O pobrezinho ouvidor de sermões, buzinas de carro, carruagem que o leve distante da solidão.
Já não a via, a cegueira o havia tomado pelas mãos, "então, a moça tateou a pouca esperança que tinha.".
Remoo na garganta as palavras malditas; cuspo, solto as feras e aceno ao cinismo odioso.
Esgrimista afoito e seus palavrões cuspidos na calçada, já, sim, rogaram e desprezaram a florzinha.
Há sombras, "há nuvens desenhadas que nada dizem, se calam, e, a jovem garota expressa dor em sua fala.".
Ó murmurador, "aquieta-te, e, dê uma flor para ela.".
O silêncio extremo não assassina as palavras, mas, sim, uma mente faminta, cansada e derrotada. Ali, todos julgam e abusam e não se diz nada.
Calamidade, ar denso que devora a imensidão, uma mente exposta é alvo dos abutres.
Instrumental, nenhum tom gritante no palco das ilusões, falseando os passos; alegre faz alarde o pássaro enrustido entre as folhas e os galhos secos da árvore.
Atrasada, "ela, chega com seu buque de flores respingando o perfume.".
O falso moralista desencadeia para si próprio as injurias que foram lançadas ao seu semelhante e, o mesmo não prevalece.
Insiste a dor quando se persiste em repousar o corpo em brasa.
A beleza é como uma manada de búfalos selvagens, corre tão veloz e só ficam rastros.
Quando se abrem os olhos para viver; é ali que se percebe que sempre esteve deitado.
Murmura a porta quando lhe cobrem os açoites do vento. Espera-se a liberdade.
O passado não é transparente, mas a memória quando está pregada; só erra.
O ladrão rouba a paz, mas o coração a deixa levar se estiver fechado feito um pássaro que não voa livre.
A solidão é vazia por estar cheia de tantas falsas aparências.
Depressão é um castelo sem portas ou janelas, e ainda, a liberdade é uma fria.
Rejeitar é dar um adeus a o que não existiu, é dar óbito a um sentimento.
Palavras simplificadas são de mais valia; elas não rotulam ou descartam, não são como prescrição médica ou bulas de remédio.
O gatilho é o que dá voz ao ato impensado, mas ambos são culpados.
Sou robusto nos meus pensamentos, como água; veloz como atleta que não se deixa barrar.
Enigmático, mas há quem compreenda a falta de ar ao dialogar, talvez as nuvens deitaram por terra com o acusado.
O minucioso é sarcástico, é arte deteriorada, é fajuto, é vingança nos punhos da adaga.