Camila heloíse
Viver aqui é como começar uma festa, onde só para mim nao tem fim, todos chegam.. todos vão, e só eu fico.
E é bem nessa situaçao vulgar da historia que ele entra, entra literalmente em mim, desde o sentido mais mais doce e aceitavel, ao mais gostoso e amoral.
É o seguinte senhor "Cortex pré frontal", com tantos tipos de masoquismo para se ter, o meu tinha que ser "masoquismo emocional" !?!
O bom em ter essa idade e pelo menos 16 decepções amorosas,
é que você se apaixona todos os dias, faz uma saudade a cada esquina, desama a cada despedida e ainda tem tempo sobrando para o tal do amor próprio. O ruim tambem.
Amo muito, sorrio muito, vivo muito e me decepciono muito ... porque arriscar pouco é arriscado demais!
A cada erro cometido uma lição é aprendida. Eu errei e eu realmente aprendi, só não quero errar com certas coisas, certas coisas são boas demais para servirem de lição, para virarem um erro.
Leve a vida como uma caminhada na praia. Sabe as pegadas que nós deixamos para trás? Ela é o passado, quanto mais fundas elas forem mais doloroso foi seu passado, mais não importa a profundidade, com o tempo ela some, as ondas passam e fazem elas desaparecem. O presente, ele é você… Caminhando ao lado das ondas que são os problemas, as vezes você foge deles, e as vezes você os enfrenta, e passa por elas sem esforço. O futuro ? É simplesmente tudo que esta na sua frente, o sol pode ser a sorte, ele pode aparecer com intensidade, brilhando forte! Ou fraquinho, apenas para abater o frio, que é tristeza e solidão, e as vezes o sol nem aparece, e o frio predomina. Sabe as ostras ? Aquelas que tem perola dentro, então, elas são os milagres na nossa vida, eles são raros, inacreditáveis, e é quase impossível serem encontrados. E as pegadas das outras pessoas que você cruza no seu caminho, talvez, só talvez, muito improvavelmente signifique alguma coisa… E aquele lugar no final da praia que sempre tem uma linda paisagem é a nossa morte, e agente só continua caminhando pra finalmente descobrir oque tem no final da praia.
"(…) Não jure amor eterno, se sua eternidade for somente até amanhã. E não seque minhas lágrimas, se algum dia você também as fizer correr pelo meu rosto."
Sorte que carrego comigo intuição,
Sorte que carrego comigo um “Q” de artista,
Nasci assim, essa criatura difícil de esquecer,
Mas se esqueço, nem noutra vida quero rever.
Que caia essa garoa boa
Sobre minha face doida.
Que meu amor no silêncio de um olhar,
Me aperte as coxas e a alma toda...
Ah, quero ficar...
Anseio caminhar...
Preciso aceitar,
Que sua, o destino me fez,
Que sua vou ser outra vez...
saber viver não se aprende ao nascer e ser feliz e realizado são pra poucos, não é um dom que Deus sai distribuindo pra qualquer um!
"Eu não sei o que eu quero. Eu sei que quero. E não quero muito e nem quero pouco. Porque o pouco eu já tenho e muito é pouco pra mim. E eu quero mais. Não quero reviver. Eu quero viver o novo, quero viver o irrepetível! eu quero descobrir, quero encontrar, eu quero viver mais. Eu quero desvendar, desbravar, ultrapassar limites... Quero o diferente, o louco, o amedrontador, o impossível! Não quero o mesmo. Não quero o alcançável e nem o obvio. Gosto de profundidade, gosto do escuro, gosto do tentador. Gosto das caminhadas mais longas, dos pisos mais escorregadios, dos mares mais profundos, dos picos mais altos! Gosto de arriscar, de tocar o improvável, de encontrar o inabitável. Eu quero muito...eu quero o meu avesso! Não me venha com pouco... não me contento nem com o muito, quem dirá com o pouco, com o mais ou menos, com o possível! O meu desejo vai além! Além do meu imaginável. O imaginável é previsível! Eu não quero a sombra, eu quero o sol! Quero o quente, quero o frio...nunca o morno! Porque morno?? O morno me da vômito!!"
"Momentos! Momentos são relances! Relances de felicidade, relances de tristeza, de medo, de coragem. Momentos são eternidades momentâneas. Nando Reis descreve claramente a grandeza de um momento em um verso de sua canção. “ eu trocaria a eternidade por essa noite”. Queria ter a sutileza de descrever um momento. Não qualquer momento, mas aquele momento em que você não se importaria de revivê-lo pelo resto da sua vida. Descrevê-lo como uma lágrima descreve uma tristeza e como a mesma lágrima pode descrever a felicidade. Insensível aquele que ao ver a lágrima escorrer, tem a frieza de se perguntar se são lágrimas de tristeza ou de felicidade. É tão obvio, tão perceptível, tão transparente e claro, que é indiscutível o sentimento atribuído àquele momento!
Queria poder me expressar dessa maneira. Transparente e fiel ao momento! Cada segundo transformado em momentos! Segundos esses que me fariam viver uma experiência inteira. Não me importaria dar-lhes minha vida, pois eles bem me valeriam ela!
Descobri que odeio fotos! Mas, pior que descobrir que não se conseguiu capturar a beleza e a verdade de um grandioso momento, é descobrir que isso nunca será possível....E isso me dói. As fotos desvalorizam os momentos! Tive a ingenuidade de pensar que, se meus olhos tirassem fotos, as fotografias sairiam mais belas, me esquecendo do pigmento, do sentimento e da emoção de cada olhar. Poderia ser que a junção de fotos, com uma belíssima canção, e uma tentativa frustrada de descrever em palavras toda aquela experiência, diminuísse a precariedade delas!
Mesmo assim, ainda não seria eficaz, não conseguiria chegar perto do momento experienciado! É por isso que amo livros! Eles são diferentes das fotos. Descrevem o momento detalhadamente e cuidadosamente. Eles o levam até o momento, e quando se da conta, você já se lambuzou, e saciou toda a sede que tivera. Consegue-se sentir o gosto do vinho na boca, o ritmo da música, o ruído do vento!
Admiro aqueles que o conseguem fazer. Eu não consigo! E isso me mata por dentro. Queria poder cuspir, arrotar, vomitar, aquele momento, aquele dia, a minha experiência... Mas, só os poetas o fazem bem, o resto escreve."
"O que me entristece todos os dias ao acordar, é saber que o mundo é grande demais pra uma vida degenerativamente curta. Não consegui até hoje, entender essa lógica de Deus! Mas fico completamente agradecida e feliz com Ele, por ter me feito enxergar bem cedo, a necessidade de se correr contra o tempo! E o quão é gostoso e prazeroso fazer isso! Descobrir que o mundo é grande tão cedo e todo seu! Não sou uma pessoa viajada, conhecedora de culturas, de clima e vegetação e nem de bons vinhos. Muito menos sei jogar tênis ou xadrez! Não conheci um décimo das pessoas e dos lugares que quero conhecer. Mas, com o pouco que eu tive, me impressionei, sonhei, chorei, experienciei e vivi! Sem demasias, hoje eu sei que o mundo é grande! Não que eu não soubesse disso. Eu já sabia! Afinal, quem não sabe disso? Um menino de 7 anos de idade sabe disso! A primeira coisa que lhe é apresentado quando entra na escola é o mapa mundi, com seus milhões de países e cidades, estados e municípios! Ele não precisa saber muito, ou ser um gênio para perceber que o mundo é grande.
Sabe o que faz a diferença? Você sair de casa sabendo que o mundo é grande, mas você voltar tendo a certeza disso! E essa certeza faz toda a diferença. Sempre gostei de um texto de Amyr Klink que diz que “um homem precisa viajar. Por sua conta, não só por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser. "
Admito que, em vários momentos de viagens fascinantes da minha vida, pela minha imaturidade de "menina mulher" de ainda 22 anos, sua beleza e grandeza me passou despercebida! Não por não enxergar, mas por não sentir. Não por não perceber aquela beleza, mas por não entende-la! As vezes por falta de sensibilidade ou pelo estágio de vida onde me encontrava naquele momento! Fui insensível e cega! Talvez daqui a alguns anos eu consiga chegar a sentir ou a entender a beleza merecedora daquele lugar, daqueles lugares... Me emburreço um pouco com isso, queria sentir tudo naquele momento! Queria poder viver tudo, em todos os ângulos, em todos os aspectos e em todos os estágios! Estar ali, e conseguir sentir o lugar como um poeta, como uma mulher, como um homem, como uma menina, como uma criança... Essa é a verdadeira beleza das coisas! Não precisei de muito tempo pra descobrir isso, confesso! Não por ser esperta demais, ou inteligente demais não, mas por ter vivido momentos em minha vida que como diria Jucelino, 50 anos em 5!"
"Mudança nos cobra coragem, coragem de construir mais e até mesmo melhor! Coragem para olhar pra trás e se certificar que o que construiu até agora foi o bastante para permitir que a sua ausência não faça tremer as bases da sua construção. "
"É deixar o que já se construiu para construir mais, sem ter a certeza do alicerce que encontrará pela frente ou até mesmo se encontrará um solo firme para construir de novo! Não seria reconstruir, porque o que foi construído, não cai, não desaba."
