Sinclair lewis

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‎"-A águia tem razão - disse Lorde Digory - Ouça, Pedro. Quando Aslam disse que vocês nunca mais poderiam voltar a Nárnia, ele se referia à Nárnia em que vocês estavam pensando. Aquela, porém, não era a verdadeira Nárnia. Ela teve um começo e um fim. Era apenas uma sombra, uma cópia da verdadeira Nárnia que sempre existiu e sempre existirá aqui, DA MESMA FORMA QUE O NOSSO MUNDO É APENAS UMA SOMBRA OU UMA CÓPIA DE ALGO DO VERDADEIRO MUNDO DE ASLAM. Lúcia, você não precisa prantear Nárnia. Todas as criaturas queridas, tudo o que importava da velha Nárnia foi trazido aqui para a verdadeira Nárnia, através daquela porta."

As Crônicas de Nárnia p. 729

"A verdade, porém, é que os maiores males e crimes são criados, arquitetados e executados em escritórios bem limpos, atapetados, refrigerados e bem iluminados por homens de colarinho branco, unhas bem cuidadas; estão sempre bem barbeados e jamais precisam elevar seu tom de voz"

Para a tarefa mais elevada de ensinar coragem e paciência, jamais fui tolo o bastante para considerar-me qualificado, nem tenho qualquer coisa a oferecer aos meus leitores exceto minha convicção de que quando é preciso suportar a dor, um pouco de simpatia humana tem mais valor do que muito conhecimento, um pouco de simpatia tem mais valor do que muita coragem, e a menor expressão do amor de Deus supera tudo.

Deveria haver coisas que desejaríamos fazer e não podemos porque nosso gasto com a caridade as impossibilita

Não existe investimento seguro. Amar é ser vulnerável. Ame qualquer coisa e seu coração irá certamente ser espremido e possivelmente partido. Se quiser ter a certeza de mantê-lo intacto, não deve dá-lo a ninguém, nem mesmo a um animal. Envolva-o cuidadosamente em passatempos e pequenos confortos, evite todos os envolvimentos, feche-o com segurança no esquife ou no caixão do seu egoísmo. Mas nesse esquife - seguro, sombrio, imóvel, sufocante - ele irá mudar. Não será quebrado, mas vai se tornar inquebrável, impenetrável, irredimível. [...] O único lugar fora do céu onde você pode se manter perfeitamente seguro contra todos os perigos e perturbações do amor é o inferno.

C. S. Lewis
Os quatro amores (1960).

eu preciso logo ver seu sorriso, acabar com todas as minhas curiosidades.. te abraçar até que o tempo pare eu quero levar broncas ao teu lado eu quero sorrir e chorar contigo e depois repetir tudo novamente, sabe o por que? porquê cada segundo contigo vai ser precioso e crucial cada momento contigo vai ser considerado perfeito mesmo que não seja bom e tudo vai valer a pena se for vivido com você, eu te amo.

Toda vez que você fracassar, ele o colocará novamente em pé. E ele tem perfeita consciência de que seus próprios esforços não o aproximarão em nada da perfeição. Por outro lado, você tem de saber desde o princípio que a meta rumo à qual ele o dirige é a perfeição absoluta; e não existe poder algum no universo, exceto você mesmo, que possa impedi-lo de conduzir você a essa meta.

"(...) O que temos não é o “direito de esperar” mas uma “expectativa razoável” de sermos amados pelas pessoas mais próximas, se nós e elas somos mais ou menos comuns. Talvez, porém, não sejamos. É possível que sejamos intoleráveis. Quando somos,a “natureza” trabalha contra nós. Isso ocorre porque as mesmíssimas condições de intimidade que tornam possível a Afeição também tornam possível - e com a mesma naturalidade - uma repulsa peculiarmente incurável; um ódio tão imemorial, constante, unilateral e às vezes inconsciente, como a forma correspondente de amor.

"...nossa imitação de Deus nesta vida - ou seja, nossa intencional, ao contrário de todas as semelhanças que ele imprimiu em nossas naturezas ou estados - deve ser uma imitação de Deus encarnado; nosso modelo é não somente o Jesus do Calvário, como também o Jesus da carpintaria, das estradas, das multidões, dos apelos clamorosos e oposições furiosas, da absoluta falta de paz e privacidade, das interrupções. Pois isso, tão estranhamente diferente de tudo o que se pode atribuir à vida divina em si mesma, aparentemente não apenas se assemelha a ela, mas é a própria vida divina operando sob condições humanas."

Mesmo na literatura e na arte, nenhum homem que se importa com a originalidade vai ser original: quando você simplesmente tenta dizer a verdade (sem se importar quantas vezes tem sido dita antes), você vai, nove em cada dez vezes, tornar-se original sem nunca ter notado.

Não seria medonho se um dia, no nosso mundo, os homens se transformassem por dentro em animais ferozes, como os daqui, e continuassem por fora parecendo homens, e a gente assim nunca soubesse distinguir uns dos outros?
C.S.Lewis

⁠Os maiores males do mundo não serão realizados por homens armados, mas por homens de terno sentados atrás de mesas.

C. S. Lewis
The Screwtape Letters (2013).

Nota: Trecho modificado do prefácio do livro "The Screwtape Letters".

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todos pensam que o perdão é uma linda ideia, até que tenham de perdoar alguém

Onde os homens estiverem proibidos de honrarem um rei, hão de honrar milionários, atletas ou estrelas de cinema; até famosas meretrizes e bandidos. Porque a natureza do espírito, como a natureza do corpo, servir-se-á; neguem-lhe comida e beberá veneno.

C. S. Lewis
Equality. The Spectator, 27 ago. 1943.

⁠Andar fora da Vontade de Deus é ir a lugar nenhum.

31 de outubro
Você nem deve mais lembrar do significado
Você se declarou no fim da tarde
E eu me calei, fraca, quase covarde
 
Eu estava tão nervosa naquela hora
Mas tudo isso soa patético agora
 
Eu amadureci
Cresci
E você segue na mesma insensatez
Cadê aquela sua tão famosa lucidez?
 
Você fingiu ser quem não era
Prometeu, encenou, e depois foi embora
 
Doeu
Mas saiba: você me perdeu
 
Perdeu alguém que moveria montanhas
Que estaria ali todas as manhãs
Alguém que te amaria na pior fase
E não fugiria atrás de um disfarce
 
Agora aguente sustentar essa farsa fria
Você está fadada a fingir dia após dia
Tudo porque não conseguiu ver claramente
O que tinha nas mãos — de forma evidente
 
Eu faria tudo
Agora fique no mudo

Eu almejo
Mas não ajo


Eu amo
Mas não exijo


Eu fico aqui
Fingindo que não dói
Fingindo que não sinto
Como se o vazio não falasse comigo


Lembrando do que nunca aconteceu
Esperando o que nunca existiu

Num dia de sol, num parque em flor,

Cercado por risos, calor e amor,

Uma garota de alma tão pura,

Viu algo no chão que pedia ternura.



Um corvo caído, sujo e ferido,

De olhar apagado, peito oprimido.

Os outros diziam: “Não toque, não veja,

Ele vai te ferir, trazer só peleja.”



“Esse corvo é livre, não sabe ficar,

Mesmo se curado, vai te abandonar.

Leva doenças, te fere em vão,

Não merece abrigo, nem teu coração.”



Mas ela, teimosa, quis insistir,

Achou que amor pudesse redimir.

Cuidou com carinho, limpou sua dor,

Mesmo sendo arranhada sem pudor.



Com dedos sangrando, ainda assim sorria,

Mesmo quando a alma já não resistia.

Ignorou alertas, deixou-se doer,

Acreditou que amor pudesse o corvo deter.



E então, num dia tão claro quanto o primeiro,

O corvo se ergueu, virou passageiro.

Abriu suas asas, cortou o céu,

Sem olhar pra trás, sem um gesto fiel.



Não foi por maldade ou falta de afeto,

Mas o corvo é assim — livre, inquieto.

A garota ficou, com o peito em pedaços,

Percebeu que amor demais também deixa espaços.

São Paulo, 02 de junho de 2025


Para meu amor secreto,





Tenho pensado — com inquieta frequência — em tuas faces rosadas.


E me pergunto: por quê?




Por que tua risada calorosa ainda ecoa mesmo no silêncio?


Por que tua voz gentil persiste em minha mente como um doce tormento?


Por que teu suave cheiro dança no ar que respiro?


Por que teu sorriso surge no instante em que fecho os olhos?


E por que teu olhar intenso me causa profundos arrepios?




Tenho imaginado — com covarde frequência — como seria tua quente companhia a me agraciar a cada dia,


e teu corpo macio a se entrelaçar ao meu a cada noite.



Sim, teu belo rosto habita meus pensamentos —


a cada abrir e fechar de olhos, a cada maldita batida deste meu coração condenado.



Sim, estou condenada a viver por ti, mas não contigo.


Condenada a amar-te em segredo.


Condenada a não tê-la.


Condenada a vê-la amar outra.




E agora, nesta noite fria, escrevo uma carta que jamais lerás,


enquanto minhas lágrimas rolam.


Pois tu jamais me amarás.

Eu me apaixonei pela lua.
Me perguntam por que não consigo seguir em frente.
Eu também não sei.
Talvez porque seu brilho me guiou quando tudo estava escuro,
porque sua aura me aqueceu
quando eu tremia por dentro,
porque sua beleza me hipnotizou
sem pedir permissão.


Eu me apaixonei pela lua.
Mas o que antes parecia tão perto
se tornou distante demais.
Eu tento esquecê-la, de verdade, eu tento,
mas basta olhar para o céu
para lembrar que não posso tocá-la.
Dói tanto —
e ela nem parece se importar.
Ela não se importa, apenas brilha para outros.
Por que eu não posso ser única,
uma única vez?
Por que ela me fez amá-la tanto
se no final iria embora?


Eu me apaixonei pela lua
e, nesse processo,
parei de gostar de mim.
Amei demais e esqueci que existo.
Ela continua entre as estrelas, brilhando,
intocável.
Por que eu me apaixonei pela lua?
Não era óbvio que ela nunca seria minha?
É a lua, afinal.
Ela nunca me pertenceu
e nunca vai pertencer.