Ricardo V. Barradas
Sendo o Brasil um dos países mais católicos do mundo e estando os irmãos maçons sob pecado grave, é imperativo que as potencias reconhecidas exijam de seus corpos as Pompas Fúnebres a todo irmão que passe para o Oriente Eterno que é muito mais digno e honroso que uma Missa de Sétimo Dia na igreja católica, omitindo sua vida laboriosa e virtuosa na Maçonaria.
A democracia politica no Brasil é frágil sem a justa representação correspondente a proporcionalidade natural e social da mulher, do índio e do negro, nos poderes independentes de governo.
A moral é adaptável aos usos e costumes de uma cultura mas a ética, nunca, ou se tem ou não tem, definitivamente.
Por mais que o mundo inteiro pinte o coração de vermelho, o meu coração sempre é azul. Vermelho é o sangue que pulsa dentro dele mas o meu na cor do mar e do céu, ele compactua com a imensidão e o infinito, assim como devem ser nossas emoções, amores, carinhos e escolhas perante a vida.
Perdoar sempre é tornar se melhor, aperfeiçoar se e aparar as arestas dos desgastes da pedra bruta, todos os dias.
Devemos aprender a amar os diferentes pois uma centelha do grande arco íris da vida, colori de forma nova a alma da gente.
A escola da vida, ensina muito sim mas só para aqueles que tenham paz no coração e muita humildade para aprender.
Por mais que eu jure, o meu definitivo é hipotético pois não sei com que cor minha alma vai acordar amanhã.
Mesmo com a chegada da 5G o Brasil do século XXI, ainda tem cerca de 13 milhões de analfabetos, são necessárias politicas publicas culturais e educacionais mais abrangentes mas ao mesmo tempo é necessário resistir ao empobrecimento de currículos.
Até os medíocres, rancorosos, desesperados e loucos tem o pleno direito de expressão mas a humanidade civilizada e livre, tem o direito de audição. Ouve quem quer.
A arte chegou a um patamar de vasta experimentações, que hoje em dia necessitamos bem mais de artistas loucos do que de coloristas.
O espirito de um colorista segue com amor o bailar de um pequeno beija-flor, indo de lugar a lugar, em todos os momentos da vida, levando cores. Por mais que em nossa inquieta trajetória, muitas vezes entre medos, dores e perdas, acinzentem nossa estada, é com as cores vivas e fortes, que reinventamos nosso paraíso de ir além, bem. Coloridamente bem. A arte de colorir está impregnada, naturalmente na alma da gente.
Parafraseando uma boa frase do genial Millôr Fernandes, eu digo que a única imperfeição da natureza, é não fazer que toda a burrice, feda.
A falta de posição é uma realidade constante no mundo contemporâneo e não seria diferente com a sexualidade. Diante disto nasce a sexualidade fluida, a não escolha predeterminada de gênero para completar se.
Diuturnamente busco e resgato as obras primas da arte mas não fico com elas. Direciono para onde elas se tornem maiores, mais importantes e de preferencia para aqueles que vão saber dar a melhor conservação e valor.
Branco e preto, certo e errado, bom e mal, verdade e mentira, não cabe em mim só duas escolhas por liberdade, em um mundo de tantas cores e de tantas interpretações. Eu construo e sigo por amor a minha própria coloração.
Na cultura do candomblé brasileiro, o "Olorum" é o Deus Criador mas não é cultuado nem divinizado como tal, e seus filhos são tudo que Ele criou, o mar, o vento, as pedreiras, os raios, as cachoeiras, os rios, assim por diante. Que consistem no habitat magico, onde vive cada orixá.
