correspondido.
Tu és a flor mais bela do meu jardim, entre bilhões de borboleta colorida, você foi a única que sorriu pra mim.
Cada passos do meu caminho você chorou e sorriu comigo.
Você prometeu ficar comigo por resto da vida, mas na primeira oportunidade você me trocou por outra pessoa mais bonita.
Foi bom ter ti conhecido, apenas tô seguindo adianta, triste e sorrindo, pena que você não passava de um caso perdido.
Eu sou um cara foda e não dependo de ninguém, eu conquisto minhas coisas sem precisar de ninguém.
Eu não tenho ego e não preciso humilhar as pessoas pra ter confiança, eu construí minha confiança com dedicação sem arrogância.
Cada objetivo de vida eu tô me aproximando, enquanto uns falam ser impossível eu tô na minha só conquistando.
O que os outros vão pensar de mim, não me interessa mais, até porque encontrei minha felicidade, enquanto muitos brigam pela paz.
Eu sou um deus do meu universo imaginário, sigo a vida adiante com uma mente revolucionário...
Meu corpo é um gabinete de um computador, e a minha mente é as peças todas com um baita processador...
O teu sorriso encantou as sete chaves do meu do meu paraíso. Gostei muito de sentar ao teu lado e te ver sorrindo.
Cada minuto contigo foi diferente das que eu já conversei. É impressionante o quanto o universo uniu a gente de uma forma que eu não sei.
Talvez te amar vai curar todos os meus traumas do passado. Me sinto confortável só de ter você do meu lado.
tua mente pode até viver no passado, mas o meu coração vai continuar te amando até nos teus momentos mais trágicos.
Alguém machucou teu coração pra que você sofresse de amor, mas ele se esqueceu que existia um cara legal que ia amar te com bastante amor.
Eu consigo sentir o universo no teu sorriso, ele brilha muito quando você faz aquela expressão de sorriso.
O teu sorriso é tão valioso que você me deixou ele de presente para iluminar o meu dia mais intenso.
Você instalou dois pares de faróis nos meus olhos para clarear a estrada do nosso destino.
A luz dos teus olhos é tão precioso que você a parcelou em três vezes no cartão de crédito, para deixar claro o quanto você me ama.
Você veio com um lápis e um papel branco na mão, com o sorriso lindo que você tem, pegou na minha mão e me convidou pra escrever o nosso futuro.
Você reduziu teu gráfico pra se encaixar perfeitamente na minha resolução.
você não é professora, mas me ensinou direitinho a te amar de verdade.
a tua beleza me atraiu com a força do teu olhar, e tua personalidade me conquistou com a força do teu sorriso.
um limão pode ser até azedo, mas com bastante açúcar ele vira uma boa limonada.
Deus teve que abaixar um pouco da tua altura pra crescer teu coração
enquanto alguns precisa de um cotonete pra limpar os ouvidos, eu só preciso de você para limpar a minha alma.
você é como uma borracha que me ajudou apagar todos os meu erros e traumas do passado.
eu não sou arquiteto, mas eu quero reconstruir teu coração para que possa ser só meu .
Do que seria o céu sem tua graça?
Nada, eu suponho.
Pois tu és luz — é alívio.
Teu corpo é abrigo onde minha alma deseja repousar.
Teu sorriso é sol, que faz tudo iluminar.
Tua voz é o sonho do qual quero sempre lembrar.
Admiro cada detalhe daquela que é minha — meu olhar foi feito só para contemplá-la.
Tua presença é minha única alegria
nesta vida que tanto pesa
Por ti ando, por ti respiro, por ti existo.
E então me pergunto:
como esta alma solitária viveria sem tua doce presença?
Por isso insisto:
do que seria o inferno com tua graça?
Tudo, eu suponho.
És deslumbrante, estrela caída,
expulsa do céu, mas plena de vida.
Tão radiante que o firmamento não suportou,
e foi na Terra que teu brilho repousou.
Carrega em si uma luz verdadeira,
nascida do íntimo, pura e inteira.
Não depende de nada, nem de ninguém,
é chama eterna que sempre convém.
Tua beleza é etérea, serena canção,
suave qual pena em lenta ascensão,
sagrada qual lágrima em prece de Deus,
um mistério guardado nos olhos teus.
És tão bela quanto a risa infantil,
quanto a sinfonia que toca sutil.
E entre todas as mulheres que eu já vi,
nenhuma jamais se compara a ti.
Deus certamente não estava fazendo uma experiência com minha fé nem com meu amor para provar sua qualidade. Ele já os conhecia muito bem. Eu é que não. Nesse julgamento, ele nos faz ocupar o banco dos réus, o banco das testemunhas e o assento do juiz de uma só vez. Ele sempre soube que meu templo era um castelo de cartas. A única forma de fazer-me compreender o fato foi colocá-lo abaixo.
O cristianismo concorda com o dualismo em que o universo está em guerra, mas discorda que seja uma guerra entre forças independentes. Considera-a antes uma guerra civil, uma rebelião, e afirma que vivemos na parte do universo ocupada pelos rebeldes. Um território ocupado pelo inimigo – assim é este mundo. O Cristianismo é a história de como o rei por direito desembarcou disfarçado em sua terra e nos chama a tomar parte numa grande campanha de sabotagem. Quando você vai à igreja, na verdade vai receber os códigos secretos mandados por nossos amigos: não é por outro motivo que o inimigo fica tão ansioso para nos impedir de frequentá-la. Ele apela à nossa vaidade, preguiça e esnobismo intelectual. Sei que alguém vai me perguntar: ‘Você quer mesmo, na época em que vivemos, trazer de novo à baila a figura do nosso velho amigo, o diabo, com seus chifres e seu rabo?’ Bem, o que a ‘época em que vivemos’ tem a ver com o assunto, eu não sei. Quanto aos chifres e ao rabo, não faço muita questão deles. Quanto ao mais, porém, minha resposta é ‘sim’. Não afirmo conhecer coisa alguma sobre a aparência pessoal do diabo, mas, se alguém realmente quisesse conhecê-lo melhor, eu diria a essa pessoa: ‘Não se preocupe. Se você realmente quiser travar relações com ele, vai conseguir. Se vai gostar ou não dessa experiência, isso é outro assunto.
Deus torna homens em servos, e estes servos em filhos, de modo a serem no final reunidos a Ele, não como 'almas absorvidas', mas como indivíduos aprimorados, desfrutadores de todo o deleite e prazer que a presença de Deus proporciona.
Se voce não sabe para onde ir, qualquer caminho serve.(Lewis Carroll)
A vida nos oferece sempre inúmeros caminhos e de fato é muito importante sabermos aonde queremos chegar, para assim tomarmos o rumo certo.
QUANDO FRANKL ENCONTROU C. S. LEWIS
Imaginei certa manhã que Viktor Frankl e C. S. Lewis estavam sentados diante de uma velha janela. Do lado de fora, a vida seguia indiferente: pessoas apressadas, folhas levadas pelo vento, alguma coisa começando enquanto outra terminava. Sobre a mesa, apenas duas xícaras de café e uma pergunta antiga demais para pertencer a qualquer um deles: por que continuamos quando a vida dói?
Frankl olhou demoradamente pela janela. Ele conhecia um tipo de sofrimento que poucas palavras seriam capazes de carregar. Tinha visto o homem perder nome, liberdade, família, dignidade e quase tudo aquilo que acreditava possuir. Ainda assim, aprendera que, mesmo quando não podemos escolher nossas circunstâncias, alguma coisa dentro de nós continua procurando uma razão para permanecer.
Lewis permaneceu em silêncio. Também conhecia a dor. Sabia que a fé não impede que o coração se despedace e que acreditar em Deus não significa receber explicações para todas as perdas.
— Talvez — pensei ouvindo aquele silêncio — o sofrimento não faça perguntas sobre aquilo em que acreditamos antes de entrar em nossa casa.
Frankl pareceu concordar.
Para ele, a questão não era perguntar apenas por que a vida havia permitido determinada dor, mas descobrir o que ainda poderia ser feito com a existência depois dela.
Lewis acrescentaria outra inquietação: talvez algumas respostas estejam além daquilo que conseguimos compreender enquanto estamos dentro da própria história.
E então percebi que os dois, apesar de caminharem por estradas diferentes, chegavam perigosamente perto de uma mesma porta.
Frankl chamava aquilo de sentido.
Lewis talvez chamasse de esperança.
Um procurava aquilo que permite ao homem continuar mesmo diante do absurdo da dor. O outro procurava aquilo que existe além daquilo que os nossos olhos conseguem alcançar.
Fiquei pensando nos dois e compreendi uma coisa: talvez a vida nunca tenha prometido explicar-se completamente.
Existem perdas que não compreenderemos.
Existem despedidas para as quais nenhuma filosofia será suficiente.
Existem noites em que até a fé parece falar muito baixo.
Mas talvez viver não seja receber todas as respostas.
Talvez viver seja descobrir uma razão para levantar quando algumas respostas nunca chegam.
Frankl encontrou essa força no sentido.
Lewis encontrou-a também na esperança de que nossa história seja maior do que aquilo que conseguimos enxergar.
E nós?
Talvez estejamos exatamente entre os dois.
Carregando nossas cicatrizes, nossas perguntas, nossos amores e nossas ausências, tentando compreender por que algumas coisas aconteceram e outras jamais acontecerão.
Até percebermos que a pergunta mais importante talvez não seja:
“Por que isso aconteceu comigo?”
Mas:
“O que farei com a vida que ainda permanece em minhas mãos?”
E naquele instante imaginei Frankl olhando para Lewis, Lewis olhando novamente pela janela e nenhum dos dois dizendo mais nada.
Porque algumas perguntas não foram feitas para receber uma resposta.
Foram feitas para nos ensinar a viver.
