Brevidade da Vida
Vida longa, vida breve... Muita arte marca a sina.
Queria que fosse grandeza, queria tivesse mais fantasia.
Pouco a pouco ela finda, num misterioso trajeto parte.
Pela tangente da lógica ciência, deflagra a sutil blindagem.
Uma breve viagem
A vida é uma viagem
Passagem só de ida
Vejo meu presente
Se distância de mim
Embora se distancie
Ficaram marcas
Desilusões
Feridas
As bebidas
Ressaca sem ao menos
Uma gota enjerida
Coisas da vida
Refaço minhas malas
E nelas vou levar
Tudo que me for leve
Minhas alegrias
Minhas conquistas
As melhores lembranças
Seguirei em frete
Amando mais que nuca
Nesta pequena viagem
Que é as nossas vidas
Meu futuro me aguarda
Já na próxima estação.
Para todos os júbilos que deixarei de te oferecer por conta de minha breve vida, te ofereço em cortejo todas as minhas citações favoritas, para que estas, personifiquem uma gota d’água, do oceano que é te amar.
Sobre a brevidade da vida:
Engana-se quem pensa que o tempo é devagar
Na verdade o tempo passa como deve passar
Crescemos, aprendemos e vivemos
Procurando diariamente um novo objetivo a alcançar,
Construimos laços, desfazemos laços,
Sentimos ódio e sentimos amor,
Alegrias e muitas tristezas,
Mas ao piscar de olhos:
Tudo se acabou.
As energias diminuem,
Nós envelhecemos
E as vezes nos damos conta que não vivemos,
Não aproveitamos, não fomos tão intensos...
Viver a cada dia para fazer a diferença
Sendo mais humano, mais gentil
Arriscando, tentando, persistindo
Mas nunca desistindo
Por que enquanto o ar estiver em seus pulmões
Há sempre como recomeçar.
Sua vida foi tão breve
Como de uma borboleta
Que sai do casulo
Voa pelo mundo
Enche a natureza de cores
Entra nos jardins
Beija as flores
E voa pra longe
Até se perder no horizonte
Mas deixa pelo caminho
Todo seu inesquecível perfume
Que voa com o vento
E se espalha pelo mundo
Sou apenas a solidão...
Sou tão breve quando a vida que continua e termina por apenas por existir...
No brando sentido da alma perdida por ser uma tímida folha seca...
No profundo horizonte a poeira invade o espírito forasteiro...
Tão breve possível que debate na sua morte todavia perfeita paixão...
Sendo essa fúria a força do destino dando desculpa por ainda estar entre nós...
Amor pra toda vida!!!
Há quem me diga que a vida e longa...
Há quem diga que e breve...
Tao breve quanto os dias e as horas felizes...
Quando a vida se mostra na beleza e no sorriso do meu amor...
Quando compara a noite magica de uma virada de ano...
A noite mais feliz de uma existência ...
Mostrando e demonstrando que o Amor...
Ah este nao se mede...nao se planeja..apenas Vive...
Dia após dia...nao condenando os dias a serem eternos...
Pelo contrario ...podem ser breves...brandos e as vezes frios..
Mais sempre resultam na somatória do teu sorriso!!!
A brevidade da vida torna rápida as despedidas, questionando o amanhã…
Te demora no teu hoje, porque se perde a vida e todo envelhecer é uma distração…
Vida ... tão breve quanto a sonoridade que emite.
Vida ... expressão tão espessa e ao mesmo tempo tão fina, pálida e sutil.
Vida... Quão recente, urgente e prepotente, inicia com amor, docilidade e curiosidade
Vida ... sem importância quando o silêncio ela acha, quando ela já não mais existe, quando em um estado morfológico de putrefação, transforma-se em morte.
Tente, se reinvente, se eleve e leve a
Vida mais leve, pois é pra lá de breve!
Guria da Poesia Gaúcha
Não desejamos que a vida seja breve. Não entanto, mal temos tempo de sentir o seu dinamismo. Temos pressa, não temos tempo. Vivemos na ânsia de tudo conseguir e na ansiedade de tudo alcançar. Ânsia de querer viver tudo ao mesmo tempo para chegar mais depressa e mais além. Não damos tempo para que nossa vida nos revele do seu jeito e no seu tempo próprio. Não há pausa - nem para a vida soprar ao nosso ouvido. Não serenamos os passos para olharmo-nos no espelho da nossa própria vida e reparar que para além de nós há um tempo para cada coisa e uma oportunidade para todos nós.
Não temos tempo para a família e os amigos. Somos encontrados a qualquer momento. Pelo telefone, pelas redes sociais... Com isso, fechamos em nós mesmos, desvanecendo-nos no tempo. Acreditando que a solidão seja um desejo de felicidade. Engano! Vivemos dentro do nosso próprio EU, depreciando a nossa própria alma.
A necessidade imediata não pode ser o lema da nossa vida. Se levarmos em consideração que ficamos um bom tempo vivendo na fase da imaturidade e que quando estamos de fato maduros para viver, nos resta pouco tempo de vida, então concluímos que vivemos muito pouco. Por isso, vamos viver! Viver bem! Aproveitarmos o precioso tempo que temos e viver! Não vamos nos restringir à sobrevivência, vamos além, viver intensamente!
Não desejamos que a vida seja breve. Não entanto, mal temos tempo de sentir o seu dinamismo. Temos pressa, não temos tempo. Vivemos na ânsia de tudo conseguir e na ansiedade de tudo alcançar. Ânsia de querer viver tudo ao mesmo tempo para chegar mais depressa e mais além. Não damos tempo para que nossa vida nos revele do seu jeito e no seu tempo próprio. Não há pausa - nem para a vida soprar ao nosso ouvido. Não serenamos os passos para olharmo-nos no espelho da nossa própria vida e reparar que para além de nós há um tempo para cada coisa e uma oportunidade para todos nós.
Não temos tempo para a família e os amigos. Somos encontrados a qualquer momento. Pelo telefone, pelas redes sociais... Com isso, fechamos em nós mesmos, desvanecendo-nos no tempo. Acreditando que a solidão seja um desejo de felicidade. Engano! Vivemos dentro do nosso próprio EU, depreciando a nossa própria alma.
A necessidade imediata não pode ser o lema da nossa vida. Se levarmos em consideração que ficamos um bom tempo vivendo na fase da imaturidade e que quando estamos de fato maduros para viver, nos resta pouco tempo de vida, então concluímos que vivemos muito pouco. Por isso, vamos viver! Viver bem! Aproveitarmos o precioso tempo que temos e viver! Não vamos nos restringir à sobrevivência, vamos além, viver intensamente!
A calma e sempre importante. A vida e breve, e se não tivermos calma para aprecia-la, ela passara e nem mesmo tomaremos parte!
A vida é breve
Quão breve é toda vida humana,
Já que de toda a multidão
Que trouxe a estas praias,
Nenhum viverá dentro de cem anos.1
Palavras de Xerxes, como Dario
E Ciro, reis da fabulosa Pérsia,
Poderosíssimos homens em seu tempo,
São apenas lembrados em livros de história.
Sim...A vida é mesmo breve,
O poder é mesmo efêmero,
Implode em ambição mordaz,
O tempo consome a memória
Pouco tempo após.
O acúmulo de riquezas gera poder,
O poder pelo poder,
E tantos assim tiveram,
Quem foram, o que fizeram?
Não há poesia no poder.
Além da vaidade,
Apenas árido dever.
Salvo o florentino Lourenço
De Médicis, alavancou seu tempo
Com a arquitetura e as artes,
A virtuosa fortuna, sua poesia,
A humanidade agradece.
Digam-me outro nome.
Os feitos superam o homem,
Assinam no tempo seu nome
E logo vem à cabeça
O testemunho do Parthenon, Coliseu,
As colunas da Grécia,
Expressão de um apogeu!
O tempo é fugaz,
Exaure o homem e a riqueza,
Mas se satisfaz
Quando persiste a beleza!
A que leva a vida de ostentação?
De nada adianta ostentação de fortunas,
Pois a ninguém o torna ilustre,
Precisam de mais exemplos
Do a vida já mostre?
Nada mais fútil do dinheiro a riqueza,
Sempre ou desde o tempo primeiro,
Nada mais sórdido que a avareza,
Árida vida de cultuar dinheiro.
É a grande frivolidade humana,
Seu grande equívoco,
Achar mesmo que nós
Sobreviveremos
Apesar de todo o ouro que temos.
Diz Heráclito, o fragmentado Discurso,
Presença física não estabelece comunidade,
E que pobre é toda cidade
Se não persegue este espírito,
E saber que só em Florença
Hão todos aqueles imortais.
Não há poesia nas fortunas,
Fortunas de apenas fortunas
De homens ocos com a face do vácuo.
De nada adiantam estátuas,
Nomes em ruas, bustos em pedestais,
Se à vida nada trazem de novo,
Não dizem valor à alma de um povo,
Qualquer fortuna, a face nos jornais.
Deste mundo suas razões,
Do homem a vaidade,
A mais pueril das paixões.
Não é filha do tempo,
A personalidade,
Mas do homem a postura,
A excelência de sua obra.2
Conta Plutarco que Alexandre
Com exército não numeroso,
Mas excepcional,
As falanges da Macedônia e um reino,
Tinha à mão Tebas e Atenas,
Reinos vizinhos...A Pérsia...A Ásia!
De tudo se desprendeu
Em doações as posses reais,
Sem ser tentado pelo ouro e seu tédio,3
Ao que inquiriu Pérdicas, o amigo general:
-E para ti, rei, o que conservas?
-A esperança!
-Pois a compartilharemos contigo,
Nós, teus camaradas de armas!4
Nem o vinho, nem o sono, nem o espetáculo,
Nem o amor eram capazes de detê-lo.
Prova-o sua vida, extremamente curta,
Digna dos heróis da Ilíada,
Digna da pena de Homero.
Preencheu sua vida inteira
Com uma profusão de grandes ações,
Da nossa cultura helênica, sua proteção,
De todos os feitos o mais belo.
Nada tem valor
Se não há a paixão,
Se não é verdadeiro,
Se não brilha por inteiro,
Se no homem não há encanto,
Se não se projeta com o coração.
Grandes homens, por que grandes?
Dedicaram seus dias
Por causa nobre, por isso grandes.
Abnegados ou enfrentaram a intolerância,
Mas viveram momentos épicos.
O tempo tarda
Mas faz jus à poesia
De seus nomes e seus dias.
Mas não bastam que seja pura
E justa a nossa causa.
É necessário que a pureza
E a justiça existam dentro de nós.5
Por mais prazerosa
Que seja sua vida,
Se você não sente
Que está construindo algo,
Não se tornará feliz.6
É preciso sobreviver
Para atingir a idade da realização,
Para ser feliz. Não vale sair
Antes do jogo terminar.7
É preciso trabalhar
Na beleza que perdure,8
Pois que a vida é breve,
Todo poder é efêmero,9
A alma é vasta.10
Nesta breve passagem pela vida, quem busca conhecimento, nunca estará perdendo tempo nem estará num vazio completo.
Só poderemos ver a luz quando a verdade invadir os nossos corações.
Eu passei por a vida ou ela passou por mim?
Eu vi a vida na onda
A onde eu vi a vida?
No breve espaço do movimento do mar
(Mar tu és um mundo, onda! minha vida é uma onda)
Eu vi a vida num olhar
Onde a vida estava?
La na íris a brilhar
Eu vi a vida no riso
A vida estava lá
Breve, intensa e verdadeira
Contagiante, de bobeira
Eu vi a vida num choro
Vi aquele moço a chorar
Um tanto assim de vida
Lagrimas que me falaram quanto de amor ele tinha pra dar
Eu vi a vida no raiar
Vi ela apreciando calada o irradiar
Nuvens que se formam agora
Vi a vida também no ar
Num azul do céu, num branco a se destacar
E hoje, aqui, agora
A vida está a passear
Por entre letras jorradas
Ao vento, ao relento, ao tempo
A ti, agora a vida estar a observar
Olha lá meu querido, cuidado, não deixe ela passar
Agarre-a pois, em todos os lugares vidas estão a se instalar...
Que sentimentos esperamos na vida?
Séria um que nos sufoca, ou brevemente algo que alivia...
Podemos ter escolhas ou deixar acontecer?
Seremos capazes de nos entregarmos para ser feliz...
Ou delimitar-se com o medo de ser infeliz...
Permitir...
Distrair...
Certezas...
Dúvidas...
Por que o medo, se foi o que pedir
Por não aceitar a causa se já o conhecia antes
por que chorar para não amar
E amar para chorar...
