Bom fim de Semana Amiga
Vida!
Que dádiva tão rara
Tempo!
Que dádiva tão cara
Busco obter respostas
E a dúvida não para
Fazer o que!?
Crio metas, crio planos
Sei que não posso parar
Por mais que pare
O tempo continua a passar
Pois o tempo é fera feroz
Finda a vida com furor atroz
Passa instantes e momentos
Passa razão e sentimentos
Passa o tempo dos mortais
E tudo que ele traz
Orgulho e indecência.
Humildade e inocência.
Poder e sorte.
Vida e morte.
Se a vida me é tão rápida
Que eu tenha segurança
De ser eterno no porvir
E eterno na lembrança
Término.
Com ele foi diferente, sabe?
Não foi como uma facada.
Talvez porque foi eu quem decidiu o fim.
Mas na conversa foi uma decisão mútua.
Na verdade não.
Eu decidi terminar,
Mas quem tinha deixado de amar não tinha sido eu.
Foi eu quem percebeu, claro
Também foi eu quem resolveu tomar uma iniciativa sobre esse fim iminente.
Talvez tenha sido sua decisão.
Afinal foi você quem resolveu deixar de dizer.
Você dizia tantas vezes, mesmo quando eu ainda não estava pronta para dizer de volta.
Você dizia sem hesitar.
Você me esperou.
Eu me joguei rápido demais com medo de você se cansar.
Mas acho que esse acabou sendo meu erro.
Queria entender por que você parou de dizer.
É óbvio que é porque parou de sentir, mas...
Por que parou de sentir?
Eu só queria ouvir mais uma vez, antes de me permitir chorar e seguir em frente.
Só mais uma vez você dizer, que me ama.
FIM DE ANO EM SONETO
Sim, vão-se os anos de fim de ano
Assíduos, só a aparência mudou
O tempo passa e tudo passou
O destino é mesmo soberano
Há anos pós anos, o sonho mitou
A minha rota tem outro cotidiano
Num entra e sai do desígnio tirano
Do nada como antes, vil sobrevoo
Saudade é a mesma, mesmo dano
Esperança, sim, desta nunca enjoo
E com a quimera nunca fui profano
Assim vou, mais um ano, num atroo
De comemoração, então seja ufano
O revoo, pois o fim, ainda não chegou...
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
dezembro de 2016
Cerrado goiano
"Um certo dia você decide: Hoje será o fim ou o início! Só então compreenderá que a profetização de suas palavras, livrará sua mente dos laços dos passarinheiros. Entende o que digo?"
ÚLTIMA VEZ (soneto)
Tal dia, marcado, será derradeiro
Sem eco, sem contenda, e paz
Tão segredado, de saber ineficaz
Que bom é se manter cavalheiro
E neste exato momento, fugaz
Que o é, no silêncio de mosteiro
Apagarás da vivência tal letreiro
E o já, egresso, não suspeitarás
Um dia, o gesto será só roteiro
Instantes do palco, por detrás
E na pena a tinta sem o tinteiro
Última vez, suspirada cor lilás
Desfeito e desnudado useiro
Nada mais terá regresso, jaz!
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Março de 2017
Cerrado goiano
Começa assim :
Hoje amor ....
Logo amor ...
Todo dia amor ...
Termina assim :
Dia sim dia não amor ...
As vezes amor ....
Cada vez menos amor...
Quando o amor acaba, as pessoas chegam ao Judiciário esperando que ele seja justo. Só que não existe justiça no fim do amor.
Eu sei que não estava perto de te ter por perto morena
Cantei poemas de sucesso na noite de mistério serena.
Botei palavras em um verso folha de dois versos ,dilemas.
Mas eu cheguei tão perto de te ter por perto morena
Você se foi com seu decreto noite de deserto, inserta.
Caiam lágrimas do teto, chovendo nos meus verso sinceros
Você levou a alegria a vida que eu queria contigo
Dois filhos e também dois netos, talvez até bisnetos… seriam
Será que um dia o vento volta e trás de volta, céu lindo
estrelas vão estar lá fora sorrindo pela porta, anjinho
Eu sei que não estava perto de te ter por perto morena
Cantei poemas de sucesso na noite de mistério, serena.
Botei palavras em um verso folha de dois versos, dilemas.
Eu sei que eu estava perto de te ter por perto, menina.
Soube que queres voltar, mas te digo não. Não me obedeces por pura teimosia.O que te satisfaz? Quem me dera se não voltasse mais.
Puxe-me para o canto da sala e diga-me que ainda se sente feliz com isso, seja sincero. Minhas lágrimas me dizem que está na hora de partir, mas o que você me diz?
Tenta-me de novo
E por que há de querer o meu amor
novamente?
Teu gesto me arrancou de teu leito, dor
na vil necessidade, simplesmente.
Mas vens com o olhar lascivo, o meu, amador
duelando. O que o seu não mais sente.
Capricho maior!
Não tente, em me tentar de novo
digo: - estou ausente. Por favor!
Fui em frente.
É o fim, não renovo...
Tenta-me de novo... não mais tente!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
26 de fevereiro de 2020 - Cerrado goiano
paráfrase Hilda Hilst
NEM SAUDADES, NEM PRANTO (soneto)
Não há mais saudades, nem mais pranto
Secaram as lágrimas quando eu te perdi
E nesta seguidão tanta, seco, chorei tanto
E já sem encanto, tanto era amor por ti!
O coração se cansou, enxuto num canto
Lembres-te? que sofri, contanto resisti
Beijar-te... e beijei-te com tal acalanto
No entanto, no desdém, rudeza senti
Porém, esqueçamos toda essa história
As lembranças hoje estão na memória
Se tudo passa, você por mim já passou
Os sentimentos já não têm mais sonhos
Nem o silêncio os momentos medonhos
Se por nada sobrou. Adeus! Tudo acabou!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
05/03/2020, 05’55” - Cerrado goiano
Olavobilaquiando
"Um dia eu andei e avistei um anjo mas já não tinha mais tempo para falar com ele pois meu tempo já tinha acabado."
Não espere o fim para falar com seu anjo.
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