Stanislaw Ponte Preta

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⁠É fácil descobrir com o tempo que existem mulheres que amam sem o menor sentimento de fidelidade, mulheres que são fiéis sem amar e, para complicar julgamentos, nenhuma mulher é igual com dois homens diferentes, nem nenhum homem ama igual duas mulheres.

Stanislaw Ponte Preta
Tia Zulmira e Eu (1961).

Nota: Trecho do texto Mulher para o cotidiano.

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⁠Mulher que ama só trai por se sentir diminuída, por incerteza ou por não confiar em si mesma diante do seu amor. Logo, a traidora é muito mais coitada do que o traído.

Stanislaw Ponte Preta
Tia Zulmira e Eu (1961).

Nota: Trecho do texto Mulher para o cotidiano.

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⁠Sua dúvida não era a de que não pudesse ser um homem, e sim a de que talvez não chegasse a ser um rato.

Stanislaw Ponte Preta
Tia Zulmira e Eu (1961).

Nota: Trecho do texto Um homem e seu complexo.

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⁠Mesmo o lixo tem seu valor, embora a Limpeza Pública não saiba.

Stanislaw Ponte Preta
Tia Zulmira e Eu (1961).

Nota: Trecho do texto Um homem e seu complexo.

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⁠Todo mundo sabe que o cão é a fidelidade em pessoa e dá tão comovedoramente seu coração que enternece a todos com sua dedicação.

Stanislaw Ponte Preta
Tia Zulmira e Eu (1961).

Nota: Trecho do texto O cachorrinho de dois corações.

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⁠Dizíamos que, mais do que um direito, o divertimento é uma necessidade e é essa premência em esquecer os indefectíveis aborrecimentos de todos os dias que cria os mais estranhos processos de distração.

Stanislaw Ponte Preta
Tia Zulmira e Eu (1961).

Nota: Trecho do texto “Queremos ver sangue”.

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⁠Passarinho que come pedra, sabe o que advém.

Stanislaw Ponte Preta
Tia Zulmira e Eu (1961).

Nota: Trecho do texto O homem que virou ele.

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⁠Todos nós somos poetas em potencial, amando a poesia no voo de um pássaro, na comovente curva de um joelho feminino, no pôr do sol, na chuva que cai no mar. Mas nós somos os pequenos poetas, os que sentimos a poesia, sua mensagem de encantamento, sem capacidade bastante para transmitir ao amigo, à amada, ao companheiro aquilo que nos encantou.

Stanislaw Ponte Preta
Tia Zulmira e Eu (1961).

Nota: Trecho do texto Notícia de jornal.

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