Jean la bruyère
A dor que sinto aqui dentro é tanta, mas tanta que não consigo senti-la, que loucura estou anestesiada em choque com uma dor rasgando no peito, querendo ir a um lugar sem julgamentos e gritar pra extravasar, quem sabe amenizar isso tudo aqui.
Onde foi que me perdi ? Em que caminho me deixei perder ? Quando foi que tudo começou? Onde estou ? Onde irei parar ?
A pessoa se apaixona por alguém exatamente pelo que ela é, depois quer mudá-la e tomar posse dela!? 🤔
A liberdade é indivisível. Assim que começa a restringi-la, entra-se em um declínio no qual é difícil parar.
Amar é como entregar uma arma para alguém e deixa lá apontar para seu peito.
E ter sorte para que ele não puxe o gatilho.
e lá vamos nós novamente , voltando a estaca zero onde eu só fico triste, sem vontade de fazer nada..
Quando uma árvore não dá mais frutos
É preciso esquecê-la e iniciar um novo ciclo
Deveras outros brotos florescerão
Felicidade e amor não faltarão
Confiança e concentração serão precisos
Para que preservas seus objetivos, porém...
Se o desejas tanto...
Não fique só na imaginação,
Pois tudo se conquista na ação
Mas sempre fazendo o possível,
Ou não se repita os mesmos erros no presente
Ou a árvore morrerá novamente
Título - Escuridão
Escuridão, ó temida escuridão. No fundo dessa escuridão sem fim, lá estou. Sentado sozinho e vazio, desejando todo dia conseguir sair desse maldito lugar. Aqui me sinto corroído e morrendo pouco a pouco e imploro pela salvação, grito e lágrimas saem de meus olhos. Mas nada importa, ninguém consegue me ouvir, pois estou lá, sozinho nesse fundo escuro sem nada...
O único lugar onde é possível que eu possa fugir de mim, é minha própria mente.
Só lá, eu tenho um refúgio pessoal de minha própria vida.
O CERRADO LÁ FORA
Quanto o manto da noite veste o cerrado
O silêncio invade a alma numa melodia
Num versar tão sensível e tão sossegado
Tal uma sensação de uma erudita poesia
As estrelas no céu, alvacentas e luzidias
Numa harmonia em seu encantado voo
Bailam pra lua em parceiras companhias
Celebrando a magia dum dia que acabou
Escura, sombria, duma vastidão gigante
Odorante, e de um singular inteiramente
Belo, significante, muito a todo instante
E nesta quietação mouca dorme a flora
Numa sedução, e fascínio tão inocente
Do embalar da noite no cerrado lá fora...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
26 setembro, 2021, 20’44” – Araguari, MG
"Certo tempo fizeram-me compreender;
Que tudo lá fora não é nada além do cinza;
E nós somos as cores;
Por isso não as enxergamos."
Essa paz que tanto se procura, pode ser encontrada
em nossa alma...
E devemos deixá-la sair e contaminar a todos...
A PAZ QUE TANTO PROCURAS
Marcial Salaverry
A paz que tanto procuras,
que procuras sem encontrar,
em teu coração, a vais achar...
Olhe lá dentro,
dentro de tua alma,
aquele sentir que te acalma,
e que essa paz te traz...
A paz existe em todos nós,
é preciso que a deixemos aflorar,
não a podemos segurar...
Precisamos transmití-la,
para que outros possam senti-la...
Deixemos nossa paz interior
vagar por nosso exterior...
Mostremo-la sem temor...
Mostremos nosso amor...
Quem sabe com a ajuda de anjos protetores,
que nos cuidam e nos aliviam as dores,
possamos sentir nossa paz lá dentro da alma...
Anjos, presença que sempre acalma,
e que com Fé podemos chamar,
E fazer essa nossa luz brilhar...
Quem sabe assim a PAZ possa aflorar...
E o mundo, então, melhorar...
Vamos em nossos Anjos acreditar,
e pela ajuda de Deus aguardar...
Ajuda que receberás, podes crer,
se recebe-la realmente merecer...
ROTA
Há tanto desejo, há tanta poesia lá fora
E de que serve, ah paixão, tanta riqueza
Se aqui ao meu lado não te possuo agora
E na solidão: distância, aflição e rudeza
Na lembrança a dura saudade do carinho
De grudar-me nos teus beijos molhados
Atar-me ao teu cheiro suave e mansinho
E juntos, em um só suspiro, enamorados
Os dias vão, e vai cada segundo embora
No alvoroço palpitam as emoções vazias
Tudo se arrasta, e a aurora tanto demora
Mas, de que presta essa sensação remota
A incitar o doce afeto com cruéis utopias
Quando o nosso amor está em outra rota
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
27/09/2021, 19’27’ – Araguari, MG
Deixei-te um bilhete
Não saia do caminho que tracei, fique!
Na penumbra dos meus olhos vejo
labirintos...bifurcações a me perder…
mas meus sentidos toma-me as mãos...
e sai pela noite a buscar aqueles traços
que entre meia luz e doce melodia, trouxe
encanto para um coração incrédulo.
Espera-me! que bem ali encontrarás nossas
noites perdidas... e assim… algumas loucuras.
Já perguntei para os Astros…
no oráculo, dentro dos sonhos, um bilhete...
Maktub!
Aut. Brida di Beenergan
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