Boi
Boi de Reis
De casa em casa
na Epifania do Senhor,
seguimos os toques
do Boi de Reis,
Uns também chamam
de Reis de Boi,
Porque o Boi se junta
ao Reisado
em um momento
aguardado para ser
por nós celebrado.
Há Folguedos de Reis
ainda pelo Brasil
por todo o lado num
mundo que se esqueceu
que os Reis Magos
se chamavam Gaspar,
Melchior e Baltazar
e que a primeira
língua era o Menino
aprendeu era o arameu.
Lembremos da festa
que une a gente
da nossa amada terra
onde celebramos
o roubo do Boi,
a morte do Boi
e o Boi ressuscitado,
e que deixa uma boa
recordação no coração
de quem só pôde estar
até no meio da multidão
acreditando que pela
festa não será alcançado.
O Boi de Reis distribui
empolgação com
as cores e os toques
ainda até para quem
não acha que vai ser
capaz de ficar animado
com tudo o quê durante
o ano foi com muito
amor preparado,
É algo que não pode ser
explicado e que acontece
sempre que o Boi
se une ao nosso Reisado.
Não há mais como
apagar da nossa
memória que foi durante
o jogo de saias que
o seu olhar amoroso
cruzou com o meu,
E que pude perceber
o seu olhar brilhando
mais do que Ouro,
Para você eu digo sim,
porque você provoca
o melhor em mim.
Você me segurou com
delicadeza e cortesia
que até as catirinas
que estavam ao redor
perceberam o seu cuidado,
O seu perfume misterioso
que lembra algo de Mirra
ou Incenso desconhecido
ficou em mim grudado,
Percebi que você também
está muito apaixonado,
e que o amor está selado
como o Boi unido ao Reisado.
Bumba Meu Boi
O Bumba Meu Boi gaúcho
é feito de pano e armação de ferro,
ele chega com os tropeiros
para dançar na rua com a gente
e não há quem fique descontente.
Ah! Meu Bumba, meu Boizinho
e meu querido Boi-Mamão,
só quero que você diga
para ele que falta bem pouco
para ganhar o meu coração.
O Bumba Meu Boi gaúcho
é a própria alegria quando
dança nesta terra e não há luxo
que contagie mais do que
a beleza poética desta festa.
Ah! O meu Bumba Meu Boi
vai dançar no meu casamento
porque ele sabe o quanto tenho
esperado por este lindo momento
que não haverá mais adiamento.
Boi paranista
O meu Boi paranista,
é Boi de Mamão,
Ele dança na praia
com toda a vibração,
Ele dança no pasto
e não para nunca não;
Ele é o meu querido
que deixa sempre
o coração apaixonado,
Não existe boi no mundo
que seja mais amado.
Boi de Mamão paranaense
O meu Boi de Mamão
paranaense nasceu
para dançar com toda a gente
que por aqui chegar
a dança do Pau-de-fitas,
Se você não vê
encanto e poesia nisso,
Chega mais escolha
a sua fita de cor favorita
sabendo que vou te ensinar
e na hora que começar
parado com a mesma
você não vai ter como ficar.
Mineiro-Pau
Coloco para dançar
o Boi Pintadinho,
a Mulinha, o Jaguará
e os Cabeções
no ritmo do Mineiro-Pau,
Você vai se apaixonar
por mim de maneira sem igual.
Amo dançar
um bom Siriri
com o meu
Boi à Serra,
Na vida
quando eu
não estou
dançando,
Ando dando
uma de poeta.
Pouca gente sabe
que o Boi-à-Serra
também se dança
em qualquer festa,
E que ele e o Siriri
podem se encontrar
em pleno Arraial
assim como eu e você
no mesmo sonho
de amor fundamental.
O meu Boi de Carnaval
é filho dos Bumbás
por onde danças,
súdito dos Reisados
que seguem os teus
animados passos
e dos Guerreiros por
onde tu tens tocado,
Cedo ou tarde,
sei que tu vens no tempo certo,
sem pressa e sem regresso
porque terá me encontrado
em nome de tudo aquilo
que a vida toda tens procurado.
Meu tão querido
Boi Pintadinho,
diga para o Senhor
do meu destino
que não sei mais
viver sem amor
e sem o carinho
dele que cruzou
o meu caminho.
E que enquanto
isso me tornar
uma mulher ainda
melhor tem sido
o meu real e único
amoroso compromisso.
Colhi flores para enfeitar
os chifres do meu
querido Boi Pavulagem,
Estou preparada
para encontrar o seu
olhar de arraial,
E basta uma palavra
ou um toque seu
para os nossos corpos
pegarem fogo
e para a gente sumir
de mundo para viver
o nosso amor profundo.
Tem gente que
não se recorda
do Caiporinha
dançando com
o Bumba-Meu-Boi,
Quando se dá
corda a memória,
A poesia é que
se escreve na hora.
Mamoeiro com mamões
verdes na beira da rua,
Faz lembrar do Boi de Mamão
dançando em noite de Lua,
Tempos de Santa Catarina
que o Boi saia e depois
voltava e dele ser fazia
doce que era quase poesia.
Boi de Mamão
Dona Maricota e a Caboclinha
juntas com a Cabrinha,
as três estão cantando,
dançando e o povo levantando;
logo vem o Mestre-Sala,
as baianas e as passistas
com alegria se apresentando.
O Boi de Mamão estava alegre
dançando e foi assim que
o Jagunço com o seu Cavalinho
acabaram o capturando,
o Urubu, o Macaco, as garças,
o Cachorro, o Pica-Pau, os pintinhos,
as galinhas, os coelhos, os ursos,
e a Vaquinha estão dançando
porque a Onça do Boi de Mamão
que morreu dali estão afastando.
A Bernúncia, as bruxas,
o Caipora, o Lobisomem,
o Fantasma do Morro da Cruz
e outras assombrações
estão assustando Jagunço,
porque juntos com o dono
da fazenda com a morte
do pobre Boi de Mamão
não estão se conformando.
As crianças estão chorando,
o Pai Francisco, a Mãe Catirina
os mateiros, o pescador
a Viúva, o Palhaço e o Sapo Cururu,
juntos com o Mateus
que o nome estava quase
esquecendo é o dono da fazenda
foram buscar uma solução
para ressuscitar o Boi de Mamão
e assim foram esperançosos
com a Sereia Iara todos se aconselhar.
A Sereia Iara acabou
aconselhando se o Curandeiro
não ajudar, é só o Doutor
para fazer o Boi ressuscitar,
e assim o Curandeiro entrou
dançando e rezando,
os anjos e as fadas também
dançando sopraram
nos ouvidos para chamar
o Doutor para que só assim
o Boi de Mamão será ressuscitado.
Enquanto o Curandeiro falava,
todos estavam tentando
manter a criançada acalmada
e dançavam para manter
toda a plateia empolgada
até o Doutor aparecer
para o amado Boi de Mamão atender.
O Doutor atendeu o Boi de Mamão,
e foi assim que o conselho
da Sereia Iara se cumpriu,
o Boi de Mamão da morte ressuscitou,
e no meio da noite eu acordei deste sonho
que acho que ninguém sonhou,
e se você me pedir para resumir,
vou te contar ou menos assim:
- O Boi de Mamão chegou
dançando, foi capturado e morreu;
o Curandeiro tentou ressuscitar rezando.
Mas, foi é graças ao Doutor,
que ele acabou ressuscitando,
ele retornou à vida todo faceiro dançando.
Bumba Meu Boi Canarinho
O Capitão avança, dança
e anuncia levantando
a alegria e a festança
que com ele vem chegando
para fazer a gente sacudida.
Bumba Meu Boi Canarinho
caiu no laço do Vaqueiro,
coitado, pobrezinho,
O Bumba Meu Boi agonizou,
e depois ninguém
mais ouviu se ele suspirou.
O Pai Francisco e a Mãe Catirina
estão preocupados
com o Dono da Fazenda
porque o Bumba Meu Boi Canarinho
era dos bois o preferido.
Pares de indígenas,
eles rapazes e elas meninas,
Junto com os Caiporas
acompanham o ritmo
dos músicos e a direção
que apontam os Caboclos.
O Cazumbá mantém
a ordem entre os Brincantes
enquanto a Burrinha
chora pela perda do querido
Bumba Meu Boi Canarinho.
O Dono da Fazenda foi
com fé atrás do Pajé,
E foi assim que ressuscitou
o Bumba Meu Boi Canarinho,
e todo o mundo pela rua comemorou.
Boi Voador
Não quero promessas
que não podem ser cumpridas,
Quero me vestir de festas,
e no final ver o Boi Voador
na sua amável companhia,
Juntos cair, levantar e dançar
no embalo romântico desta folia
com toda a maior inegável alegria
para agradecer que encontramos
o amor interminável para toda a vida.
Xenófanes (570 - 475 a.C.)
Xenófanes escreveu em versos sua oposição às ideias de Tales, Anaximandro e Anaxímenes. Chegaram até nós diversos de seus versos e de suas idéias filosóficas. Delas podemos destacar seu combate ao antropomorfismo (atribuir aos deuses formas e sentimentos humanos) que ele expressa especialmente contra os poemas de Homero e Hesíodo. Ele dizia que se os animais tivessem o dom da pintura eles iriam pintar seus deuses com formas animais. "Homero e Hesíodo atribuíram aos deuses tudo aquilo que para os homens é objeto de vergonha e baixeza: roubar, praticar adultério e enganar-se... os mortais consideram que os deuses nasceram, e que possuem roupas, vozes e corpos como os seus... os Etíopes acreditam que seus deuses possuem narizes achatados e que são negros; e os Trácios que os seus deuses possuem olhos azuis e cabelo vermelho... mas se os bois, cavalos e leões tivessem mãos e soubessem desenhar... os cavalos desenhariam figuras de deuses semelhantes a cavalos, os bois semelhantes a bois." Ele queria com isso mostrar que o verdadeiro deus é único, absoluto e tem pouca semelhança com os homens, com seus pensamentos ou com as diversas representações feitas dele. Esse deus único é diretamente ligado ao cosmos, ele tudo vê, pensa e ouve e com a força do seu pensamento faz tudo vibrar, ele está sempre no mesmo lugar e não se move pois não é próprio de um deus estar hora em um lugar e depois noutro.
Xenófanes era de Colofão mas viajou por diversos lugares das colônias gregas itálicas. Ele recitava seus poemas como um filósofo andarilho, além de criticar o antropomorfismo ele defendia a sabedoria e os prazeres vividos socialmente mas sem excessos. Ele era um pensador independente e acreditava que da terra é que surgiam as coisas. A terra é o princípio das coisas que são feitas de terra e água, inclusive o homem.
Moralmente o filósofo destaca como superiores os valores da inteligência e da sabedoria sobre os valores da força física, que era muito valorizada pelos gregos da época e tinha no atleta o seu representante. Para Xenófanes o que torna melhor os homens e as cidades (polis) em que eles vivem é a força da inteligência e da sabedoria. Tudo vem da terra e para ela volta.
(A filosofia de Xenófanes)
Quem mata e come animais não ama, porque quem ama não mata nem compartilha da morte forçada e anormal. A natureza muito produz para o sustento dos animais e dos homens, a matança de animais é uma carnificina normalizada no mundo sombrio que há muito está atolado em trevas.
Se um ladrão for surpreendido arrombando uma casa e sendo ferido morrer, não será caso de homicídio culposo. / Contudo, se o ferir à luz do dia, será caso de homicídio. O ladrão restituirá, e quando não tiver com que pagar, será vendido para compensar o que roubou. / Se o boi, jumento ou ovelha roubados forem encontrados vivos na mão do ladrão, ele deverá restituir o dobro.
Ex 22,1
A vida possui uma metade de couro para dar àqueles que desprezam os pais,
eles que deram a saúde ou a própria vida para criar seus filhos.
