ROSANGELA
E o que é do amor ❤️
que um dia foi?
Te amei tanto...
E tu só me dizias (naquelas tempos idos): "te amarei, te amarei depois".
E, naqueles tempos idos, te amei por nós dois...
E hoje, tanto tempo depois (daqueles tempos idos), chegaste cheio de amor ❤️ por mim...
E o que é do amor ❤️ que eras tu pra mim?
É o amor ❤️ que sentes tu hoje por mim?
É o amor ❤️ que achei eu que jamais chegaria ao fim?
É o amor ❤️ que outro alguém espera que retribuas antes que chegue também seu fim?
Todo meu amor ❤️, (daqueles tempos idos), hoje é teu...
... por favor, faça tu que tenha ele pra alguém algum sentido 😍
... não repitas aqueles tempos idos
"Às vezes, quase sempre 😉, devemos aceitar as coisas como são, e não como queríamos que fossem..."
"Quer melhor conselho que esse?" - ele me perguntou sorrindo.
E eu bem séria:
- O conselho é ótimo👍! E agradeço ☺... mas....
E ele:
- Não! Definitivamente você não entendeu... nada de 'mas'... aceite e fim.
Continuei meu caminho. Passos lentos, cabisbaixa...
A vontade!? Era de gritar, espernear, me revoltar contra o dono do mundo...
Num momento de lucidez...
E de que adiantaria? Que diferença minha revolta faria?
Sorri intimamente. Apressei o passo... virei a esquina.
O quebra-cabeça montado... do jeitinho que eu queria ☺
Por que você não aprende a viver um passo de cada vez!?
De dia... a cada dia que surgia
ele a si mesmo se transvestia.
E, assim transvestido, o dia ele seguia...
Perfeito, era assim mesmo que no espelho ele se via...
Lentes azuis invisíveis escondiam a tristeza que sentia.
O sorriso no rosto costurado
já não doía
... estava ele ao implantado tão acostumado.
A voz suave e doce
disfarçava muito bem da vida o agridoce.
Quando a noite chegava
e os traços do dia apagava...
Ele não se assustava
Todo ele ele mesmo fantasiava...
Colocava em sua vida todas as cores que a própria vida lhe tirava...
Mal sabia ele: a verdade, que lhe era tāo cara, em vez de cara a cara... tudo salpicava... rastros deixava por todos os caminhos por onde ele passava.
Ele nunca chorava.
Demais...
Mundo acelerado
Ai de quem vive errado...
Tempo que passa depressa demais.
Vida sem tempo pra valores fundamentais.
Mensagens demais...
Mais atividades cada vez mais.
Respostas instantâneas demais.
Escolhas, exigências que cada dia consigo traz.
Nas mesmas 24 horas de sempre...
Comprima tudo e um pouco mais...
E seja superhipermegaeficiente....
Não deixe nada de lado jamais ☝
Sobrecarga emocional 😩
Cansaço mental 😦
Sobrecarregados 😧😤😰
Soterrados...
E ai de quem viver errado.
😶
Revolte-se, please!🙏
Não faça nada...😎
Não fazer nada não é nada demais...
Só vai fazer você viver melhor um pouquinho melhor e mais
Todos nós temos nosso Mar Vermelho...
... damos o primeiro passo ou não?
Se o caminho não fosse tortuoso, se ao nosso redor só houvesse pessoas de paz... se a vida fosse cor de rosa... se estivesse tudo azul... sempre tudo azul... se cada passo fosse conhecido... se as vias fossem de flores... tudo perfumado... tudo arrumado...
Mas não, né!?
Um mar vermelho, revolto, estreito, perigoso, desconhecido, manobras estranhas à nossa frente... ao nosso lado... parece estarmos sempre atacados...
Dá medo, certamente. Mas há uma Pessoa que está aí para nos ajudar: Jesus.
E é só Deus nos levando direto ao nosso objetivo (não tão direto assim, dirás tu ;).... mas é DIRETO sim... do ponto de vista de Deus... da perspectiva de Deus... nada de caminhos tortos).
Onde está nossa confiança?
Só veremos o mar abrir se dermos nosso primeiro passo, não é?
Mas pra dar o primeiro passo é preciso ter fé.......
Não é!?
Você sabia que sem fé é impossível agradar a Deus, não é? :)
Que sua fé seja do tamanho que agrade a Deus!!!!
Eu fico com o sorriso das crianças
A infância não está contaminada
Não há maldade, não há ruindade
Não há preconceitos na tenra idade.
O sorriso da criança vem de dentro do coração
Não é forçado, enganador,
Nem chega enganado.
O sorriso da criança não vem a esmo...
Não é um sorriso amarelo falseado, socializado.
A criança sorri
Quando acha que tem de sorrir
Ela não sorri pra mentir.
Sorri porque está feliz
Não pra esconder o quanto é infeliz.
Então,
por mais sorrisos de criança neste nosso mundão. ☺️😘
E eu continuo insistindo: o importante mesmo é o fim.
Não, eu não destituo da caminhada a sua importância. Tem ela sim seu valor... não fosse a caminhada não se chegaria a lugar algum... não haveria nem o fim... mas tudo o que nela acontece passa... e chega ao fim... eis a importância do fim: a sua chegada... e a chegada é o fim.
E a chegada é o que permanecerá para sempre.
Na chegada vamos transpor um ou outro portão. E nessa transposição está toda a importância de uma vida... da sua... da minha.
"Céu, inferno é o que há...." diz uma canção...
Na chegada você vai estar lá... eu estarei lá...
O que vamos encontrar!? Em qual dos portões o aval de Cristo pra você... pra mim vai estar!?🤔
É só isso... e fim... o fim 😉
(Rosangela Calza)
Não me julgue.
Não se julgue
no direito de apontar os meus defeitos.
Sou cheiinha deles
Sigo de defeito em defeito...
Meus ditos são imperfeitos...
Mas eu os enfeito...
Mesmo quando parece não haver mais jeito.
Meus sonhos não podem ser desfeitos.
Não me julgue.
Sou só um coração imperfeito
tentado fazer as coisas direito.
Não me censure, please...
Hoje estou vazia
Joguei fora todas as críticas recebidas
Todos os olhares atravessados
Todos os sorrisos que recebi forçados.
Estou vazia
E quero passar assim o dia.
Vazia...
Não há em mim nostalgia,
nem tristezas... nem alegrias.
Sou só um coração tum... tum... tum... tum...
Um coração batendo pra chegar até o fim do dia
Ausência
Separada, apartada...
Cada caminho trilhado leva a nada.
Afastada, desconectada...
Cada dia vivido é sempre, pra alguém, o fim da estrada.
O cenário montado.
Quanta gente lado a lado.
(Des)conhecidos sofridos...
Cada um seu papel a sério sabe... deve ser levado.
A peça continua...
Embora muitos já tenham dela se ido.
Indiferença... não faz a menor diferença.
A minha... a sua presença.
Se você no palco está... se eu no palco estou...
Ou... se já tenhamos embora ido...
Ninguém nota a nossa ausência.
Do verbo amar
Uma leve nostalgia...
dos dias pretéritos,
dias passados,
dias azuis da cor do mar.
Ilhas – dias isolados,
separados pra olhar o azul da cor do mar... e tudo amar.
Num barquinho a navegar, tudo que se fazia era se deixar levar... leve.
Tudo o que se queria era olhar o azul... o azul da cor do mar... tudo amar.
Nostalgia leve...
dos dias leves
dias em que o conhecido era leve...
E o desconhecido era tão breve... logo transformado pelo nosso tanto amar... era tão fácil tudo encaixar.
Tudo esbarrava em mim de leve.
Nostalgia de dias em que eu seguia leve...
sem lembranças...
carregando apenas esperanças...
... e conjugando todo o tempo o tempo todo... todos os tempos do verbo amar.
Uma sirene soa... lá longe seu eco ecoa...
Pra que servem as sirenes?
Sim... elas fazem acelerar o coração, que bombeia mais sangue e as pernas correm...
Nada acontece...
então, cada um volta pra sua casa... sã e salvo ... aplausos.
Algo acontece...
então, aplausos para cirenes... vocês cumpriram com sua função.
Cumpriram?
Bom... O ser humano não está só no planeta... o planeta não é só o ser humano (não desmereço aqui de forma alguma o igual a mim).
Ecossistemas... inteirinhos... valem... valem o quanto vale o ser humano, nem mais, nem menos.
Há vida... vida que clama por vida... há muita vida enquanto ainda se respira...
Terremotos, furacões, tsunamis... o Brasil está bem no meio de uma placa tectônica... mas é como se não estivesse.
O rio é doce...
Hoje...
um rio de lama
Lágrimas... uma voz que clama:
"Quando vão entender que dinheiro não se come?"
Barragem, para barrar...
não espalhar
Não dá pra arrumar outro jeito
... pra se desfazer dos rejeitos?
Dívida eterna...
Minério exportado
vale a dor dos enlutados?
O rio era doce...
O vale amargo.
Le temp passe...
O tempo escorre em minhas mãos
O tempo voa...
E não tenho tempo pra me dedicar um pouquinho mais ao tempo que tenho... não tenho?
Estatisticamente esta é a maior verdade: um dia eu não terei mais tempo.
E tenho na minha frente a eternidade.
Eu amava relógios... hoje nem os olho mais... que fazem eles a não ser gritar no seu tic-tac que meu tempo está diminuindo? Quem quer saber de sua vida sumindo?
Quero andar mais devagar pra ver se consigo meu tempo encompridar...
Quero perder essa mania de contagem regressiva...
Quero parar de ir embora em estágios...
Quero viver o agora como se só houvesse o agora... e... pensando bem, é só o que há...
Quero viver sem pressa... mas também não quero perder tempo.
Le temp passe em todo o mundo... o tempo passa... pra todo mundo o tempo passa...
Alguns sabem o que farão na eternidade... alguns ficam esperando virar uma luzinha... alguns não pensam nada... não esperam nada... independentemente de cada um... há uma eternidade que deveria ser bem pensada (entendedores entenderão)
I write the songs...
Nelas o sentimento mais bonito...
Cada verso é um remédio cura(dor)...
Falam eles do mais puro amor.
Tudo brilha ao sol.
As nuvens no céu as formas mais bonitas a formar...
e cada um vê o que sua vista consegue alegrar.
No elevador ninguém finge que não há ninguém lá...
Nas ruas eles sorriem.
Nos ônibus cedem o lugar.
Todos foram libertos do silêncio e das amarras.
Não há passagens frias e obscuras...
Pra tristeza, nos meus versos, encontraram a cura.
Vestem jeans desbotados.
Sonham com tantas variáveis.
Entram no pôr do sol...
Não escondem palavras de ninguém.
Todo alguém é alguém.
Finalmente entenderam o que é amar...
Amar é um verbo.
I write the songs ✍️💗🎼
Não há lugar pra vida onde há morte
De brilho destituída... sem vida.
Pálida, álgida... linda e mórbida... da vida subtraída.
Coração de gelo não mais se enternece com seu triste apelo...
Coração vazio – de vida –, desabitado...
Coração despedaçado.
Ele aqui onde se diz que a vida... num vácuo, na verdade,
Está a seguir só, mórbido... desesperançado...
Sua mão ao tocar a dela... como mil vezes antes, tremeu.
Cadê aquela corrente elétrica a que estavam acostumados?
A falta de vida... o poder da morte... quem a escafedeu?
Toca ele mais uma vez seus lábios de carmim... tantas vezes beijados...
Sente-os desbotados... não se movem... comprovam: está tudo acabado.
`Pobre moço triste’ - uma voz sussurra...
Ah Camões! Teu verso aqui cabe tão bem...
Oh! “Alma minha gentil que te partiste...’ por que partiste!?
Nunca antes havia achado a vida tão triste.
Nunca tinha vivido uma vida tão escura.
Um vento gélido soprou...
A morte o que da vida levou?
Um calor que não mais existe...
A morte o que da vida deixou?
Ele mórbido, entorpecido... de toda vida esquecido....
Segue a continuar... completamente sem sentido.
Pó... poeira no ar
Por que segregas?
Por que classificas?
Achas que assim o fazendo
melhor tu ficas?
Não, não és o melhor...
Tampouco o pior.
És tu igual...
a todos os teus iguais...
És simples (?) molécula.
És parte do todo...
e como tu... assim são todos.
O oxigênio que estás a respirar...
é o mesmo que há bilhões de anos
a Terra está a rodear.
És tu só mais um respirante.
Um mero passante...
Solitário caminhante...
Desse velho oxigênio...
só mais um sugante.
E segues altivo...
Num eterno separar, apartar... segregar... isolar...
A inspirar... expirar... inspirar... expirar...
Inutilmente... se pensares bem.
Nem todo o esforço do mundo
Vai evitar... que, como todos os outros,
Tu vires poeira no ar.
Unido a todos os outros a eternidade tu vais passar.
Vida e esperança
Sigo...
Em cada passo, meu próprio eu persigo...
Juntando pedaço por pedaço, meu caminho faço...
Pego carona nos meus sentimentos – não importa se alegrias ou tormentos...
Refugio-me nos cantos da vida... nos becos sem saída.
Aninho-me em meus próprios braços... me abraço.
Me amoldo a cada espaço.
Adormeço e sonho:
Abalizo um enredo.
Sigo-o sem medo...
certezas ou incertezas – não importa.
Vida leve ou de uma imensa aspereza,
brandura ou austeridade – não importa.
Sorrio...
Na vida há de ser ter eterna paciência... discernir quando parar... quando continuar.
Abro a janela... sorvo lentamente o ar que faz tão doce e leve meu levantar e respirar...
Na vida há de se ter doçura...
Na vida, como criança, um passo, outro passo... com pitadas de candura
... sigo
sigo sem nunca desesperançar.
Da ilusão
A ilusão dos costumes que perduram...
A ilusão de que a distância e o tempo todas as dores curam...
A ilusão...
A ilusão das certezas da existência...
A ilusão de que pra tudo há saída...
A ilusão de que há remédio pra toda dor...
A ilusão de que cada abraço teu era puro amor.
A ilusão...
A ilusão...
A ilusão fez de mim mais que exclusivamente sobrevivente...
A ilusão acalmou minha alma e minha mente...
A ilusão me fez acreditar que tudo seria permanente.
Iludida... sim, assim caminho pelas estradas da vida...
Pacientemente.
Tudo passa...
Tudo passa... que desgraça!
e o tudo passar deixa este mundo tão sem graça.
Passa o amor... passa a desgraça.
Que graça há na misteriosa estrada da vida...
amor como guarida,
e, logo à frente, dolorosa despedida?
Amor vira fumaça...
Sem amor... quanta desgraça...
Passa a desgraça – ô mundo mais sem graça!
... que graça tem já saber de antemão que a desgraça a afligir seu coração tem seu fim determinado por antecipação? Porque tudo passa!
Passa o amor.
Passa a desgraça.
Passa a vida...
Neste mundo frágil... tudo é frágil...
Tudo passa... tudo vira fumaça.
VOLTAR ATRÁS
Sinais de que foi feliz:
no porta-retratos
a imagem dela...
No sofá da sala:
numa almofadinha...
“Fui eu que fiz.”
Os dizeres dela.
Na gaveta do criado mudo:
O livro nunca começado...
Por ela presenteado...
Na página da dedicatória...
O amor dela pra sempre marcado.
No solar da porta:
Um tapetinho surrado
Mil vezes lavado
Por ela... pra trás deixado...
Tantos sinais...
Que de desfazer o tempo é incapaz.
E o que ele mais queria?
Era poder voltar, voltar no tempo... voltar bem, bem lá pra trás.
Já não me importo
Já não me importo...
Toda aflição suporto.
Tristeza, decepção...
Com toda dor está tão acostumado meu coração.
Já não me importo...
Passos tortos.
Jornadas, com dores, marcadas...
Não há alegrias em mais nada.
Já não me importo..
Indiferente ao que vem pela frente.
Nada me resta...
Acabou pra mim a festa...
É só deserta estrada... que em nada acaba.
Já não me importo...
Passei por todos os portos...
Como um aborto.
Navio sem porto.
Já não me importo...
suporto.
Plantou, colheu...
Mais um dia amanhecendo...
o caminho está se fazendo
cada um o que plantou segue colhendo...
Plantando, colhendo...
o tempo correndo, a vida passando
cada um a cada dia um pouco mais segue morrendo...
A maldade escondida,
disfarçada em sorrisos,
em palavras bonitas, em gestos indecisos...
de revelar se encarrega a vida.
Não se engane,
aqui se faz valer a lei maior
action... reaction...action... reaction..
plantou... colheu... plantou mal
não vai levar a melhor...
Dom Quixote, viveu e lutou pelo o que acreditou...
Foi em 29 de setembro de 1547, em Alcalá de Henares, que Cervantes nasceu...
Na cidade de Valladolid – Espanha – ele cresceu.
Em Madri e Sevilha ele estudou... em curso nenhum se formou.
Foi a vida que grande escritor o tornou.
Nômade como seu pai... um dia no Exército ingressou...Contra o Império turco ele lutou... Nesse episódio, alguns dizem que o braço esquerdo ele perdeu...
Outros, que apenas ferimentos graves foi o que sofreu...Pouco depois se restabeleceu.
Na África também combateu...
Foi capturado, levado para Argel... mas não se abateu.
Cinco anos de detenção... para Madri retornou...
Em vários locais trabalhou... e na literatura paralelamente incursionou.
Não obteve sucesso imediato o nosso Miguel...
Mas não desistiu... persistiu... e com 58 anos de idade consagração conseguiu.
Dom Quixote... Sancho Pança... um fidalgo e seu escudeiro saem para lutar contra o mundo inteiro.
Dom Quixote perdeu a razão em razão de muito ler... sem juízo, acredita que em um herói pode se converter...
Sancho Pança, bem realista, tem outro ponto de vista, acompanha seu senhor... tentando a todo custo a real realidade lhe fazer ver...
Moinhos de vento... gigantes... Exército de ovelhas...
Dom Quixote no mundo do irreal entrou e nele se aprofundou...
O cavaleiro em sua insana imaginação o próprio cenário criou... e nele lutou!
Lutou contra uma irreal realidade... na mais pura insanidade.
Viveu o que acreditou... viveu e lutou.
No fim... à real realidade retornou...
“Até a morte, tudo é vida”, disse Cervantes...
Seu Dom Quixote viveu... e viveu tudo no que acreditou.
