đđ» acc6.top đđ» Letstalk chuyá»n quyá»n sá» hữu tĂ i khoáșŁn
Todos nĂłs vamos morrer, que circo! SĂł isso deveria fazer com que amĂĄssemos uns aos outros, mas nĂŁo faz.
O amor Ă© formado de uma sĂł alma, habitando em dois corpos.
Nota: Adaptação de um trecho atribuĂdo a AristĂłteles.
De Tanto Amor
Ah! Eu vim aqui amor sĂł para me despedir
E as Ășltimas palavras desse nosso amor, vocĂȘ vai ter que ouvir
Me perdi de tanto amor, ah, eu enlouqueci
Ninguém podia amar assim e eu amei
E devo confessar, aĂ foi que eu errei
Vou te olhar mais uma vez, na hora de dizer adeus
Vou chorar mais uma vez quando olhar nos olhos seus, nos olhos seus
A saudade vai chegar e por favor meu bem
Me deixe pelo menos sĂł te ver passar
Eu nada vou dizer perdoa se eu chorar.
O tempo Ă s vezes Ă© alheio Ă nossa vontade, mas sĂł o que Ă© bom dura tempo o bastante pra se tornar inesquecĂvel.
A propriedade privada tornou-nos tĂŁo estĂșpidos e limitados que um objeto sĂł Ă© nosso quando o possuĂmos.
Vazio
A noite Ă© como um olhar longo e claro de mulher.
Sinto-me sĂł.
Em todas as coisas que me rodeiam
HĂĄ um desconhecimento completo da minha infelicidade.
A noite alta me espia pela janela
E eu, desamparado de tudo, desamparado de mim prĂłprio
Olho as coisas em torno
Com um desconhecimento completo das coisas que me rodeiam.
Vago em mim mesmo, sozinho, perdido
Tudo Ă© deserto, minha alma Ă© vazia
E tem o silĂȘncio grave dos templos abandonados.
Eu espio a noite pela janela
Ela tem a quietação maravilhosa do ĂȘxtase.
Mas os gatos embaixo me acordam gritando luxĂșrias
E eu penso que amanhĂŁ...
Mas a gata vĂȘ na rua um gato preto e grande
E foge do gato cinzento.
Eu espio a noite maravilhosa
Estranha como um olhar de carne.
Vejo na grade o gato cinzento olhando os amores da gata e do gato preto
Perco-me por momentos em antigas aventuras
E volto Ă alma vazia e silenciosa que nĂŁo acorda mais
Nem Ă noite clara e longa como um olhar de mulher
Nem aos gritos luxuriosos dos gatos se amando na rua.
Rio de Janeiro, 1933
Na verdade eu nem sei explicar direito o efeito, sĂł sei que eu viajava bastante nas mĂșsicas e nos pensamentos...
NĂŁo te quero ter porque em meu ser estĂĄ tudo terminado.
Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados.
SĂł
Eu tenho pena da Lua!
Tanta pena, coitadinha,
Quando tĂŁo branca, na rua
A vejo chorar sozinha!...
As rosas nas alamedas,
E os lilases cor da neve
Confidenciam de leve
E lembram arfar de sedas
SĂł a triste, coitadinha...
TĂŁo triste na minha rua
LĂĄ anda a chorar sozinha...
Eu chego entĂŁo Ă janela:
E fico a olhar para a lua...
E fico a chorar com ela! ...
SĂł
Desde a infĂąncia eu tenho sido
Diferente d'outros â tenho visto
D'outro modo â minhas paixĂ”es
Tinham uma outra fonte e
Minhas mĂĄgoas outra origem -
No mesmo tom nĂŁo despertava
O meu coração para a alegria -
O que amei â eu amei sĂł.
EntĂŁo â na infĂąncia â a aurora
Da vida atormentada â estava
Em cada nicho de bem e mal
O mistério que me prendia -
Da correnteza, da fonte -
Da escarpas rubras do monte -
Do sol que me rodeava
Em pleno outono dourado -
Do relùmpago nos céus
Quando sobre mim passava -
Do trovĂŁo, da tormenta -
E a nuvem tem a forma
(Quando o resto do céu é azul)
D'um demĂŽnio aos meus olhos.
Na solidĂŁo Ă© quando estamos menos sĂł...
Essas lembranças eram minhas e só minhas, pois aprendi que é melhor manter algumas coisas em segredo.
Quando a verdade de outra pessoa fecha com a sua, e parece que aquilo foi escrito sĂł pra vocĂȘ, Ă© maravilhoso.
CONFRONTO
Bateu Amor Ă porta da Loucura.
"Deixa-me entrar â pediu. Sou teu irmĂŁo.
SĂł tu me limparĂĄs da lama escura
a que me conduziu minha paixĂŁo."
A Loucura desdenha recebĂȘ-lo,
sabendo quanto Amor vive de engano,
mas estarrece de surpresa ao vĂȘ-lo,
de humano que era, assim tĂŁo inumano.
E exclama: "Entra correndo, o pouso Ă© teu.
Mais que ninguém mereces habitar
minha casa infernal, feita de breu,
enquanto me retiro, sem destino,
pois nĂŁo sei de mais triste desatino
que este mal sem perdĂŁo, o mal de amar."
Foi um beijo...
foi um beijo onde nĂŁo importava a boca
sĂł tuas mĂŁos quentes me apertando pelas costas
nada estava acontecendo na minha frente
e a ansiedade que havia nĂŁo era pouca
teus dedos perguntavam pra minha blusa
se meu corpo acolheria um delinquente
descoladas as lĂnguas um instante
minha resposta saiu um tanto rouca
Do meu telescópio, eu via Deus caminhar! A maravilha, a harmonia e a organização do universo só pode ter se efetuado conforme um plano de um ser todo-poderoso e onisciente.
