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Montaigne

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A verdadeira liberdade é podermos tudo por nós.

A ignorância que se conhece, se julga e se condena não é uma ignorância completa: para que o seja, é preciso que se ignore a si mesma.

A alma dos imperadores e dos sapateiros são tiradas do mesmo molde.

Quando puder ser temido, ainda mais me quero fazer amar.

Fica estabelecida a possibilidade
De sonhar coisas impossíveis
E de caminhar livremente em
direção aos sonhos.

A palavra é metade de quem a pronuncia e metade de quem a escuta.

Se me obrigassem a dizer por que o amava, sinto que a minha única resposta seria: Porque era ele, Porque era eu.

Nada fixa alguma coisa tão intensamente na memória como o desejo de esquecê-la.

Logo nos cansa a mulher bonita, porém jamais nos cansa a mulher bondosa.

De todas as enfermidades que acometem o espírito, o ciúme é aquela a qual tudo serve de alimento e nada serve de remédio.

À proporção que o homem exterior se destrói, o homem interior se renova.

Ninguém determina do princípio ao fim o caminho que pretende seguir na vida; só nos decidimos por trechos, na medida em que vamos avançando.

Se não posso regular os acontecimentos, regulo a mim mesmo.

Todos estão sujeitos a dizer tolices: o mal esta em as anunciar com pretensão.

Podemos ser instruídos com o conhecimento de outro, mas não podemos ser sábios com a sabedoria de outro.

Não há paixão que abale tanto a sinceridade dos juízos como a cólera.

Faço dizer aos outros aquilo que não posso dizer tão bem, quer por debilidade da minha linguagem, quer por fraqueza dos meus sentidos.

Um leitor inteligente descobre frequentemente nos escritos alheios perfeições outras que as que neles foram postas e percebidas pelo autor, e empresta-lhes sentidos e aspectos mais ricos.

É uma perfeição absoluta, dir-se-ia divina, sabermos desfrutar lealmente do nosso ser.

Viver é o meu trabalho e a minha arte.

Nós apenas trabalhamos para encher a memória e deixamos o entendimento e a consciência vazios.

Os que têm tentado reformar os costumes do mundo, no meu tempo, com opiniões novas, reformam os vícios da aparência; quanto aos da essência, deixam-nos intactos, quando não os aumentam.

Ensinam-nos a viver quando a vida já passou.

Preocupa-nos mais que falem de nós, do que a maneira como falam.

Quem viu jamais um médico aproveitar a receita do colega sem lhe tirar ou acrescentar alguma coisa?