Boca
vem abrir a boca para dizer que o sistema é corrupto mas voce é o santo que fecha a boca pra nao comer o pao do mendigo, vai la santo, olha o tamanho da sua barriga que nao dividiu o pao filho da corrupcao
FOLHA MORTA
Se a minha boca não te surpreende
se o meu corpo não te satisfaz,
o que te falta para ir em frente,
pra seguir teu rumo, me deixar em paz?
A vida a dois não é cláusula pétrea
se for por força de obrigação
o amor definha, vira folha morta
logo um se despede, outro fecha a porta
é o fim da rota de contradição.
Mas o medo de ficar sozinho
fecha o caminho da libertação
se não há coragem pra pular no abismo
prefere-se o cinismo, vida de ilusão.
Logo tudo cala, quando ninguém fala
a porta se fecha e a luz se apaga
e os dois se encaixam na mesma prisão.
O Último Espetáculo
A boca, que era um arco avermelhado,
Caiu em um traço de amargura.
O choro, antes tanto disfarçado,
Hoje transborda em linha pura.
Não há aplausos na lona vazia,
Não há piruetas na escuridão.
Atrás da capa da dita folia,
Bate um cansado e ferido coração.
O circo desfez sua lona de ilusão,
A piada perdeu a graça e o sentido.
Na solidão de sua própria solidão,
O palhaço não está mais sorrindo.
As roupas largas pesam como chumbo,
Os sapatos gigantes não sabem para onde andar.
Perdeu a graça, perdeu o rumo,
Só restou o silêncio para chorar.
A tarde era um cálice demarrado sobre os campos verdejantes de ramagens escarlates na boca que pronuncia a verdade sublime no instante exato de brilhar estrelas no céu e suas grandes constelações. E eu diria que seus olhos são dois abismos onde a eternidade repousa em minha memória densa de lembranças esquecidas, pois passa rápido a vida e as mãos desconhecem despedidas se acenam e não seguem em frente. Paradas, absortas no esvair de uma saudade abstrata, cuja raiz pousa os pés na terra vermelha e nascem constatações intermitentes, pois afirmar pode ser uma forma de negar indubitavelmente. E tudo é sempre mais do que parece ser, quando bem me faço entender, se a lógica diz e cala na escuridão da sala. A memória é um jardim de estátuas cobertas de musgo, já que a ação inexorável do tempo envelhece artefatos humanos enquanto a natureza cresce para além de si mesma em sua opulência e grandeza. O perfume dourado das magnólias adormece o crepúsculo e eu busco um impulso para encarar a noite e suas torrenciais correntezas. Ao ouvir o azul da tarde a doçura prateada da lua adormecia na perspicácia dos centros comerciais onde tudo tem um preço, até mesmo esquecer tinha a moeda do tempo no silêncio macio de sol envolvendo pensamentos na arquitetada paisagem da cidade planejada em minúcias para muitos e para poucos, quando se janta o almoço, em um alvoroço de viver freneticamente enquanto ainda temos um corpo. A aurora despertou lentamente os montes adormecidos e no café quente do copo eu questionava os minutos de sossego na inquietude melódica do dia a espraiar certezas vagas como um relógio antigo há muito tempo atrasado. Mas porque comer o passado se o presente tem sempre novos recomeços e a ternura genuína dos afetos alcançam glórias humildes no aconchego de um dia feliz?
Com o passar do tempo, nossos ouvidos acabam exercendo mais funções do que nossa boca, nossas dúvidas cedem espaço ao silêncio, e a agitação é trocada pela tranquilidade e reflexão.
Fui comer duas batatas e a que estava em minha boca caiu diversas vezes, "Por quê?" você poderia indagar, pois eu busco três.
Stefany meu amor
Stefany, tua boca é crime que me vicia,
Teu corpo é mapa, me guia e me inicia.
Você me olha e o juízo desafia,
Me chama e eu vou, sem freio, sem trégua, sem dia.
Teu beijo é chama que arde e alumia,
Teu toque é verso que o peito arrepia.
Se for pra ficar, que seja ousadia:
Te quero inteira, sem pausa, sem trégua, pura poesia.
Sou teu sem medo, sem rédea, sem guia.
Se for pecado, que seja alegria.
Stefany, vem cá, que hoje o mundo se arrepia:
Só nós dois, fogo, amor e fantasia.
Daniel Vinicius de Moraes
Morena linda
Tua alma brilha.
Teu sorriso encanta.
Tua boca me faz delirar.
Meu ego me deixou cego...
Você me fez ir além.
Das muitas vidas que vivi,
só a do teu lado me fez bem.
Trocaria todas as outras
só pra ter ela de volta.
Mas a vida é assim.
No final de tudo...
Tirou você de mim.
@Mammoth_Sal
“O corpo escuta as palavras que a alma repete, mesmo quando a boca acredita estar apenas brincando.”
Do livro A Palavra que Cria Mundos — Manifestação, Imaginação e Fé, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.
“A palavra que sai da boca também retorna à alma como ordem, memória ou libertação.”
Do livro A Palavra que Cria Mundos — Manifestação, Imaginação e Fé, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.
“A boca revela, muitas vezes, aquilo que a alma aceitou como destino sem perceber.”
Do livro A Palavra que Cria Mundos — Manifestação, Imaginação e Fé, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.
“A palavra criadora nasce quando boca, imaginação, emoção e fé deixam de se contradizer.”
Do livro A Palavra que Cria Mundos — Manifestação, Imaginação e Fé, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.
“Maria Madalena ensina que há visões que precisam de coragem para não morrerem na boca de quem não as compreendeu.”
Do livro A Palavra que Cria Mundos — Manifestação, Imaginação e Fé, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.
Boca amaldiçoa. Boca cura. Boca destrói destino e também pode levantar alguém do chão.
Por isso você rejeita insulto, maledicência e mal agouro. Não é fragilidade. É consciência. Quem conhece o peso das palavras passa a tratar o silêncio como oração.
