Ferreira de castro
Com fragmentos de mim mesma, existe um caos onde um espelho se torna o meu abismo insondável. A visão de meu reflexo desencadeia uma tempestade interna, com borboletas agitadas percorrendo cada fibra do meu ser, sangrando os vestígios do desgosto alojada em minha alma. Perdida em um limbo interminável, anseio ser apenas ossos, despida de tudo… para aprender a me amar, ou talvez me forjar em ferro, para suportar a pesada carga que carrego.
Em meu ser habitam borboletas; sou um esqueleto onde a carne se agarra teimosamente. O espelho, meu adversário inclemente, reflete os vestígios do que penso ser tristeza, expelidos em náusea. Transformo-me em um abismo de desejos, mergulhando no turbilhão de culpa, onde o que entra, borboletas querem expelir.
Às vezes, as coisas parecem nos tocar como brisas, invisíveis e passageiras; mas há momentos em que, mesmo sem darmos permissão, elas invadem e se enraízam. Como o musgo que encontra a rocha e nela se fixa, assim é o que, em silêncio, se deixa afetar. Porque, no fundo, o segredo não está naquilo que desejamos ou não que nos atinja, mas no quanto de terreno fértil carregamos dentro de nós. A terra, por mais que queira, não escolhe as sementes que nela repousam. Só resta acolher, mesmo que o afeto e o efeito venham de onde não esperamos. As coisas nos afetam, talvez, porque estamos sempre com as portas entreabertas, porque, como espelhos d’água, não temos como evitar os reflexos que o mundo projeta em nós. No fim, a profundidade com que algo nos afeta revela mais sobre o espaço que guardamos em nosso íntimo do que sobre o peso desse algo em si. É a abertura do nosso coração e a receptividade de nossa alma que desenham o limite do que deixamos entrar.
Quando eu me perder no vasto céu e me transformar em estrela, feche teus olhos e me sinta como a brisa suave que acaricia tua pele. Quando a chuva descer, saiba que não são apenas gotas, mas minhas lágrimas se fazendo poesia, tocando teu ser com a serenidade de quem nunca se foi. Ao caminhar pela praia, pisar na fria e molhada areia do mar, beije uma rosa e lance-a às ondas, pois ela será meu reflexo, e tu, sem saber, estarás me trazendo de volta, mesmo que por um instante. Se uma borboleta vir à tua frente, feche os olhos e escuta, pois é o sussurro da minha alma. Quando o canto de um pássaro atravessar o silêncio, entenda que sou eu, vindo na forma etérea do vento para te tocar. E, se por acaso, meu perfume te envolver, e alastrar teu quarto, respira fundo, pois estarei em cada molécula, sorrindo na fragilidade do instante, pois neste mundo a felicidade nunca foi minha, mas a essência da minha ausência habita nas pequenas coisas que despertam o toque da alma. Estarei lá!
Às vezes, o impulso que nos mantém de pé é apenas o reflexo automático da sobrevivência, um coração que seguramos firme, como se temêssemos deixá-lo bater livremente. Entre a insônia que grita e o sono que seduz ao infinito, entre o desejo e a ausência dele, entre a letargia e a dor, travamos uma guerra silenciosa entre mente e corpo, razão e cansaço, presença e vazio. E, ainda assim, a vida nos enxerga, mesmo quando nossas pernas vacilam à beira do abismo, prontas para se entregar ao desconhecido. Mas por quê? O que me prende ao agora? O que, no âmago desse caos, ainda me move a estar aqui?
Você estará verdadeiramente só quando sua mente estiver em um labirinto sem fim, e uma multidão te dizendo qual caminho deverá seguir.
Quando você se torna mãe, já não será mais filha. Sua mãe se tornará vó. Já não terá mais colo, você será o colo. Isso te tornará mais forte. Agora você cata seus pedaços e os conserta. É assustador quando não temos noção que o tempo passa tão rápido, embora tenhamos noção. Jamais vou entender que, mesmo cheia, estou sempre vazia. Embora visivelmente forte, extremamente frágil. Seja bem-vinda à merda de ser adulta.
Queria entender o cansaço que minha alma tem, como é difícil compreender á si mesmo nos fazem viajar em lugares esquecidos e que talvez de alguma forma realmente nunca estivemos lá realmente.
Vamos brincar, nos divertir, aproveitar o hoje. Porque o amanhã? O amanhã é algo misterioso, que não vai chegar para todos.
Generalizar para o bem pode ser um caminho para a decepção más generalizar para o mal é um passo curto para o extremismo.
Sindy Ellen é uma linda mulher não apenas pela beleza más principalmente por suas atitudes, inteligência e coragem.
Numa relação sem amor mútuo é fácil encontrar defeitos e apontar deficiências individuais. Quando há amor mútuo e verdadeiro é fácil superar defeitos e vencer deficiências juntos.
Quando o caminho está confuso pare, respire e pense no sorriso da linda mulher que você sempre amou aí siga em frente pois a felicidade ilumina qualquer caminhada.
Sei só até onde sou,
contemporânea de mim.
Se você não está hoje genuinamente comprometido com sua busca por autoconhecimento, você ainda não entendeu do que se trata este jogo.
Olhe pra quanta coisa um dia você quis ter, e hoje você tem.
Olhe quantas coisas um dia você quis fazer, e hoje você fez.
Olhe pra tudo aquilo que um dia você quis ser, e hoje você é.
Agradeça pelo que está manifestado aqui e agora.
Talvez a sua realidade atual seja o sonho da sua versão passada.
