Brisa
Vento, brisa suave sem direção
me fez perder os rumos da razão.
O cheiro das cores perfumam as flores que e emanam amores ao te tocar;
Anseios, rumores, desertos e dores desaguam surpresas nesse mar,
Que é viver, surpresas do amanhecer...
O teu olhar me faz viajar
nas ondas da ilusão de um sonho acordado,
não importa o lugar,
de inverno à verão me vejo ao te lado
é só você notar o calor do meu sorriso apaixonado
ao te encontrar,
meu sonho, toda noite espero você.
Suave como uma pluma, forte como um trovão
Sou brisa que toca a face,
silêncio que acalma o chão,
mas carrego em mim o eco
de um antigo trovão.
Caminho leve nos campos,
como quem dança no ar,
mas meus passos têm raízes
que sabem onde pisar.
Falo com voz de esperança,
sussurro feito oração,
mas guardo no peito o grito
de toda libertação.
Não sou só flor nem espada,
nem só ternura ou razão —
sou amor que não recua,
sou fé, sou transformação.
Sou luz que rompe a névoa,
sou sombra em contemplação:
suave como uma pluma,
forte como um trovão.
Viver
Viver é um sopro
brisa
ventania
É preciso Liberdade
para sentir
voar
invadir
Viver é mergulhar em abismos
é saltar para o alto
permitir que o auge nos alcance
NA VARANDA
Dois, na varanda.
Duas cadeiras baloiçando
Como a brisa esvoaçando
Por entre macieiras sem fruto.
Ouvia-se a bola chutada por um puto
No sussurro da tarde triste
Que mesmo magoada resiste
Ao sonho do bem-amar
O que não existe
Na solidão dum olhar.
Dois, na varanda,
Duas cadeiras baloiçando...
Era só eu, num sonho que manda
E a nostalgia do vento brando.
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 21-09-2022)
Anda Comigo
Anda comigo
ouvir o luar a despertar
sentir a brisa nocturna das flores.
Anda comigo
escrever na terra quente
a linguagem das árvores.
Anda comigo
dormir na minha pele
sonhar no meu corpo.
Anda comigo: quero viver em ti.
Amo mesmo: (Simplicidade)
é o sereno do anoitecer,
o bem-te-vi no raiar do Sol,
a brisa fina pelo amanhecer.
Gosto do gosto da chuva,
o orvalho deitado nas flores,
o cheiro de terra molhada e turva.
No jardim a borboleta a revoar,
e a vida assim segue seu versejar.
Brisa das vergonhas que me revelam a previsão daquilo que não posso ser vir, dias e noites de realização há mais nos farão sentir.
aquela brisa suave, que normalmente inspira alguns poetas, subitamente se avoluma, se transformando em uma impetuosa ventania - são os prenúncios das chuvas, dos temporais, dos dias maus a serem vividos.
Ah, como é bom passear pelos campos, sentir a brisa no rosto, sentar em um banco e ler uma bela poesia de Cristina Gonçalves Farias.
Vamos sair
Depois da meia noite
Pra ver como é la fora.
Sentir a brisa da madrugada.
O som assombroso noturno
Que tal bebermos?
Que tal dirigimos pra lugar nenhum?
Sem celulares
Sem hora
Sem rumo
Sem tristeza
Só nós, o mundo.
E a noite.
