Bandeira
Paixão.
Paixão e como o sol da manha, aquece o rosto nos da calor, calor esse que se espalha pelo corpo fazendo a mão suar o coração acelerar, deixa o corpo tremendo por motivo nenhum.
Paixão, vem devagar, chega sem avisar, nos deixa confuso, querendo e não querendo.
Paixão. Sentimento que nos faz pensar, sentimento que nos faz olhar sem parar.
Paixão. Sentimento que deixa o coração apertado, nos deixa meio angustiado, querendo sempre ele(a) perto e mais perto.
Paixão. Sentimento que nos faz querer ele(a) para nossos braços, entrelaçar entre nossas pernas e beijar, beijar e beijar, olhar nos olhos dele(a), acariciar seu rosto aquecido pelo sol da manha e enxergar o universo nos olhos da PAIXÃO.
Comparo com uma leve embriagues, esta sensação que em mim provocas. No mesmo instante que penso em fugir, logo mergulho profundo. Busco a razão, como as dos números com os quais trabalho, encontro incógnita que não decifro. Me irrito com a tua lembrança, como com a tua ausência. Fico tentando ignorar os sonhos que não posso sonhar e as viagens que não posso fazer. Mas meu destino está bem definido dentro de mim. E vou seguindo colecionando lições e acumulando saudades de um presente e lembranças de um (in)certo futuro.
O sentimento puro vem quando se pode sentí-lo;
Mas a Felicidade, que é fruto verdadeiro do Amor, só virá, se puderes vivê-lo.
Simples mortal
Não tenho nada, que de meu, chame segura.
Essas riquezas? São terrenas não me valem.
E essas rimas? Talvez sim, mas são tão duras,
Que dores cruas, ao mesmo nada, equivalem.
O que me sobra talvez seja minha alvura,
E a esperança que talvez meus versos falem.
Bem mais que a boca que em silêncio te faz juras
Farei meus versos terem força e que se espalharem.
E se um dia eu merecer o teu amor
Pois sou tão jovem e a juventude é o meu mal
Por certo velha eu terei serenidade.
Os tempos jovens não serão mais os de dor,
Na minha vida não serei simples 'mortal'
Pois que enfim eu terei felicidade.
Lembranças
As vezes me pego pensando na vida
Coisas passadas, músicas e momentos vividos.
E como seria se....
Ou se tivesse escolhido A à B
Realmente não sei ou melhor não importa pois somos responsáveis pela nossas escolhas e se não foram as melhores foi porque não tivemos a devida coragem de arriscar pois o passado não se muda, mais o seu futuro quem manda é você.
Na multidão apressada,
no vai e vem da calçada
deixei-me levar pelo vento,
desarmada, desatenta olhei
o relógio do tempo...
Percebi então que a vida é o momento...
Quisera eu saber em qual
deles te encontrar...
Por ora sigo te amando...
Te espero...
Minha vida...
Meu ar!
Eu queria ter o dom de
afagar corações...
Queria ter asas...
Voar de encontro ao que chora,
feito anjo que não se deixa
perceber, secar a lágrima...
Eu queria poder transformar a dor
numa sonora gargalhada...
Feito encanto de fada guardar teu
mundo, te proteger.
Queria te guardar em mim,
e nunca, nunca te ver sofrer.
Talvez seja mesmo
isso...
A esperança ditando um
novo recomeço...
Abrindo trilhas nesse emaranhado
de folhas dispostas sobre o chão...
Prender os dias,
Morrer em si não é tão fácil, não vai
acontecer só porque imaginamos não
haver mais sentido no respirar...
Então é isso...
Vida volátil...
Intransigente apogeu de sonhos...
Bipolaridade dos dias...
O que há mais pra se dizer?
Viver é regra suprema!
Inda mora em mim
aquela saudade...
Lembro-me da última tarde
que passamos juntos, e da chuva
que cantou nossa despedida...
Enfim,
Lembro-me com ternura a
verdade que teus olhos me gritavam...
E então,
Lembro-me também que sou nada
mais que um castelo de areia
à beira do mar.
Esta minha estatuazinha de gesso, quando nova
— O gesso muito branco, as linhas muito puras —
Mal sugeria imagem de vida
(Embora a figura chorasse).
Há muitos anos tenho-a comigo.
O tempo envelheceu-a, carcomeu-a, manchou-a de pátina amarelo-suja.
Os meus olhos, de tanto a olharem,
Impregnaram-na da minha humanidade irônica de tísico.
Um dia mão estúpida
Inadvertidamente a derrubou e partiu.
Então ajoelhei com raiva, recolhi aqueles tristes fragmentos, recompus a figurinha que chorava.
E o tempo sobre as feridas escureceu ainda mais o sujo mordente da pátina...
Hoje este gessozinho comercial
É tocante e vive, e me fez agora refletir
Que só é verdadeiramente vivo o que já sofreu.
Te amo
Fica...
Só mais um pouquinho.
Sinta,
Esse tum, tum, tum em
meu coração é susto,
Medo da ausência dos
braços teus
Te amo!
Menina de mim
Já faz tempo
Mas ainda lembro
Teu doce olhar
Teu carisma
Teu jeito de abraçar...
O terno afagar de tuas digitais.
A solicitude gritante dos lábios teus...
Por onde andas menina?
Não brinque de esconder
Apareça...
O sol ainda brilha por aqui
Ainda há cor naquele jardim...
E as borboletas, essas valseiam enquanto
procuram vestígios teus...
Lembras o colibri?
Entre tantas outras flores te escolheu...
Vem
Deixa fluir de novo esse teu amor
Doce menina de mim!
Sou muito mais silêncios
que segredo...
Sou alguém que o tempo
esqueceu...
Uma canção fora do tom...
Sobre mim há reticências...
Um livro inacabado...
Um toque sem tato...
Nem sempre a vida é justa, as vezes
não sorri...
Trilhei meu caminho, adentrei em um
desvio ...
Queria fugir de mim...
Trago traços, cicatrizes que o tempo tatuou
em minha alma.
Então não perca seu tempo olhando
em minha direção!
Quando parece que as coisas
estão indo bem e que finalmente
estou indo pelo caminho certo,
quando os meus sonhos são
construídos e parecem firmes
como rocha e penso que nada
pode dar errado, ai vem a vida e
me prega uma peça e num
piscar de olhos os sonhos são
jogados ao vento e a eufórica
alegria vivida se transforma em
profunda tristeza vendo que
tudo deu errado novamente e
que mais uma vez é preciso
recomeçar .
Posso dizer que estou triste e
estar triste é estar atento a si
próprio, é estar desapontado
com alguém, com vários ou
consigo mesmo, é estar um
pouco cansado de certas
repetições, é descobrir-se frágil.
Dois livros sobrepostos
Páginas se juntaram
Personagens se misturaram.
Uma: a musa sem brilho,
O outro: o instrumentista engavetado.
Desse encontro, o inesperado...
Onde antes eram solos adormecidos
flores brotaram por todos os raios.
Músicas voavam com o vento, dançavam!
A musa, agora em brilho, cumpria sua missão,
revelou ao instrumentista o que estava oculto
em sua alma: imensidão!
Ela por ele sonhou e inspirou
Ele por ela compôs e tocou
Música sublime proferiu-se pelo espaço...
Contudo, os livros foram re-organizados
Voltaram a compor a estante da sala de estar.
Cada personagem ao seu livro de origem regressou
E o que restou desse intenso e furtivo enlace?
A musa e o instrumentista não serão mais os mesmos...
Parte de um seguirá com o outro.
E a bela música guardou em si a eternidade desse amor.
