Maria Almeida
Seja qual for a situação, é o amor e a gratidão, é o momento, o aqui e o agora. É ser, aprender e crescer, sendo um de nós - sem se perder o que se é - e um outro, sem se obrigar a ser o que não é.
Amo estar junto contigo, adoro rir junto contigo e gosto de brincar junto contigo.
Mas… quero assistir um filme contigo, comer pipoca rindo contigo, dar uma caminhada junto contigo, aprender junto contigo, ir junto contigo, tomar café junto contigo, carregar as pedras do caminho junto contigo, conversar contigo, fazer compras contigo, lavar a loiça junto contigo, perguntar como foi o teu dia, fazer um cafuné, dar a mão… fazer tudo junto contigo.
Aceito e agradeço tudo o que vem de Deus, pois é a paz do meu coração que acorda a brisa suave do vento e é a fé da minha alma que a sente e a sorve como a estava idealizando.
Coloco-te no céu como a estrela mais luminosa, para que me possas fazer companhia durante o dia e para que sejas o meu anjo durante a noite.
Sobre o amor-próprio… já que é a forma como nos vemos… traduzindo-se… por um reflexo de nós… naquilo que vemos nos outros. Então… tão simples… porque penso assim… e assim sinto.
Ajudarmos e valorizarmos os outros sem medida… é o quê?... Não, não. Não significa que se espera alguém suficientemente agradecido para retornar a nós o que demos. Proceder assim é viver em utopia. Em ilusão. Quem o faz não se ama. Ajudar os outros sem esperar nada em troca é um ato simples de aceitação de nós mesmos e do conhecimento profundo sobre quem somos e sobre o que sentimos, sem qualquer avaliação depreciativa do nosso ser. É apreciar a vida respirando um ambiente positivo, uma fonte insuflada de sorriso espontâneo, de gratidão, de união a Deus e à natureza, de relaxamento, de partilha de bênçãos e de evitar tudo o que nos empurra para a toxidade. É estabelecer limites sobre o que se tolera e o que não se aceita. É o calmo respeito pelas nossas emoções, deixando fluir os próprios anseios, sentimentos e necessidades, sem o abandono dos sonhos que alimentam os nossos dias. É amarmos-nos sem restrições, dedicando-nos, todos os dias, um tempo agradavelmente pacífico e empolgante, realizando o que mais gostamos, pela garantia das nossas necessidades, até atingirmos o ponto alto de satisfação interna: praticar uma atividade física, ir a um restaurante favorito, ler, assistir um filme, saborear um gelado novo, fazer aquela sobremesa que se adora, dar uma caminhada, visitar uma amiga, subir o Monte Everest, ir à praia… ou, simplesmente, não fazer nada, fechar os olhos, escutar uma suave melodia e descansar, praticando a meditação de forma amorosa e gentil connosco próprios… Possuindo-se controle emocional, esquece-se a opinião alheia e age-se positivamente, perdoando e desenvolvendo o fortalecimento da coragem em nós, sem humilharmos ou julgarmos ninguém, respeitando o nosso eu, respeitando o eu dos outros, determinação e empenho, aceitando as dificuldades e as tristezas porque também são elas que nos fazem crescer, admitindo os próprios defeitos para os melhorarmos, aproveitar a vida e viver livremente, dizendo não a um mundo condicionado, sermos autênticos, e, sobretudo, irradiarmos amor e benevolência por nós e por todos no mundo, gratos por nos constituirmos como seres completos e por sermos amados, pois que o nosso compromisso mais sério é com Deus, assim como a verdade é o nosso cachecol mais bonito e o único a usar.
A ninguém admito o direito de me dizer como devo viver e o que devo fazer e sentir, porque esse direito nem sequer existe exteriormente, ele é apenas meu, dentro do meu eixo existencial em Deus.
Talvez amar seja isto. Mesmo longe, querer a pessoa perto, nem que seja por um segundo súbito, e, contudo, suficiente o bastante, dentro de um minuto, para aumentar a eternidade eterna no coração.
Sempre existe algo que se aprende com a dor, o importante é avançar sobre ela, pois a chuva não cai para sempre e é necessário sermos nós a regar, pois só assim se pode respirar o aroma das flores da primavera e saborear livre e pausadamente o amanhecer do verão.
Se pensarmos bem, a grama do vizinho é sempre mais verde, porque realmente ele trabalhou muito mais tempo e muito mais arduamente nela.
É tão bom, só nós dois numa loucura de ambos, um colar de estrelas cintilantes nascido diretamente da conexão dos abraços doces e sonhados, quando, à noite, na leveza da rima dos poemas de luar, as nossas almas se encontram e se enlaçam, sorvendo a saudade da distância e sentindo o tempo a aproximar-nos…
O balanço de nós encontra-se na linha fixa e invisível dos nossos prós e contras, pela nossa própria validação de todos os dias.
Vives em mim e por isso sou mais feliz, pois sinto os nossos corações bem perto e bem juntinhos, como a estrela mais límpida fixada no céu, presente nos meus pensamentos, nos meus gestos, no sorriso que me faz rir, na saudade que me faz forte para continuar a saber esperar e que vai, sem querer, doendo um pouquinho, estando ao teu lado mesmo distante, orando por ti, torcendo por ti, e acreditando que o dia em que ficaremos abraçados está para chegar, amando-te de longe mas permanentemente fixo e intenso dentro do meu coração.
Faço o melhor que sei e o que posso, porque é o que sei, o que posso e o que me é permitido no momento.
