Boca
Sorrisos que Me Sustentam
Certa vez, perguntaram-me o que era preciso para que minha boca e meus olhos se escancarassem em sorrisos e felicidade. E eu respondi: basta ver o sorriso e a alegria em rostos que nem preciso conhecer — isso já me faz profundamente feliz.
No entanto, há o lastro de um amor que arrasto.
Às vezes, o meu sorriso me protege da tristeza que me cerca e das decepções que insistem em se instalar em mim.
O céu da sua boca
Quando lembramos de passagens felizes que preencheram a nossa alma, elas permanecem em nossa mente, guardadas como relíquias escondidas em um baú lá no fundo, na gaveta chamada mente.
E assim, um belo dia, a gente dorme, e o senhor Sonho — não sei explicar —, mas sem autorização, abre esse baú.
Confesso que me sinto muitíssimo feliz, até porque sentir o céu da sua boca em nossos beijos tira o foco de outros combustíveis.
Grandioso é esse sonho.
Gracioso é você.
Boa tarde amiga querida e amada por todos nós! Que seus lábios sempre sorriem e sua boca sempre proclame palavras de fé, esperança e amor. Beijos do amigo de sempre.
Porque quando a boca do mundo fede, a gente reza.
Não pra eles mudarem.
Mas pra gente não virar igual.
Van Escher
Tem gente que prega amor e vive de guerra.
Que tem a Bíblia na mão
e veneno na boca.
Que pede perdão no domingo
e destila ódio na segunda.
Van Escher
Tenho palavras tortas para encher a boca faminta e versos a perder a hora no infinito da língua. Sei que às vezes uso palavras repetidas. Mas quais são as palavras nunca foram comidas? E posso rimar palavras contidas onde tardam as margaridas. Nosso amor se demora e já se perdeu outrora, mas a criação é farta e a cria vira criador da própria vida. Abunda o roçado de nossas mãos que ignoram os calos e conversamos calados se há no céu sonhos alados. Ainda hei de ser a colheita de sua plantação se fartam poemas no chão, se mesmo distantes te levo no coração, onde perpassam todas as estações de nossa amizade frondosa, que pagam as tardes onerosas. E somos frutos evidentes de poesias que não mentem, pois que são nossas todas as sementes. E se faz ausente meu ser indiferente se na terra vermelha sou como uma vidente, e posso ler seus pensamentos e me sentar com eles. E conversamos longamente. De palavra em palavra se faz uma corrente e escrevemos convincentes que melhor se farta a mesa se compartilhamos nossa certeza. Será só imaginação? E eu diria que não, se os versos pegam meu dedo e mais palavras acrescentam à sua canção. Eis nossa inefável comunhão que fala abundante na sala. Vamos fazer um filme? Nossa vida já é um cinema, que lembra os dias presentes. Eu sei bem quando eu te vi pela primeira vez e desde então se escreve uma longa história, de fragmentos de memória. Somos elegantes se paramos um instante ao deixar a criação fazer novos razantes. Multiplicam-se as vozes se te fala Maria e me fala João. Dançamos quadrilha nas linhas de nossa mão. A vida e suas voltas que partem e nosso amor vira arte a encantar outros corações. Eis que há abundância no chão de nossa contemplação. Ainda que eu falasse a língua dos anjos e falasse a língua dos homens. Sem amor eu nada seria. E te dou meu mar e nossos oceanos bailam com ardor, no poema que não esconde a importância do amor. Livre se faz quando volta ao se abrir a gaiola. São nossos olhos gaivota que não querem deixar partir, pois juntos somos mais que dois e nossa conjunção alcança novos ares, no mar que te dei sagrado a levar sem dor as ondas do nosso amor.
Às vezes, na pressa de esconder o que está sentindo a gente coloca um sorriso na boca e esquece de secar os olhos.
"O caminho do Senhor fortalece os íntegros, e a boca do justo produz sabedoria"
Inspirado em Provérbios 10:26-32
Não sou de agradar da boca para fora nem de bajular. O meu caminho é a oração. Porque sei que, se o coração se voltar de verdade, até quem errou encontra o perdão e a misericórdia de Deus.
“Quero beber da sua boca como quem encontra abrigo depois de uma longa tempestade… devagar, sentindo cada beijo seu me tirar do mundo por alguns instantes.”
Bendita seja a visão que nos abre as portas da luz!
Bendita seja a boca que mais que nos fazer sentir gostos, nos permite pronunciar palavras de curam!
Bendito seja os ouvidos que em silêncio nos possibilitam ouvir todos os sons da vida e o que ela não é capaz de dizer!
Bendito seja o toque que nos faculta sentir e transmitir emoções inenarráveis.
Bendito seja o olfato, essa capacidade sensorial que nos aproxima das flores e nos brinda com uma explosão de odores!
Benditos sejam os sentidos que nos proporcionam a riqueza de ver, ouvir, falar, cheirar, tocar e sentir a vida em toda a sua diversidade e intensidade.
