ROSANGELA
A vida tem sentido?
Não sei...
A chuva,
O gato,
As ondas na praia a quebrar,
Um quero-quero a querear?
Talvez.
Um sussurro.
Um murmúrio.
Um zunido.
Uma fala ao pé do ouvido?
Talvez.
Um ir e vir.
Um passear.
Um medo de amar.
Uma lágrima a rolar?
Talvez.
Talvez seja a vida só uma encenação
de uma mente maluca, excêntrica... vazia...
desesperadamente querendo preencher seus infinitos dias.
Talvez.
BATENDO A PORTA
Hoje caminharei por montanhas e vales até minh'alma de tudo esquecer, sem me importar com o que vou ganhar ou se vou me perder. Hoje partirei sem pensar se um dia voltarei. Hoje viverei sem passado, sem futuro... só quero o presente, neste mundo de pouca luz entre sombras... só no presente ficarei... este momento é o que conta, afinal das contas.
Talvez um dia com uma alma nova nascerei... em um lugar qualquer sem nome, sem beira... e pra vida de verdade voltarei.... muito faceira. Aí sim me importarei com o que de minha vida farei. Dançarei... ah! como dançarei...Hoje nada importa, saí da minha vida batendo a porta
Você é dono da empresa em que trabalha?Não importa!Cuide dela da mesma forma: com zelo e organização.
Nossa história
guardo na memória.
Começou num momento tão pequeno...
Insignificante.
Tudo foi cambiado.
O acaso... amor destransformado.
O amor jurado olvidado.
Quem nos roubou a esperança?
Um bater de asas de borboleta...
Um tsunami gigante.
Nada em mim é pela metade.
Todas as situações, comigo, têm começo, meio e fim.
Em todas estou inteira.
Sou assim.
Comigo também não existe 'talvez'
Não sei viver mais ou menos
Não há começos incertos.
Não há perguntas sem respostas...
Nada em mim que não seja descoberto.
É preto no branco.
Não há tiro no escuro.
Comigo é tudo certeiro.
Não existe fins com gosto amargo na boca.
Tudo comigo é muito franco...
... mas com leveza
E de sonho em sonho eu sigo te amando.
Agora estou em teus braços.
Tu estás me beijando.
A tua mão acaricia meu rosto.
Sinto na boca o teu gosto.
O vento bate uma porta.
Sempre há algo ou alguém me acordando.
Lá de onde venho,
aprendi que todos os obstáculos são superados...
aprendi que a vida não vem com manual...
e que isso não faz mal...
aprendi que o medo só atrapalha, congela.. não ajuda em nada...
aprendi que as coisas não vêm de mão beijada...
aprendi que as coisas devem ser conquistadas...
aprendi que se deve parar de quando em quando para sentir o perfume das flores...
aprendi que a gente cai... que até o fundo do poço às vezes vai...
aprendi que a vida deve ser vivida a cada minuto...
aprendi que o que vale é o momento presente...
aprendi a me fazer presente.
Senti o lado amargo do amor.
Veio tão cheio de graça...
me encheu de desgraça.
tão colorido chegou
levou embora todas as cores...
meu mundo em cinza transformou.
E eu o toquei com a alma.
Desnudei minh'alma.
Toquei-o com palavras
as mais belas escolhidas
do meu jardim de versos colhidas.
Eu não conhecia esse lado escuro.
De meias palavras... de ditos não ditos
de máscaras e traição...
coisas que fazem tão mal ao coração...
... de qualquer um... também de quem não é vagalume.
Passas pelo meu olhar todo dia...
e eu flutuo.
Tens um aroma de flores.
Tens uma suavidade de notas musicais.
Tu passas pelo meu olhar
... e eu... eu me perco...
e a cada reencontro... eu me encontro.
Passas pelo meu olhar... todo dia <3
Fim do dia
Enfim... ontem eu entendi...
entendi o que mais me afligia...
no fim da dia:
a falta de luz me cega como a mais forte luz do dia.
Enfim... ontem eu entendi...
entendi que amar
é pra quem jogos complicados gosta de jogar...
Amar é um mero jogo de dados.
Ganha quem joga sem se importar se vai perder ou ganhar.
Do amor
Amor é coração aos saltos.
é salto no escuro
é admirar com cérebro e coração
é companhia
é solidão
é coração apertado
é frio na barriga
é a mais inexplicável explicação
é pregos na estrada
é duelo de espadas
é começo, meio, fim
é solução.
Vaidade que incomoda.
Desfoca.
Choca.
Até onde você pode escolher?
Até onde quiser...
ou...
até onde não se pode mais.
Vaidade...
asas engaioladas...
infecção
aperto no próprio coração.
Caminho sem avançar.
É longa a noite.
Escuras trevas.
Fria a escuridão no meu coração.
Longa estrada.
Passado que não se tem mais.
Presente que tanto faz.
Futuro que não teremos jamais.
Nunca estaremos onde deveríamos estar.
Um eterno presente a eternamente acabar.
Aprendi a esquecer.
Esqueço tudo a cada amanhecer.
Melhor maneira de não mais sofrer.
Olvido indiferentemente
passado... futuro
inclusive o presente.
Todo o mar para atravessar...
Jogo os dados quando termina o dia.
Me dirão eles de uma nova travessia?
Memórias... de alegrias passadas
apagadas.
Recuerdos desse amor que um dia foi
e se foi...
Gostaria de voltar no tempo
nem que fosse por um momento...
Te abraçar uma vez mais...
voltar atrás...
Como hoje há dias e dias
que só deixar fluir eu queria.
A memória insiste em te apagar...
O coração preso a ti eternamente quer estar.
És o verso mais tangente.
És tão eternamente presente.
És algo fora de toda magia.
És o tudo do tudo que eu queria.
Minhas noites vazias são eternas testemunhas
da falta que tu me faz
Te proponho um trato: volta... vamos deixar fluir... que importa se amanhã de novo tens de embora ir...
How long will I love you?
Me transformei na tua Lua.
Sou o Sol mais bonito para teus dias aquecer.
Sou aquele farol que te guia
todo dia, todo dia, todo dia.
Quero feliz te ver
não importam tempestades...
invernos não contam
sou as águas cheias de calma
que aquecem e acalmam tu'alma.
Vou te amar por todo o tempo que eu for capaz.
Ah essa saudades que a cada dia aumenta...
uma saudades que não compensa.
Saudades do teu sorriso lindo
Saudades de você em minha direção vindo.
Saudades do cheiro do café...
Saudades do seu cafuné.
A porta bateu.
Meus olhos da janela foram seus passos seguindo...
O cheiro do café no ar sumindo...
No mundo você desapareceu...
E essa saudade sem fim em mim nasceu...
saudades que me nauseia... saudades, de todas as palavras... a mais feia.
Tua maravilhosa presença.
Teu cheiro a me embriagar.
Teu eterno me abraçar.
Tua serenidade meus passos a guiar.
Perdida no mundo.
Vivendo num eterno submundo.
No amor e na sua perfeição...
resgataste meu coração.
Tu que és minha calma.
Tu que és meu aconchego.
Tu que és o meu amar...
Tu... só tu conseguiste me fazer saber o que é viver de tanto amar.
Um dia eu serei
poeira no ar
gota de oceano no mar
brisa da madrugada
luz apagada...
do tudo um quase nada.
Um dia serei
o que não sou mais
ausência de tudo
suave mistério
a envolver tua falta de paz.
Então, enquanto ainda sou
Aproveita tudo de mim
Suga de mim esse oceano sem fim...
enquanto ainda sou...
... um dia apenas serei
vaga lembrança de que um dia fui,
de que teu caminho atravessei.
Quantos versos escrevi
sobre a saudades que de ti senti?
Perdi a conta...
infinito de ponta a ponta.
Hoje passou...
o amor que era acabou
Virou poeira no vento...
não há em mim de ti um único pensamento.
Hoje minha única saudades é do que contigo não vivi.
Toda vez que tu me olhas
O teu olhar...
O teu doce e terno olhar
a me falar...
“És na vida a minha prometida... a mais querida... a minha vida.”
O teu olhar
A se afastar tão devagar
No meu olhar a se perder
Cada vez um pouco mais...
Eu e essa minha mania de não acreditar ser possível alguém me amar.
Toda vez que tu me olhas...
Eu...
Eu só quero que não pares nunca de me olhar.
Também fui machucada... mas o teu olhar... teu doce e terno olhar é um eterno bálsamo a eternamente me curar.
Não desejo mais amor.
Chegou...
Partiu...
Deixou dor.
Joguei meu coração.
Jogou com meu coração.
De promessas vazias...
Máscaras pelo tempo desmascaradas...
Deixou tristeza e desilusão.
Quem não?
Eu... não mais...
Espinhos?
Caminho sozinho...
Nas asas do vento...
Em busca de carinho...
Rosas pelo caminho.
Neste mundo bem redondinho 😉
Quem nunca?
Eu... eu sim.
Vi voltar o que um dia deixei no meu caminhar.
Fecha o dia todo dia
o cinzento céu - pesada tampa...
Um cinza, cor fria cobre a terra
transforma em noite o dia.
Noite pardacenta
Só com a luz da Lua e das estrelas se alimenta.
Noite que das cores mais coloridas esvazia o dia...
Noite que se esparrama.
Pássaros se recolhem em seus ninhos, entre, das árvores, as ramas.
Voltam para o aconchego do lar os homens...
A luz que clareia o dia fecha os olhos, deixa tudo no escuro ficar...
Querem eles também descansar.
Abraço, aconchego, chamego...
No lar querem eles encontrar.
Alimento, braços que os aninham,
Não há luz que faça falta
quando calor há no ninho.
Dia de chuva...
Estrada molhada...
Vento frio...
Sigo as curvas do rio.
Descalço meus pés
Sigo com fé
As pedras do caminho...
Não me ferirão os espinhos.
O vento me desequilibra
Meu corpo nem liga
A chuva um açoite
Termina o dia... começa a noite.
Não há estrelas no céu
O que me cobre é só um negro véu
Não posso parar
Continuo... lágrimas pelo meu rosto a rolar.
Chuva sagrada
A lavar mais uma alma desgraçada
Tremo de medo... ou é de frio?
Não importa...
A vida é torta...
Continuo até do fim encontrar a porta.
E fim... deste frio em mim...
Ou será o começo de um frio escuro eterno que jamais terá fim?
