Boca
O verdadeiro processo de mudanças e de dentro pra fora,e não dá boca pra fora, cansanda de palavras vazia e promessas "políticas", desejo mudanças verdadeira e genuínas.
Talvez o que ficou preso na minha boca você nunca escute. Pode ser que a vida te mostre, mas, na verdade, desejo que não. Imagino como seria a dor do seu arrependimento.
O Banco da Praça
Me perdi no seu olhar,
Me encontrei no seu sorriso.
Sua boca me provoca,
Pedindo o que eu mais preciso.
Na noite fria, no banco da praça,
Eu olho as estrelas
Elas me lembram aquele olhar:
Doce, meigo, cheio de graça.
As noites frias já não são as mesmas,
Desde que você partiu.
Elas carregam no vento
O silêncio do que não se ouviu.
Ela estava quebrada, apática
a boca era seca, apenas os olhos se contrastavam, emanando um rio de lágrimas
ela se perguntava quando iriam salvá-la
a resposta era não, não e não.
Um chocolate derretendo no cantinho da boca. Escorrendo devagarinho a deslizar por cada poro como se fora uma criança que passeia pela cidade e desliza suas pequenas e suaves mãos pela vidraça do prédio conforme avança em seus passos despretensiosos; ao avistar a beira, vai desacelerando os passos para que deslize mais um pouco, adiando o momento em que seus dedos se desprendem, quase se despedindo, da última vidraça do prédio.
Assim imagino, o percurso de uma gota de chocolate escorrendo pelo canto esquerdo da minha boca. A sensação de senti-la rastejar de um canto da minha boca para outro, alcançando o queixo querendo se jogar de braços abertos ao abismo, esperando que meus dedos a alcance e a leve-a para meus lábios; me faz pensar em você.
Uma gota de desejo escorrendo por mim, eriçando cada poro em que desliza. Uma gota de desejo que por onde passa tudo vasculariza.
Algo me diz que essa gota precisa jorrar de algum lugar e terminar essa doce e sutil agonia que é, desejar você.
Tem coisas que eu queria te dizer com a boca, mas acho que tua pele entenderia melhor.
Imagina isso: a gente no silêncio de um quarto, e eu encostando a testa na tua, só pra sentir tua respiração se misturando com a minha.
Sem pressa. Sem palavras. Só meu toque traduzindo tudo o que sinto.
Teus olhos fechando devagar, teu corpo reagindo antes mesmo do meu toque descer pelas tuas costas…
É nesse momento que eu me perco em você. E te encontro também.
Porque o que eu quero contigo, Dayana, não é só o agora. É criar lembranças que façam teu corpo estremecer só de lembrar de mim.
Eu errei…
Duas palavras pequenas, mas tão pesadas que parecem não caber na boca.
Difícil de dizer… quase impossível de engolir.
Mas talvez, meu maior erro…
Não tenha sido tropeçar,
E sim achar que nunca cairia.
Acreditar — tolo que fui —
Que a razão sempre dormia do meu lado da cama.
Fui ajuntando certezas
Como quem coleciona medalhas de um campeonato que ninguém mais quis jogar.
E nesse desfile de convicções,
Esqueci que o orgulho é sempre o ensaio da queda.
Porque quem pensa estar de pé
Deveria, ao menos, aprender a vigiar.
Há um preço em querer estar sempre certo.
E, às vezes, esse preço é alto demais.
Chama-se solidão.
Na sede de vencer discussões,
Perdi algo que pesava muito mais que qualquer argumento:
As pessoas.
Quantos lares, quantos abraços, quantas amizades…
Despedaçadas, não por grandes pecados,
Mas por pequenas vaidades,
Por muralhas erguidas onde poderiam florescer pontes.
Ah, o orgulho de quem nunca erra!
Ele não grita, mas constrói cárceres,
Isola, afasta, esfria.
E a certeza cega —
Essa danada — sufoca a humildade,
Fecha os olhos para tudo que ainda poderíamos aprender,
Se ao menos ouvíssemos…
Se ao menos calássemos.
No desespero de provar que sei,
Desaprendi a escutar.
Na ânsia de estar sempre certo,
Perdi pedaços de mim —
E já não era inteiro.
Nem toda vitória é vitória.
Às vezes, vencer é saber perder…
Perder o orgulho, para salvar o essencial.
Afinal, a verdade não precisa berrar.
Ela é forte o suficiente para permanecer em pé,
Mesmo quando se cala.
Vencer…
Às vezes é ceder.
Amar…
É aceitar que nem tudo precisa ser provado.
E, no final da história —
Quando os debates forem apenas eco nas paredes vazias —
A pergunta vai soar, simples, brutal e libertadora:
Você quer ter razão? Ou quer ter paz?
Porque no fim…
Não serão as vitórias que contarão.
Mas os vínculos…
Aqueles que resistiram ao fogo,
Aos ventos,
À tempestade,
E continuaram ali — firmes, de mãos dadas,
Escolhendo o amor, sempre.
Falar a verdade exigirá de você muito mais coragem do que vivê-la, pois a sua boca fala do que o seu interior está cheio.
"Tento escrever o que meu coração sente, mas minha boca não fala. O que penso ou o que digo em poucas palavras, mas sempre com a emoção de transmitir o que penso ou o que deixo de pensar. Amo ser livre de mentira, amo a intensidade de ser eu, mas quem sou eu? Eu também não faço ideia, só sou mais uma no meio de muitos com pensamentos diferentes. Eu poderia só falar de amor, mas o que é o amor de verdade? O amor sou eu, a intensidade sou eu, o que escrevo sou eu ou sou o que querem que eu seja, que também não faço ideia de como seria. Espero que no pensamento dos outros eu consiga ser um alguém interessante."
!!?
Beijar é encostar o coração na boca do outro, sem prometer nada, mas revelando tudo. É a alma dizendo o que a voz já não alcança, quando o silêncio fala mais do que as palavras.
É o gesto mais terno da coragem:
permitir ser tocado por dentro, sem que nenhuma roupa precise cair.
Porque o beijo sincero não acontece com todos... Só com quem a alma reconhece como verdade.
O resto é ensaio, é desejo, é pele, é banal, é impulso, é imitação do que não se entende, é paixão sem raízes, toque sem fundo, é uma busca por algo que ainda não se encontrou.
Mas o beijo inteiro... ah, esse só vive onde há encontro.
Abençoado é aquele que tem a graça de vivê-lo.
" Eu não quero outra risada,
não quero outro corpo,
não qero outra boca.
E não quero outro abraço.
Eu quero você. ""
Se quanto mais a gente agradece, mais coisas boas acontecem, então, coloca um sorriso na boca e bora agradecer, que o mês tá só começando e tem muita coisa boa pra acontecer.
Amanhecer, mais do que abrir os olhos pro dia, é redesenhar na nossa boca um sorriso de esperança que por ventura, o dia anterior tenha apagado.
