Bolero de Ravel Carlos Dummond de Andrade
Um dia o sujeito tem de escolher entre a inteligência e a vaidade. O problema é que para escolher a inteligência é preciso ser inteligente.
Amar é compartilhar um pouco de si mesmo com outra pessoa, e viver um pouco dela, como se fosse ela mesma...
A velhice nos trás direitos maravilhosos. Enquanto a juventude é cheia de obrigações. A velhice é o tempo em que vivemos a doce inutilidade. Porque mais cedo ou mais tarde iremos experimentar esse território desconcertante da inutilidade. Esse é o movimento natural da vida.
Perder a juventude é você perder a sua utilidade, é uma conseqüência natural da idade que chega. A velhice é o tempo em que passa-se a utilidade e aí ficasse somente o significado da pessoa. É o momento que a gente se purifica.
É o momento que a gente vai tendo a oportunidade de saber quem nos ama de verdade. Porque só nos ama pra ficar até o fim aquele que, depois da nossa utilidade, descobriu o nosso significado.
É por isso que sempre rezo para envelhecer ao lado de quem me ama. Para poder ter a tranqüilidade de não ser útil, mas ao mesmo tempo não perder o valor. Se você quiser saber se alguém te ama de verdade, é só identificar se ele seria capaz de tolerar a sua inutilidade. Quer saber se você ama alguém?
Pergunte a si mesmo, quem nesta vida que pode ficar inútil pra você sem que você sinta o desejo de jogá-lo fora. E é assim que nós descobrimos o significado do amor... Só o amor nos dá condições de cuidar do outro até o fim!
Feliz daquele que tem ao fim da vida, a graça de ser olhado nos olhos, e ouvir a fala que diz: - Você não serve pra nada, mas eu não sei viver sem você!”
Nenhum incidente isolado pode despertar dentro de nós um estranho totalmente desconhecido. Viver é nascer lentamente.
Tudo o que ainda faz você sofrer é mais forte que você. Antes de vencer uma adversidade, é preciso vencer a dor que ela infunde.
A sua felicidade depende de você,pare de colocar essa responsabilidade tão grande nas mãos de outra pessoa,ninguém tem obrigação de te fazer feliz!
Poema do Dia das Mães
Mãe, sem você não sei viver;
Sem você não sei amar;
Sem você não sei cantar;
Mãe, não existo sem você!
Mãe, te amo!
A Felicidade não é uma fase boa, mas um estado de espírito que independe da realidade circunstancial, é uma prioridade por escolha!
Conclusão de uma vida de estudos: se uma idéia não está pré-anunciada em Platão, em Aristóteles ou na Bíblia, provavelmente é besteira.
Ainda Não é o Fim
Escondo o medo e avanço. Devagar.
Ainda não é o fim. É bom andar,
mesmo de pernas bambas. Entre os álamos,
no vento anoitecido, ouço de novo
(com os mesmos ouvidos que escutaram
“Mata aqui mesmo?”) um riso de menina.
Estou quase canção, não vou morrer
agora, de mim mesmo, mal livrado
de recente e total morte de fogo.
A vida me reclama: a moça nua
me chama da janela, e nunca mais
e lembrarei sequer dos olhos dela.
Posso seguir andando como um homem
entre rosas e pombos e cabelos
que em prazo certo me devolverão
ao sonho que me queima o coração.
Muito perdi, mas amo o que sobrou.
Alguma dor, pungindo cristalina,
alguma estrela, um rosto de campina.
Com o que sobrou, avanço, devagar.
Se avançar é saber, lâmina ardendo
na flor do cerebelo, porque foi
que a alegria, a alegria começando
a se abrir, de repente teve fim.
Mas que avançar no chão ferido seja
também saber o que fazer de mim.
Existem milhões de estrelas no céu, mais uma com um brilho especial,
Com o tempo, pode se apagar e veras que existem outras milhões, mais só por aquela
Você ira esperar toda noite pra ver brilhar.
E então descobrimos o motivo que levou o poeta cantar: “Bom é partir. Bom mesmo é poder voltar!” Ele tinha razão. A partida nos abre os olhos para o que deixamos. A distância nos permite mensurar os espaços deixados. Por isso, partidas e chegadas são instrumentos que nos indicam quem somos, o que amamos e o que é essencial para que a gente continue sendo.
Os maiores crimes ambientais contra a Humanidade são: a corrupção, a pobreza e a miséria implantados pelos líderes mundiais e apoiados por grandes corporações. Eles estão assentados nos tronos como santos e inocentes pregando mentiras, enganando e explorando os povos.
Beleza sem conteúdo é como um livro com uma linda capa, mas em branco, não há nada de interessante para se ler, além disso, qualquer um com um lápis pode escrever nele o que quiser.
Sabe quando a gente tem aquela certeza bonita de que vai dar tudo certo? É Deus sussurrando no nosso ouvido, nos mostrando que está no controle.
