Branco
Momentos preto e branco,
realçam alegrias ou prantos
ao perpassar na nóstalgia de tantos.
Sintonizados nos instantes de recordos ou sonhos, concretizados ou deixados de mão.
Podem valer mais que um tostão
Por ficar marcado em um coração.
A magia do amor
Blusa azul com branco
Pele muito limpa e bela
Sorriso escondido neste rosto
De uma menina linda e singela
Cabelos escuros e pele macia
Parecido com espumas
Com traços marcantes
Lindos e apaixonantes
Corpo perfeito como turmalina
Pedra preciosa ela é
Boca linda que fascina
Com sorriso de mulher.
Encontrei-me em plenos os prantos
Pois amor eu não sentia
Bastou olhar para ela
E meu amor brotou como magia.
Bem-vinda(o)
Bem-vindo ó nórdico
Bem-vindo ó sulista
Bem-vindo ó branco
Bem-vindo ó negro
A porta está aberta!
Bem-vindo ó oriental
Bem-vindo ó ocidental
Bem-vindo ó pensador
Bem-vindo ó sábio
A porta está aberta!
Bem-vindo ó ancião
Bem-vindo ó jovem
Bem-vinda ó mulher
Bem-vindo ó homem
A porta está aberta!
Bem-vindo ó monge
Bem-vindo ó mago
Bem-vindo ó amante
Bem-vindo ó solitário
A porta está aberta!
Bem-vindo ó farto
Bem-vindo ó necessitado
Bem-vindo ó cooperador
Bem-vindo ó benéfico
A porta está aberta!
Ela somente fecha àqueles que não sabem dizer:
Bem-vindo!
a vida não é um seguro quarto branco, ela tem cores como um quadro que é preciso colorir, que é preciso riscar e arriscar.
UM POEMA DE AMOR (soneto)
Onde escrever um poema de amor
Se branco está o papel sem pauta
E é preciso senti-lo sem sugar dor
Falando das partes sem sentir falta
Quero escrever um poema de amor
Rima-lo tal a poesia da luz da ribalta
Com acordes tão suaves de uma flor
E o perfume da cor duma doce flauta
Quero torná-lo cada vez mais viçoso
No silêncio de estar eterno amoroso
Sereno, para a longa noite do mundo
Onde escrever este poema carinhoso
Sentindo circular num verso desejoso
Expressando este tal amor profundo
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Agosto de 2017
Cerrado goiano
Vazia
Me sinto vazia
Como um livro em branco
Como um céu sem estrelas
Como um corpo sem órgãos
Minha alma vaga
Pelo mundo
Sem destino sem rumo
Sem saber o que fazer
Minha vida anda triste
Solidária
Sem sentindo
Por mero egoísmo do meu corpo
Minha alma não sabe pra onde correr
De fato caráter não se mede pelo que se veste, mas se você ver um de jaleco branco em um hospital ele é o que mesmo? se você ver um togado em um tribunal o que ele é mesmo?? se você vê uma turma com boné de aba reta e correntões qual grupo de música eles curtem mesmo?? e se você vê uma pessoa de roupa curta e meia arrastão na rua a noite?
Roupa de fato não define o seu caráter, mas demonstra uma tendência ao que você seja, então, rótulos existem sim, e não é machismo NADA, você está inserido num grupo cujo estilo VOCÊ veste, e não é difícil entender isto.
voce não precisa ser só preto e branco,se liberte,ame,ria,se divirta,para que ser só uma cor quando voce pode ser todas?
O filme, todo em preto e branco, reforça a imagem de um clima de ausência de cores na vida das pessoas e do país, para melhor demarcar seu contexto histórico.
Só sei que
Sou jovem, branco e pobre e assim como a maior parte dos negros estou ferrado . 😁
Mas os negros tem cotas e alguns são meus colegas de classe com condições socioeconômicas bem melhores que as minhas. Em contrapartida, sei que por ser branco tive certos privilégios que vão além das cotas ou de qualquer outra medida governamental de inclusão.
A sociedade é preconceituosa. Esse preconceito é histórico e fruto da colonização branca.
Se a África tivesse colonizado a Europa, e não o contrário, o padrão de beleza seria o negro de cabelo sarará.
Se o Sol atingisse a Europa como atinge a África seria os negros que viriam colonizar as Américas e importar escravos brancos da Africa fria.
A vida é o que é
Vamos entender que somos diferentes mais iguais. Melhores e piores. Somos tudo isso junto e misturado. Somos a raça humana formada por negros, brancos, amarelos e ainda até de índios.
Todo preconceito é ignorância.
E a pior ignorância vem do medo de reconhecer que somos iguais.
Palavras & Letras (2009)
Após o repetido encarar do branco das folhas se mostrar contumaz, confesso:
São dolorosas as letras, principalmente quando se juntam, em cambulhada, à soberba das palavras.
E pior ainda se chegam ao papel, seja na exposta frente ou no escondido verso.
Submerjo, naufrago... afogo em pensamentos dispersos...
Existirá mundo sem letras - consoantes, vogais,
Com ou sem aspas ou pontos, infames sinais,
Personagens discretos de palavras patéticas em frases conexas,
Fortuitas, complexas, infindas?
Disfarço, empalideço...
São medonhos os medos que ocorrem em assuntos transversos...
Em vão, tento crer só na existência dos dias em mundos letrados,
De grafadas palavras, garfadas por
Pensamentos famintos de uma mente inquieta,
Regados em instinto animal que vegeta
Embutido em nosso ego ancestral...
Revolvo pergaminhos sangrados,
Recolhidos de despojos em batalhas intermináveis,
Arrestados de indesejadas corjas de ideias alienadas,
Por vezes ensandecidas...
Malogradas, incompletas e
Ludibriadamente expostas,
As Letras nas Palavras remanescem !
E nas horas últimas, são
Expulsas pelo fórceps da vã impaciência...
Nelas, me agarro, sôfrego...desesperado..
Ai de mim !!!
Sinto a gosma da imperfeição minar e fluir...
Esvaio-me.
Suo bicas, me rendo. Delas é (chegada) a vez.
...e é nelas, e com elas que minha mente tenta por si, refazer-se...
Ressurge, convoca, agrega, aloca o que resta em mim...
Inclemente, um pensamento as recolhe, e traz de volta...
...voltando ao início do fim...
RESPEITO NÃO TEM COR
Não é a pele,
Não é o som,
São cores de diferentes tons.
Não é o Branco,
E nem o Amarelo,
São pessoas de coração abertos.
Pois respeito não tem cor,
Quando sabem o seu valor.
Que não juguem no olhar,
Porque sabem o que é amar.
