Boa noite
Na imensidão da noite, me perco em mim. Meus pensamentos, viajando para lugares só meus! Fico em paz com as minhas memórias e me permito criar novos lugares. Ensaio conversas, me entrego a "estórias". Na imensidão da noite, me encontro em mim.
A noite mostra tanta coisa e só basta a gente observar. Hoje dei volta nas ruas, seguindo a luz do luar.
Essa brisa serena no meu rosto e as batidas do meu coração.
Calmaria que sinto sozinho, vou seguindo minha direção.
Sabe quando uma noite é esperada
e você reclina a cabeça sobre a madrugada?
Ao ouvir um coração que bate em um ritmo certo, as batidas fortes tiram em evidência a voz que falava e derrepente só o barulho do coração é ouvido e mas nada.
Coração, ainda bem que tu falas em barulho, pulsa e pulsa dando sinais que à vida é preciosa e bonita.
Que os corações possam adormecer para o sono da noite, mas que estejam sempre entrelaçados na energia do amor que não dorme nunca
Chega a noite...
Agradeçamos pelo dia que tivemos.
Ainda que em meio a turbulência, ainda que tudo tenha sido difícil, vencemos.
Ainda que tomados pelo cansaço de uma jornada longa, chegamos à noite.
Estamos respirando e temos um coração que ainda pulsa no peito.
Então ousamos dizer...
Obrigado Senhor, por esse dia!
Eu lutei, eu sofri, eu produzi... Eu venci.
Conceda-me o descanso que mereço. Silencia os meus pensamentos, encha-me de paz e prepara-me para a jornada de amanhã.
Seja tudo segundo o vosso entendimento.
(C.F.)
Todas as loucuras que eu fiz essa noite
Serão as melhores lembranças
Essa será a melhor terapia para mim.
Noite de solidão desejável
Toma-me, ó noite de solidão desejável,
Deita-me em teu solo sagrado
Leva-me onde posso ouvir os teus passos
Desaninhe de mim os meus ascos.
Deixe os lamentos do dia passado
Desprender-se do meu corpo cansado
Ó noite de solidão desejável
De suas horas sinto-me furtado
Pois a claridade já rompe os prados.
Há ainda na sarjeta sonhos empilhado
E minhas dores ainda precisam de emplastro
Ó noite de solidão desejável
Dure mais um pouco
Deixe-me recolher os meus cacos.
Enide Santos 05/02/15
ares ardis nas sombras
dom sobre a morte
sempre tardio
senhoras bastardas
entre trevas absurdas
como vegetais
exclamam as mesmas virtudes
como operas de sonetos
abandonados em algum lugar
esquecido nos maiores sonhos
passados por aquelas belas canções
entre os trechos vertiginosos
no profundo da alma gótica.
Perambulando!
[...] e quando
a minha noite chega!
Eu perambulo pelos
caminhos dos meus sonhos...
Vasculho o que sobrou de nós.
E me aconchego,
na sobra da minha
saudade de você!
Foram tantos sonhos...
que ficaram rasgados,
pelo caminho.
Fico a pensar em tudo isso.
E sem respostas...
Adormeço!
E Entre-Laços!
Nas noites que te espero...!
Eu me visto de rosa.
Fico dengosa.
Querendo adulos.
Nas noites que te espero...
Eu sei que é porque virá!
Tenho presente pra te dar:
_ o meu inteiro amor.
Rosa.
Florido.
Perfumado.
Com laços!
E entre-laços...
Ou nos entre-meios.
Os meus abraços!
Na vida do sonhador
A liberdade lhe exige um preco
O preco de pular de nuvem em nuvem
É que precisamos deixar em cada uma delas
As conquistas de outrora
Pois cada nuvem sonhada
É um universo, e nesse universo
As particulas que formam matérias
Sao imutaveis
Pois são unicamente exclusivas do momento
No meu ultimo sonho, podia acordar do teu lado
No outro sonho, esse universo se perdeu
E voce era outra pessoa
Mas como lhe explicar que sou o mesmo do outro universo
Teriámos de voltar novamente
Mas tu estarias a deixar da gloria desse universo atual
Pra ficar na incerteza de outros tempos?
Schopenhauer iria me falar da vontade divina
Mas a minha vontade se resume ao agora
E não ficar atrelado a um passatempo de outro universo
Mas os sonhadores sao escolhidos a dedo
Por aqueles que desejam que o destino seja mudado
E para cada mudança em nossas vidas
Uma nuvem foi pulada e um universo quebrado.
Ulysses de Homero teve seu destino mudado por Éolos
E eu tive o meu mudado por ti
O monstro dentro de mim estava revolto, mas o tranquei bem lá no fundo. Em um abismo dentro de mim, do qual apenas eu tinha a chave.
Suas mãos estavam fixas no volante, como se fosse uma tabua da salvação. E eu em minha mochila, como se fosse a minha.
—Pare de relutar... Não irei matá-la... —Falou lentamente em meu ouvido, com a voz afogada. —Só quero um pouco...
