Vitório
Para se ter um casamento feliz e eterno é necessário amar o seu cônjuge da mesma maneira quando se conheceram.
O amor.
Houve uma época que eu acreditava no amor, eu sonhava com alguém vindo me buscar em uma tarde de domingo e ansiosa no portão, rezava para que chegasse logo. Era tão mágico o amor para mim, que não acredito que nada disso era real. Sonhar é a parte boa da história, acordar é o pesadelo. Ninguém entende o amor, mas o que é mesmo o amor? O início que ainda vamos conhecer, o meio que nos encanta ou fim que que nos tira a venda da realidade. Não dá para ter uma noção boa da realidade, tudo é tão exaustivo, tão incomodo, não acredito que pude me encontrar em magias e devaneios. Casar, encontrar alguém para dividir a magia do encontro e depois chorar amargamente a desilusão de não ser tão mágico quanto na imaginação. Ter 15, 20 anos ou um pouco mais, nos torna escravos de uma fantasia que acreditamos ser muito maior do que realmente é. A vida não nos ensina que cada pessoa é uma verdade e que ninguém nos completa, ao contrário, o tempo nos divide em comportamentos, ações e atitudes. Se pudesse escolher uma nova vida, escolheria eu.
A gritaria na minha cabeça, um silêncio na minha voz, todas essas notas musicais estão compondo uma melodia comprida na minha história. Não há culpa ou culpados, somente uma distorção da realidade que insiste em aparecer de repente. Quero uma oportunidade para eu poder viver uma vida mais minha, sem cobranças, silêncios, resmungos e falta de reciprocidade. Eu aprendi a resolver na minha cabeça os conflitos que eu mesmo faço e somente assim, posso ser um pouco feliz e seguir minha vida em harmonia com minhas escolhas.
Cida Vitório
A doce presença da morte
Não havia sinais que aquele seria o último dia dela, a manhã foi como todos as outras, levantou-se, lavou o rosto, preparou o café e foi trabalhar, nada indicava que aquele seria seu ultimo dia na terra dos vivos. Ela trabalhou como nunca, deu todos os telefonemas necessários, resolveu todas as pendências e foi pra casa no final do expediente e seguiu o mesmo caminho, mal sabia ela que naquela curva da avenida com uma rua qualquer, alguém fecharia os cruzamentos e bateria no seu carro, encerrando de vez o seu dia tranquilo e monótono. Se ela sofreu não se sabe, o que deu pra ver é que seu semblante era de um trabalhador cansado por um dia de trabalho exaustivo, 40 horas semanais, sem ir ao cinema, teatro, barzinho, sem tempo pra se divertir ou cuidar da família ou amigos, rosto de quem nunca teve tempo para viagens e bobagens deste tipo. Ninguém prevê os instantes, talvez se ela soubesse que seria seu último dia, ela sairia cedo do serviço e visitaria sua família ou faria algo que sempre quis fazer e nunca pode fazer por falta de tempo. Não dá pra mudar o momento, mas tudo seria diferente se ela soubesse antes que a vida pode ser mais leve, só dependia dela dividir os fardos. Descanse em paz, dizia a lápide dela.
Quem sou eu? O que sou eu? Não sei. O que sei é que sou alguém. Sou mais do que dizem e menos do que querem. Sou apenas eu. Nem certo nem errado. Quem sou eu?! O que dizes que sou?
Sinto falta dos antigos
Sinto falta dos novos
Sinto falta até dos que não conheci
Sinto falta de mim
Sinto falta de ti
Não sei mais o que sinto
Sinto falta do que senti
Não sei mais quem sou
Sinto falta do que fui
Enfim, sinto falta de tudo, de todos
Talvez eu só sinta falta da pureza
Que um dia tive e que sei
Não voltará mais a mim.
Algumas pessoas são grandes o suficiente para falar o que da na "telha". Mas também são hipócritas o bastante para não ouvir o que o outro tem a dizer.
Eu aprendi que amar é uma decisão e não apenas um sentimento, como sempre pensei. Aprendi que amar é controverso, pois as vezes parece fácil e outras complexo. Aprendi que amar, depende exclusivamente de mim. Que dizer EU TE AMO é fichinha, mas demonstrar com atos é fascinante. Que perdoar as vezes é complicado, mas quando se ama, torna-se fácil... Continuo aprendendo com as várias formas de amar e se doar. Amor de amigo, de irmão, pai e mãe. Amor de alguém que você escolhe pro resto da vida. Bom... Tudo que sei sobre o amor é que eu acredito nele e que vou continuar acreditando, afinal eu nasci pra amar. E você?
Sobra tanto engano neste plano,
só desprezo da vida,
procurando outras vidas,
pra quê? Se aqui tem gente morta,
mesmo respirando.
Se arrependimento matasse, eu estaria vivendo minha milionésima vida,
não por querer, mas por agir em estado de agonia,
ser bom agora, passar dois ou três dias,
e doer, e doer, e vontade de refazer, ou não fazer.
De dores, ressaca.
De feridas, cicatrizes.
De erros, aprendizados.
De arrependimentos, vazio.
Do vazio, a sabedoria de cada cabeça.
O Verdadeiro Líder é Aquele que se preocupa e trabalha incansavelmente pelos fracos, pobres e desprotegidos.
O ideal Dele estará sempre vivo.
Mateus 11,16-19
16 "A quem hei de comparar esta geração? É semelhante a meninos sentados nas praças que gritam aos seus companheiros:
17 ‘Tocamos a flauta e não dançais, cantamos uma lamentação e não chorais’.
18 João veio; ele não bebia e não comia, e disseram: ‘Ele está possesso de um demônio’.
19 O Filho do Homem vem, come e bebe, e dizem: ‘É um comilão e beberrão, amigo dos publicanos e dos devassos’. Mas a sabedoria foi justificada por seus filhos.
//ESPÍRITO DE CONTRADIÇÃO
O advento de Jesus não foi bem-vindo por todos. Houve quem o rejeitasse de maneira sistemática, numa postura de total fechamento. O Mestre denunciou o espírito de contradição e a má-vontade que se escondia atrás desta atitude. João Batista também havia sido rejeitado pelas mesmas pessoas, mas por motivos contrários àqueles aplicados a Jesus. O Batista foi criticado por não comer nem beber; Jesus, por sua vez, por comer e beber com toda liberdade. João foi chamado de possesso e Jesus, de comedor e beberrão. A vida de penitência de João não era vista com bons olhos; o mesmo se passava com a solidariedade de Jesus em relação aos marginalizados e pecadores de sua época. Qualquer que fosse a proposta, esse tipo de gente tinha motivos para refutá-la.
A denúncia dessa mentalidade deve ter soado aos ouvidos dos discípulos, especialmente dos sistematicamente críticos, como um alerta. O Reino deve ser acolhido com benevolência. Ao invés de buscar argumentos para justificar sua acomodação, o discípulo pergunta-se o que pode fazer para viver a proposta do Reino, de maneira mais radical, assumir o testemunho de Jesus como modelo de fidelidade ao Pai e ao Reino, e, na vida de Jesus, encontrar inspiração. O discípulo sabe qual é a maneira mais conveniente de comportar-se diante do Mestre.//
O POUCO QUE É MUITO (Mc 12,38-44)
As aparências não influenciavam o juízo que Jesus fazia das pessoas, porque seu olhar penetrava no íntimo delas. Por esse motivo, não lhe era difícil perceber a motivação profunda de suas ações.
Os mestres da Lei, por exemplo, não o enganavam. Prevalecendo-se da estima que gozavam do povo, tornavam-se vaidosos e inescrupulosos. Sentiam prazer em ser reconhecidos como pessoas altamente consideradas. Sendo assim, abusavam da boa fé e da hospitalidade das pobres viúvas, passando longas horas de oração na casa delas, só para comer do bom e do melhor. Portanto, tornavam-se operadores de injustiça e dignos da mais severa condenação.
A generosidade dos ricos também não enganava Jesus. Com prazer jogavam consideráveis esmolas no tesouro do templo, para serem vistos e louvados pelos presentes. Tal esmola, porém, embora valiosa em termos monetários, não tinha valor para Deus.
Bem outra era a situação da pobre viúva que, tendo oferecido apenas algumas moedinhas, fez um gesto altamente agradável a Deus, porque marcado pela simplicidade e pela discrição. Talvez, só Jesus a tenha observado. A viúva não ofereceu do seu supérfluo. Antes, abriu mão do que lhe era necessário, para fazer um gesto agradável a Deus. Por isso, seu pouco tornou-se muito aos olhos de Jesus.
Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica
