nereu alves

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⁠🎙️ Voz que vem da alma – uma poesia de vida
Rodei o mundo.
Conheci culturas,
gentes, jeitos,
e descobri — na marra —
o que é a verdadeira riqueza.
Estive com poderosos.
Sentei à mesa com ricos e milionários.
E, observando bem, aprendi:
É fácil reconhecer um pobre,
um rico, um milionário…
E o novo rico —
a pior espécie que existe na face da Terra.
Vi pobre com dinheiro,
e rico com alma de barro.
Vi gente que tem milhões,
mas vive como miserável —
vazio, arrogante, perdido de si mesmo.
Também vi o contrário:
pobres milionários…
que não tinham um tostão,
mas carregavam dentro de si
um tesouro que o dinheiro jamais compra.
Hoje o mundo vive sem noção.
Vivemos uma explosão
de revelações de caráter.
As máscaras caem.
As aparências apodrecem.
E o que se escondia no fundo da alma
vem à tona —
como um vômito de vaidade, mentira e ego inflado.
O coração denuncia.
A fala revela.
E a gente descobre quem é quem.
Dói.
Assusta.
Mas liberta.
É triste ver tanta maldade com perfume caro,
tanta crueldade com cara de sucesso.
E os pobres de espírito…
que ganharam uma herança,
compraram uma traineira
e se acham donos do oceano.
Colocam uma lata de sardinha na água
e já se sentem bilionários.
É ridículo.
É patético.
É um teatro mal ensaiado.
Ainda bem…
que essa parte do mundo é pequena.
É barulhenta, mas pequena.
Porque o bem —
ah, o bem! —
vence sempre.
Mesmo que canse.
Mesmo que irrite.
Mesmo que pareça demorar.
O bem não grita.
Mas permanece.
Resiste.
E no fim…
vence.
— Nereu Alves

Inserida por nereualves

Há amores que não se explicam.
Eles não vivem só na pele,
mas permanecem na alma.
E quando o tempo passa,
a admiração não some…
ela só cresce.

O Furacão e o Ipê

Há momentos em que tudo parece sair do lugar.
Os caminhos se confundem, os ruídos aumentam
e a vida, por instantes, parece um cenário de fios caídos —
um emaranhado difícil de desfazer.

As estruturas balançam, as certezas se partem,
e o que era firme se vê abalado.

Mas no quintal da existência, sempre há um ipê.
Firme, silencioso, guardando suas raízes
no chão da alma.

Mesmo com cabos pendendo sobre ele,
mesmo com o peso das tensões,
ele continua ali — sereno, de pé,
esperando o vento passar.

Porque tudo passa.
Os fios se religam, o caminho se refaz,
a ordem retorna.

E o ipê, símbolo da força que habita dentro de nós,
permanece — lembrando que a ventania
pode até desarrumar o mundo,
mas nunca destrói quem tem raiz verdadeira.

Nereu Alves