Jean la bruyère
Graça -
Mal o dia anoitecia na cidade
lá ia a Graça tão formosa como a Lua
era a fadista do bairro da saudade
e caminhando ia cantando pela rua.
Era bonito o seu andar de moça nova
pelas ruas da cidade de Lisboa
tinha no xaile o encarnado d'uma rosa
diziam ser o Rouxinol da Madragoa.
E numa aurora ao romper de muitas flores
o Sol nasceu e deu à Graça, longo beijo
o azul do Céu foi rasgado por mil cores
e ali ficou como Lisboa à beira Tejo.
Ridicularizar a mulher é o modo que o machismo tem de invisibiliza-la na história.
Maria Madalena, que seria uma personagem incrível foi reduzida a pecadora. De lá pra cá, eles querem reduzir toda mulher empoderada à uma Madalena arrependida.
Nossa alma é bem mais profunda do que se pode imaginar.
Não será na superfície que encontra-la-á;
Superficialidade apodrece.
Alma permanece!
Aprimorar a paciência e utilizá-la nas situações em que nada podemos fazer para mudá-las, traz paz e tranquilidade para a nossa vida.
INDECISÃO
Possa lá prosseguir amargurado!
Andar com uma sensação poente
Se uma apertura atroz e sofrente
Enche de bruma o verso poetado
Se o sentimento cá tanto povoado
Que tenta impor está dor ardente
Logo este pesar assombra a gente
Tão pungente e tão determinado
Seja a poesia doce ou então salina
Sempre há aquela inspiração afim
Sempre há rumo em cada esquina
Sei lá qual dos versos é razão, enfim,
Se é o perdão ou é a justiça divina...
Ou se é a sedução dizendo que sim!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
02 novembro, 2022, 14’24” – Araguari, MG
Sou poesia
Todas as poesias
São como o som
Vindo de dentro de uma caixinha de música bem lá no fundo,
Que movimenta
Um lugar está lá dentro do meu eu
Que não percebemos,
Mas colocar
Até um pensamento de muitas
Imaginações!!
Sem palavras sou escrito
com palavras sou feito
De todas as maneiras
No papel
Em cada poesia definir
quem somos nós por dentro.
Quem sou eu, sou o que é simples palavras criada do nada
Lá estou eu percorrendo no meio de um caminhos de linhas escritas
num papel sem voltas.
Um lugar
O dia que estava passado no meu profundo jardim
No Nordeste do Brasil que morava-lá
Onde que eu então sei o que é.
O sol estava quase morrendo
Do final do dia.
Mas os bronzes do lugares escuros,
Veio de um amor fora do mundo.
Uma meiga curiosidade
Que luminava a sabia
Mulher que ligou,
A sua vida pra saber
o que era.
Eu já sabia de tudo
Um lugar do meio
do deserto em nada afinal.
Árvores e flores,
Cinzas e uma boa prosa.
Um lugar do coração
Que lucrou um amor.
Vida Vivida -
Andei p'la vida fora e não lembrei
que a morte um dia vinha m'encontrar
não sei se alguma vez a desejei
que a morte é coisa certa há-de chegar.
Esquecida de que a morte também tinha
um voar de asas serenas de marfim
minh'Alma num feitiço que adivinha
só lembrava hora-a-hora quem perdi.
Meus olhos que são pedra e solidão
tão cansados, revestidos de cristal
não sei por que caminhos pisarão
só espero que adormeçam natural.
Eis quando pressenti que a morte vinha
e à luz do coração me despedi
sozinha numa cama que é só minha
morri, foi nesse instante que eu morri.
Um dia, quem sabe um dia, alcançarei o silêncio dos sinceros. Até lá, a ignorância ainda faz prevalecer em mim o grito dos sinceros ao silêncio dos hipócritas.
Bora lá gente viver a vida com muita gratidão.
Vamos amar quem devemos amar, beija quem temos que beijar e perdoar quem devemos perdoar.
Para seguirmos em frente, temos que se libertar de qualquer negatividade do passado, se abrir parar o novo sem ter medo de ser feliz..
Bora gente viver o hj com muito amor, paixão e sorrizão no rosto..
O mesmo vento que pode apagar uma chama pode também transformá-la em um incêndio incontrolável.
Pra mim ela é o vento, livre, indomável, refrescante, às vezes tão intenso que me tira do chão, às vezes assustador.
E, talvez, como o vento, ela não tenha nascido para pertencer à alguém.
Talvez, como o vento, ela exista para ser sentida, admirada, ouvida e até temida.
Talvez, como o vento, ela exista para trazer mudança.
Nesse caso, tudo o que posso desejar é respirar mais do ar que ela traz.
Ao menos, tanto quanto for possível para um homem com apenas uma vida para viver.
Pra mim ela é o Sol.
E, tal qual Ícaro, eu me embriaguei em seu brilho e na sua beleza.
Temo que, tal qual Ícaro, minhas asas possam ser queimadas por seu calor e eu caia de volta para a terra fria, monótona e enclausurante.
Pra mim ela é o oceano.
Os tons de verde dos seus olhos são como as mais belas praias verde-esmeralda, convidando apreciadores a admirá-las, a explorá-las.
Lindos e tranquilos tons de verde que escondem uma profundeza capaz de engolir o próprio mundo, o tempo e o espaço.
Nem mesmo a física faz sentido ao redor daqueles tons de verde, em 1 minuto no mundo real sou capaz de viver toda uma vida alegre, próspera e intensa, perdido naqueles tons de verde.
O curioso é que, mesmo correndo o risco de me afogar ou perder a sanidade, eu sou irremediavelmente, incontrolavelmente atraído por aqueles tons de verde.
Demo dança?
Lá vai um dia
Numa noite de estio
Quando eu banhava-me
Com toda tranquilidade
Assim de súbito
Olhei ao lado
E lá eu avistei
O Demo tenebroso
Ele estranhamente
Dançava de sús
Com sorriso estampado
Causando-me tremores
Então assim Ele disse
Com uma voz profunda
Que assustou-me inda mais
"Danço com ésse
"E falo com acento"
Ele disse-me
De chofre tomei coragem
E fitei-o belicoso
Então ajeitei-me
E fui o enfrentar
Tentei Lhe dar uma surra
Mas falhei
Tentei o empurrar
Mas errei
Todos os meus golpes
Foram-se ao ar
Enquanto Ele
Dava casquinadas
De ver minha humilhação
Assim empós um tempo
De forma repentina
Ele desapareceu-se
Apenas deixando
O ar de sua imagem
Disto acontecido
Somente apenas sei
Que jamais esquecerei
O que me aconteceu
Naquela noite de estio
A vida é curta para deixá-la passar.
A vida é uma estrada sem rumos certos a trilhar.
As vezes não sabemos pra qual lado virar.
Ha momentos que não sabemos o que fazer.
A tempo de plantar e de colher.
O importante na vida é viver.
Ha momentos de refletir.
Ha momentos que dá vontade de desistir.
Mas em Deus encontramos um amparo pra em frente seguir.
