Ferreira de castro
Hoje eu acordei
Pensando com meus botões
Nem tudo é como sonhei
Mas amo as variações
Vou seguindo meu caminho
Fazendo o melhor possível
Pois nunca estou sozinho
Com meu amigo invisível
Seja anjo gnomo ou fada
Cada um ve do seu jeito
Porisso eu dou risada
Nesse mundo de imperfeitos
Quem passa um tempo parado
E nao faz nada em seguida
Aos poucos vai aumentando
o peso da propria vida
" Passei por tantas decepções na minha vida que me tornei uma pedra bruta, onde a mesma se tornou lapidada com experiências vividas"
Tento silenciar
O fardo do coração
Nem tudo posso falar
Mas ouço com atenção
Me perco na ousadia
De sonhar alto demais
A mente não entenderia
Doque o coração e capaz
Então sigo em frente
Esperando a dor passar
Não controlo a minha mente
O coração nem pensar
Quisera meu Deus quisera
Que do sonho eu despertasse
E depois de tanta espera
A realidade voltasse
Mas com toda inquietude
Que no coração se espalha
A mente sem atitude
Pega fogo como palha
Mesmo que castigo fosse
Nessa ilha de ilusão
Mesmo que não merecesse
A dor não pede perdão
A tristeza é um nó
Que devagar me seduz
É sempre me pega só
Vai minguando a minha luz
Mesmo sem eu perceber
Ou tentando evitar
Ela me faz perder
O brilho que a vida
da
Meu medo é acostumar
Com a presença dela
É de repente esquecer
Que a vida ainda e bela
A tristeza tem sua cor
Na cavidade do peito
Por mais que lhe cause dor
Ela vem de qualquer jeito
A tristeza é muito fria
Esfria a alma da gente
Mas quando você sorri
A tristeza é diferente
No oceano da mente
O coração e que sente
E dita a direção
Usando a bússola do amor e o leme da paciência
Tudo que tem valor
Repousa na consciência
E segue no mar imenso
Para chegar no destino
A vida tem mais valor
Num coração de menino
Eu coloco em verso prosa
Meu sentir e meu pensar
Só não o cheiro da rosa
Por não saber explicar
De suas cores eu falo
Uma perfeição divinal
Cada uma do seu jeito
Com beleza sem igual
E por falar no espinho
As vezes nos causa dor
Também tem o seu cantinho
Nas obras do criador
Gosto de palavras na cara. De frases que doem. De verdade ditas (benditas!). Sou prático em determinadas questões: ou você quer ou não.
Desculpas não justificam erros. Perdão não é amnésia. Não há borracha para palavras ditas. Não se passa corretivo em gestos. Amor não tem remetente. Ele é urgente. E precisa de dois. Não há correio para o ódio.
É possível que, no fundo, sempre restem algumas coisas para serem ditas. É possível também que o afastamento total só aconteça quando não mais restam essas coisas e a gente continua a buscar, a investigar — e principalmente a fingir. Fingir que encontra.
Até que um dia o palhaço sai de cena.
Entre o amor e o ódio eu sempre vou escolher a loucura,
porque nessa vida dura.
só há um instante.
um fio
traçante
Corte profundo.
Sangue vermelho
Quente vivo pulsante.
"penso a todo instante"
