Boa noite
Ganimedes, Io,
Callisto, Europa
e a Lua tronados
na noite caída
de âmbar negro
anunciam o teu
desassossego
e os teus desejos,
As fronteiras têm
o apelo que não
tenho aos teus
olhos e ao peito,
não é preciso
falar nada para
quem conhece
a hora da retirada,
Você optou fugir
do meu amor,
saiba que por
cada fronteira
por onde você for
os meus versos
estarão mais
vivos do que nunca;
Sou a tua busca
encontrada,
o amor em verbo,
o silêncio que te
põe em chamas,
o impulso que
por ele grita o peito:
amor te darei jeito.
Anuncio a noite mais longa
da tua história e em rebelião
para quem disse
que iria me descobrir,
no fundo percebo que
não sabe por onde seguir.
Bem antes de te conhecer
venho compartilhando
toda a poesia deste mundo
com povos vitimados
por regimes autoritários
e tropas sequestradas,
e agora com teu silêncio
que mata muito mais
que mil bombas atômicas.
Não sou página para ser escrita,
não sou flor que se cheire,
não sou livro que se lê,
e sim uma alma infinita
que não será dominada
por ninguém e nem por você.
Para quem disse tantas coisas
antes da conjunção
entre a Lua, Saturno e Júpiter,
e alguns dias antes desta
noite de Lua de Trovão,
você vai cair na minha mão.
Você não permitiu
que entre nós a noite
escura chegasse,
e com este charme
feito de galáxias,
cessou com tal precisão
a prometida rebelião.
Com a força dos teus
tão aguardados beijos
que antes de chegar
já estão provocando
os alucinantes desejos
que sussurram sonhos
através da minha nuca,
venho te adorando todo
o dia como deidade nua.
Os teus fortes impulsos
sensuais me dizem tudo
nesta noite de Lua Cheia
o quê por nós tem sido
cuidadosamente esperado,
e é forte, louco e faminto;
e que há de ser bem vivido.
Olhos voltados
para as pétalas
dos ipês brancos
espargidas no rio
suspenso da noite,
Amar sem me
conhecer tem feito
todo o sentido,...
Geminídas coroam
a minha fronte,
os teus olhos lindos
conduzem ao monte,
e ornam o destino,
Amar sem sequer
ter me ouvido
tem sido o motivo,...
Pelo peito que
você já conhece
por intuição a devoção
pela paz entre os povos
que jamais fenece.
Amar sem querer
era algo previsível,
e agora irreversível,...
Em Eclipse Solar Parcial
escrevendo poemas para ser
a voz dos sem voz e de um General,
de mim você não vai mais
conseguir se livrar e esquecer;
Júpiter e Saturno alinhados
lembrando que o Mundo
também é carta de Tarot,
virei a tua Lua Querida Lua
mesmo antes da gente saber.
A virada da noite
para o dia será
quando ninguém
estiver observando
e a fé titubeando.
Sei que você tem
feito valer a espera,
e eu o raio de luar
pela fresta da janela.
Os dedos do poema
e o Objeto de Hoag
têm um estratagema,
e se servem do tempo
para serem ainda
mais lindos para te ter.
Tal como astro-rei
no espaço se enleva,
o teu peito pelo meu
fascinado me venera.
É noite ancestral de Lua
do resiliente Lobo-Guará,
a tua boca vadia pela
minha ainda não está
com beijos de guaraná.
Destino fatal sem avisar
que cortejou os ponteiros
do tempo das Américas
para dançar na escuridão,
quero colo e o teu coração.
É noite paranormal de Lua
em ares sinistros de rua
vazia e silêncio estranho,
mas pensar no envolvente
e tão lindo olhar castanho:
distrai e me põe no colo.
No rio suspenso da noite
o girino cósmico desafiou
as vitórias régias do céu
da nossa América do Sul,
o atroz e o mundo nos parou.
De ti não vou desistir
mesmo sem previsão
do que possa acontecer,
pelo siderado condão
mais do que deveria ser:
indômita em inundação.
É noite estrelada
na imensidão da
nossa Abya Yala,
para te relembrar
da reivindicação
marítima da Bolívia
pela saída soberana
via Oceano Pacífico:
não vou descansar.
Oh, céus! Dividiram
os nossos povos
por causa dessa
disputa marítima!
Não há como cruzar
os braços e com
isso se conformar,
é um direito que
uns deixaram de
fazer jus a História
eis me aqui para
não deixar olvidar.
Na nossa terra
de todos os amores,
paixões e traições,
dói no peito em
saber que há gente
que não consegue
compreender que
discordar nada
tem a ver
com conspirações.
Oh, céus! Separaram
bravos militares
do melhor da vida
por causa de intrigas!
Não sei nem mais
em qual língua falar
para ser entendida,
só sei que a nossa
gente precisa se socorrer,
e ser socorrida porque
não há mais tempo a perder.
Fostes além do imaginário
oculto na noite escura,
Varri todas as brumas,
escrevi o nosso rimário
nas flutuantes espumas.
Persiste em mim pleno,
revelado e prateado;
Casto como a sonata
tocando-me nas cordas
d'alma livre e apaixonada.
Viestes além do meu querer
escrito nas estrelas,
Gentil como o luar
beijando-me à beira mar,
bem no meio do anoitecer.
Porque este versejar dança
nos braços da abolição,
Sorri para Castro Alves,
gaba-se de ser constelação
a ocupar inteiro o teu coração.
É noite no Balneário dos poetas,
aqui cruzam as estrelas nas letras.
Os nossos dias são cheios de poesia,
daqui nascem cantos de revolução.
Balneário onde as poesias pousam
- como tranquilas gaivotas -
A vida deu mais do que mil provas:
o destino segue o curso do coração.
É noite no Balneário dos poetas,
[Balneário de intensos poemas!...
Os dias regam as doces palavras
que hão de ser para sempre lembradas.
É noite no Balneário dos poetas,
noite repleta de claridade...
Noite para dizer o suficiente:
- Deixe-me viver em liberdade!-
É noite no Balneário dos poetas,
para saudar o girar dos astros.
Tenha-me em sua lembrança,
mas não siga os meus passos.
É noite no Balneário dos poetas,
para dizer que: - Eu escrevo por arte.
Leia-me por inteira...,
não me procure, e não me queira.
É noite no Balneário dos poetas,
para dizer que: - Eu te amei por um triz!
O Universo não nos quis,
aceite o traçado do destino, este é o caminho!
A minha poesia arderá para sempre,
porque sou movida à paixão.
A vida já deu mil mostras...,
que Ele escreve certo por linhas tortas;
Deixe-me no Balneário dos poetas,
a perder-me nas ondas do mar,
escrevendo livre nas areias:
poesias feitas de renda - e inteiras!
O teu olhar tem a cor da noite,
a tua boca tem o sabor do mel.
O teu olhar não menos meu,
é tão caro quanto [brilhante...
A tua boca é plena e saborosa
possui lábios tão extasiantes:
Conjunto que me fez flamejante.
A tua existência é concreta,
a urgência que tenho secreta:
a primavera que não passa
(...) Primavera, eterna!
O teu gingar inesquecível,
e a tua pele incrível
Em mim [permaneceram];
a poética que nem os guerreiros
e a noção de pecado não derrotarão,
Estarão nos meus versos plenos
Repletos para fazer eternos
- dois corações -
Que a distância superarão.
Ninguém me avisou
Eu mesma escutei
A onda quebrando
No meio da noite
Era você chegando
Na beira da praia
O mar cantando
Em tom de felicidade
O teu barco atracando
Em terra bem firme
De amor sem limite.
O vento cantante
Em volta de nós
A Lua brilhava
Passou um cometa
Em toccata e fuga
O amor é maior
Que ele nos contagie
Nos proteja do Mal
Trazendo mais amor
E nos aqueça com o Bem
Invada o planeta, e ensine:
Que fazer amor só faz bem.
A noite caiu desapercebida
De um jeito jamais visto
O luzeiro foi descansar
A Lua como a lamparina
Ilumina o altar da noite
De forma a fazer o céu gingar
Em companhia das estrelas.
A manhã surgiu desapercebida
De um jeito surpreendente
O luzeiro pôs-se a levantar
A Lua foi descansar
O luzeiro bem acordado
Surpreende o céu da noite
De forma a fazê-lo a se dissipar
E levar com ele todas as estrelas.
As moças sempre se encontram
Manhã, tarde e noite de mão dadas
Nestes versos mal escritos
As moças que mais parecem fadas
Estações da vida e dos tempos
Emoções que caem como chuva
Entre o céu e a terra - se apaixonam
Como certas brisas que se encontram
À beira do abismo bem em frente ao mar...
Noite estrelada,
Aqui em Balneário,
Brisa macia,
Alma amainada.
Caminhei até o jardim,
Para ouvir o silêncio,
Que habita em mim,
Sozinha assim...
Crendo que está escrito,
- nas estrelas-
O amor e o destino,
Estão no nosso caminho.
Noite estrelada,
Alma desacorrentada,
Desapegada,
Flutuando libertada.
A noite foi chegando gentil
E transformando o céu anil
Numa imensa mandala
O degradê desabrochando
Os anjos cantarolando
E o céu se desdobrando
Num presente multicolorido
Acolchoado em madrepérola.
No sorriso do sol indo dormir
Vejo o teu lindo sorriso
Uma constelação a luzir
Provocando o meu coração
Convidando a florescer de leve
De amor e contentamento
Com a unção do firmamento
Cor de mandala multicor
Repleto de encantamento.
A poesia independe de rima
Ela surge até sem escrita
E não depende de metrificação
Porque ela brota do coração
Longe da isenção de sentimento
Ela é como uma canção
Transformada em oração
Amante, pungente e tocante
Dependente do teu calor
Que traz a inspiração...
É noite, mas para nós é sempre dia,
A noite existe para quem a vê;
E pode até transformá-la em dia.
Com os teus olhos que nos iluminam
E candidamente nos reverencia,
Fazem assaz o raiar do bom dia...
Não resistem, eles fazem existir o dia,
Ousadamente o olhar de alegria.
Vivemos presos aos limites pressupostos,
Proponho rompermos os dogmas impostos,
Organizarmos os canteiros de flores,
E vivermos só de amores -
E dos bons sabores.
Sempre, sempre dos piores,
Seremos os melhores;
Cúmplices, amantes e doces pecadores,
Debruçados e enlevados
Aos significados intensos,
Fazendo dos nossos aromas os mais Suspensos...
Felizmente contigo bom é todo lugar,
Porque te carrego sempre comigo,
Corro completamente da descrença,
Quero confiar que não corro perigo,
Busco por você até quando não me vê,
Optei cultivar a paz imensa...,
Um dia você há de me amar,
E por você não me canso de esperar.
Não canso de dizer que
Adoro sua companhia,
Adoro-te tanto até quando reclamas,
Que escrevo para outros.
Não me feres, só me deixas
Um pouco insegura;
Confio que irás me descobrir -
Aos poucos.
Não farei mais versos
Até o presente momento,
Porque quero saborear
As tuas amorosas súplicas.
E descarregar como bagagem
No mar todas a dúvidas.
Os meus beijos sabor de aniz
Te beijam inteiro noite adentro
O teu coração estará por um triz
O meu quer fazer o teu feliz.
Essas letras vadias correm
Correm das minhas veias
Direto para o teu colo
Quero o bem do meu moço.
Dois vadios, dois amantes
Festejando todas as nuances
Cortejando as possibilidades
Apreciando as sensualidades.
Bem à vontade deitados no solo
Fazendo de mim o quê quiser
Sou o teu sonho de amor
Está escrito no teu rosto
Para sempre serei o teu amor.
Travessamente me deixas
Brava o dia inteiro,
E quando cai a noite,
E você chega com esse
Teu jeitinho menino,
Que faz com que eu
te perdoe e sonhe,
deliciosamente contigo.
Os meus segredos destrinchados
Por tuas mãos,
- inesquecíveis -
Mãos repletas de delícias!
Nós dois derribados ao chão,
E num ritmo que só a nós interessa...
Quem tem um amor nessa vida,
E sabe que amar é bom a beça...
Não temos nada que nos impeça!
Temos nós dois, a primavera e a espera,
Que não há de nos deter;
Espiritualmente a gente se integra.
Você faz doce, eu sei...
Para que minha cabeça não se distraia,
E que eu passe o dia todo
Concentrada em nós dois;
Pare com isso! Você não precisa disso!
Estou completamente rendida
ao teu feitiço, mas você continua a me tentar,
E como caça, continuo a tua presa;
Quando menos eu espero,
Lá vem você e me pega de surpresa!
Esse tempo que não passa,
Vou torcendo para a noite chegar,
Estou esperando por você do jeito,
Que nós dois estamos acostumados,
Um conectado a alma do outro,
E que as nossas estrofes de inteira volúpia
Desabrochem em flores perfeitas...
E que esse dia de penar
Sem a tua atenção te traga
Lépido, faceiro, intrépido
- e travessamente celestial;
Enquanto esse dia não chegar, não sossego!
A noite chegou
suavemente
Estou a te espiar
atentamente
O meu coração bateu
fortemente
E o teu coração atendeu
imediatamente
Ao teu chamado de amor
Respondo com louvor
Por ele faço versos
Versos sem pudor
Doces com amor
Faço planos
de te amar
Te trago para mim
inteiramente
Faço o teu corpo tremer
sensualmente
Terei você em meus braços
amorosamente
Ao teu chamado de amor
Peço com ardor
Que guarde os beijos
Os teus beijos de amor
Sinto-os com primor
Sou a poesia que te
cativa elegantemente
O meu chamado não
te faz resistente
O meu desejo é
teu exageradamente
Que ao teu charme sempre
se dobra intermitente
Ao teu chamado te amor
Respondo com louvor
Guardo o teu segredo
Guardo-o com todo o meu amor
Vou contigo para aonde você for
Os beijos estão
a valsar na mente
Percorrendo as tuas
curvas vagarosamente
Desejos de lindos sonhos
nos unem fortemente
Repousarei em paz para sonhar
contigo insinuantemente
Ontem a noite estava fria,
A Lua pousou sobre a janela,
Senti a carícia plena...,
- a mais bela
Ela fez mais rosa a rosa cor-de-rosa,
A roseira estremeceu inteira...
Eis aqui um coração de pomba,
E você com esse teu charme
Que amacia, toma-me por tua conta!
Transformou-me a comportada menina
Em mulher faceira que só pensa
Em poesia - e na entrega perfeita.
Quem te tem no coração,
Não é mais sozinha,
Você esquenta e faz amorosa
A mais baixa temperatura,
Estou à espera de teus beijos,
E por eles escrevendo versos de ternura.
No itinerário a ser percorrido,
Há desejos a serem encaixados,
Dois corpos para serem acariciados,
Duas volúpias para não serem contidas,
E beijos para não serem findados,
As nossas mãos se farão incontidas.
Estou sentindo o amor primeiro chegar,
Chegou o tempo das nossas possibilidades,
É tempo particular das ternuras aconchegadas,
Saberemos o quê fazer,
E como fazer com as nossas docilidades
Vamos mais do que nos apaixonar:
- Nós vamos é nos (entregar)!
Os meus olhos de amor
te guardam,
E te enxergam
na noite escura.
Somos um poema
místico de amor,
E uma dulcíssima
aventura!
Os meus olhos de amor
te veneram,
E resguardam-te
com ternura.
Somos um poema
místico de amor,
E uma dulcíssima
ventura!
Os meus olhos de amor
te cobiçam,
E te guardam
sossegado.
Somos um poema
místico de amor,
E uma dulcíssima
loucura!
Os meus olhos de amor
te embalam,
E te deixam
enfeitiçado.
Somos um poema
místico de amor,
E uma dulcíssima
bravura!
Os meus olhos de amor
te esperam,
E te desejam enamorado.
Somos um poema
místico de amor,
Nós somos capazes
de alumiar
Qualquer noite escura.
