Batida
Que o amor seja leve como o vento, simples como um sorriso e incondicional em cada batida do coração.
Transbordo de misantropia,
Na devastada vizinhança,
Está batida a freguesia,
Remanescentes da bonança.
Tempestade em Mercúrio
Transbordo de misantropia,
Na devastada vizinhança,
Está batida a freguesia,
Remanescentes da bonança.
Onde está a cura ?
Pro abatimento e pro murmúrio.
Influencia ou perdura ?
Uma Tempestade em Mercúrio.
Existe o que sempre existiu,
Um parto trágico e impreciso,
Temporadas no calabouço febril,
Equilibrando na ala do improviso.
Onde está a cura ?
Pro abatimento e pro murmúrio.
Influencia ou perdura ?
Uma Tempestade em Mercúrio.
Saquei meu guarda-raios,
Prevenindo o perjúrio,
Na truculência desmaio,
Despertando em Mercúrio.
Daqui ouço a batida do seu coração
É sua esperança
Escuto o som de suas lágrimas
É sua decepção
É o choro da vida!
É triste a sua solidão
Eu também choro pelos seus olhos
E você baby
Nem imagina que eu sei
Eu sei de você!
Meu amor por você
Acende mais e mais,
A cada batida deste coração;
A cada nova emoção;
No limiar da razão
E em instantes de muito prazer!
Esse amor que me amadurece
Sempre te enaltece
E cada vez mais cresce
Unicamente por você!
Imagem antiga do meu interior
Sossego!
Ruas de terra batida, cheiro da poeira fina, barulho de pés pisando o cascalho.
Sombra fresca do caramanchão.
Descanso da lida após almoço farto. Prosa boa ou cochilo. Tanto faz!
Na vendinha da esquina, fumo, cereais, pinga da boa, chapéus…e a caderneta do fiado.
Mães amorosas, pano branco na cabeça, levando os filhos para a escola.
Pracinha coroada pela pequena matriz de São Bernardo.
Janelas e portas sempre abertas, acolhedoras.
Na torre única, ninhos de andorinhas e o toque do sino que me toca.
Repica alegre anunciando uma boa nova?
Ou tange triste no adeus a alguém que sobe para morada final.
Que fica lá no limite da vista.
Entre a terra e o céu.
Como um aviso: É preciso apreciar, sem limites, o que o olho vê ou o coração sente.
A imagem antiga do meu interior, encanta o meu presente.
A bênção de existir, de respirar, de sentir cada batida do coração é um presente inexplicável. Somos privilegiados por ter a oportunidade de explorar o mundo ao nosso redor, de experienciar o amor, a felicidade e as dores que moldam quem somos.
É difícil compreender de fato a magnitude desse presente divino. Afinal, quantas vezes paramos para refletir sobre o fato de estarmos vivos? Quantas vezes agradecemos por cada novo amanhecer, por cada chance de recomeçar? A rotina muitas vezes nos aprisiona, nos faz esquecer do valor incalculável que é a própria vida.
A vida é um tesouro que nos foi confiado. Deus, em sua infinita sabedoria, decidiu nos dar a oportunidade de existir, de sermos parte desse universo em constante transformação. Nossa vida é uma peça fundamental no grande quebra-cabeça da existência.
Devemos aproveitar cada instante dessa dádiva, viver com intensidade e gratidão. Afinal, nunca saberemos quanto tempo nos foi destinado nessa jornada. É preciso ter coragem para sonhar, para buscar a felicidade, para espalhar amor e compaixão por onde passarmos...
- Edna de Andrade
Na cadência de meus versos, Registro a batida do meu coração, Assim vou dando ritmo a nossa paixão - nós somos pura sedução.
O lenço girando na sua mão,
as esporas tocando o chão,
Você sabe que eu quero
ouvir a batida do seu coração,
Nesta valsa do lenço
vamos rodopiando pelo salão,
O quê eu tanto nessa
vida desejo é te cobrir dos pés
a cabeça com os meus beijos,
Embarcados não somos passageiros,
e nem nunca na vida seremos.
